Entregar a alma ao criador

A minha cloud privada entregou hoje ontem a alma ao criador.

Como sabem não sou daqueles que publica as suas coisas para os facebooks/instagrams/googles desta vida e que deixo nas mãos de outros aquilo que é meu por direito próprio. As minhas fotos, os meus vídeos, os meus filmes, os meus ficheiros, são meus e apenas eu devo ter controlo sobre os mesmos.

Não faltam exemplos neste blog sobre como faço as coisas e como garanto os meus backups (e da minha família).

Por exemplo, este artigo foi desactualizado por este artigo e, muito provavelmente estou a dever-vos uma actualização, já que, neste momento, tenho mais de 21TB arquivados:

Anyway, não é por isso que estou a criar esta entrada. Foi porque o meu NAS, simplesmente morreu.

Synology DS1815+

Pouco depois de ter escrito a entrada “Fotos e Backups: o que fazer?” substituí o NAS que tinha por um novo, igual ao da imagem acima. Modelo: Synology DS1815+.

Custou-me os olhos da cara – não vou dizer aqui quanto, não vá a Filipa descobrir – mas foi um upgrade brutal em relação ao que já tinha e que me permitiu fazer coisas que não fazia até aí. Ainda hoje ontem, quase 5 anos depois, se portava lindamente com uma performance extraordinária. Resumindo, podia facilmente durar mais 5, 10, 15 anos (para terem uma ideia só quando activei o processo de suporte/garantia é que reparei que já tinha quase 5 anos, pois pensei que tinha muito menos).

Infelizmente o modelo que comprei veio com uma feature não documentada da qual só me apercebi hoje ontem. O processador que acompanha a unidade (o processador é aquela coisa que, bem que processa… que faz coisas), veio com uma falha de hardware que não pode ser corrigida por software, mas podia ser limitada adicionando uma resistência na placa-mãe (motherboard, para os meus amigos de IT). Pensem no caso, assim como por exemplo o Boeing 737 Max, em que os responsáveis da Boeing tentaram que os engenheiros resolvessem por software algo que foi mal projectado.

E agora o que fazer?

A Synology, a empresa que fabrica estas máquinas já me confirmou que, pelos sintomas, o meu aparelho está morto. Também me confirmaram que aumentaram o período de garantia destes aparelhos devido a este erro. Infelizmente para mim, a extensão de garantia passou para… 4 anos… o que já passou há uns 6 meses…

Se por um lado compreendo a posição da marca, já que estenderam a garantia para um problema que não foi/é provocado por eles – o componente que falha é o CPU Atom C2000 fabricado pela empresa americana Intel – e também compreendo que não façam uma recolha massiva de todos os modelos potencialmente afectados já que o problema pode nunca se manifestar, sinto-me defraudado pela forma como o assunto (não) foi resolvido. Bastava reconhecer que o problema em causa se deve ao famoso bug Intel e, para esses casos em específico, fazer a troca estando ou não na garantia.

Agora, tendo em conta que a troca de uma placa-mãe (motherboard para os amigo de IT) custa pouco menos que a compra do novo modelo, vou acabar por fazer um upgrade não programado.

Sim, vou voltar a comprar Synology, do qual sou um cliente muito satisfeito desde 2011.

No entanto, fica aqui o aviso. Se tem um Synology de 2014, 2015 ou 2016 com um CPU Intel Atom C2xxx, é melhor contactar a Synology já.

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