
O Dia Que a América Perdeu O Mundo
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Aquilo que o Mundo acabou de assistir na conferência de imprensa entre Donald “Babuíno Laranja” Trump, JD Vance e Zelensky foi o princípio do fim da liderança mundial Americana.
Infelizmente, será às custas da Ucrânia e do seu povo - pelo menos inicialmente - já que o Babuíno deixou claro que, ou Zelensky assina o acordo de cedência dos minerais ou os Estados Unidos saltarão fora.
Make a deal or we’re out!
Este vídeo – um pequeno excerto de uma conferência de imprensa absolutamente surreal – é assustador!
O que vimos acima é o (ex) líder do Mundo livre a fazer bullying a um presidente de um país democrático que está em guerra - não por sua vontade - há mais de 3 anos.
Alguém que diz, de uma forma absolutamente clara que, ou aceitas a merda de acordo que temos para ti ou desenrascas-te sozinho, não deixa margem para dúvidas e não tem qualquer intenção de negociar o que quer que seja.
O que fazer agora? #

Se o Babuíno concretizar o fim do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia é essencial que o Canadá e principalmente a Europa respondam de forma absolutamente inequívoca. Se a Ucrânia perder a guerra para Vladimir Putin, será o princípio do fim da Europa como a conhecemos.
Por isso, os líderes europeus têm que decidir de uma vez por todas se continuam neste jogo do vai ou não vai. E também aqui se decide, e muito, o que será o futuro do que hoje chamamos de União Europeia.
Porque a União Europeia não pode ser apenas uma união financeira - e mesmo esta deixa muito a desejar uma vez que é do interesse de alguns a continuação de muitas das assimetrias financeiras que temos hoje na UE. Mas está na hora de a UE avançar, de uma vez por todas, para uma União Militar e deixarmos de ser um conjunto de países vassalos dos interesses americanos.
Entre Junho de 2022 e Junho de 2023, 78% dos gastos em defesa foram para fornecedores não europeus, 63% dos quais foram diretamente para fornecedores americanos1. É essencial fortalecer (ou re-criar) uma industria de defesa europeia e reduzir significativamente o fluxo de caixa enviado para o (ex) parceiro americano.
Uma vez que os Estados Unidos se preparam para abandonar a Ucrânia e, muito provavelmente, a NATO, é imperativo um maior envolvimento da UE - e dos seus países - no conflito Ucraniano. E, se for necessário, envolver tropas europeias diretamente no conflito.
Por fim, a Europa deve deixar claro que, com ou sem Babuíno Laranja na presidência dos Estados Unidos, a Europa não mais considera os Estados Unidos um parceiro confiável.
Deixar de depender de uma potência que nos exige vassalagem a todo e qualquer custo e começar - ontem - a construir um mundo melhor, é o mínimo que exijo a quem nos governa.