É este o mundo que criamos?

Jeff Bezos é considerado em muitas listas o homem mais rico do mundo. Tem uma fortuna avaliada em $150.000.000.000 – são 150 mil milhões de euros dólares.

Para se ter uma ideia, para evitar acumular mais fortuna tem que gastar $ 24.000.000 (vinte e quatro milhões de dólares) por dia. POR. DIA.

A ex-mulher, MacKenzie Bezos, aquando do acordo de divórcio, algures o ano passado, recebeu uma compensação de $35.000.000.000 – são trinta e cinco mil milhões de dólares, tornando-se automaticamente e do dia para a noite, a terceira mulher mais rica do mundo (e a 15ª pessoa mais rica do mundo).

Para se ter bem uma ideia do que são 150 mil milhões, deixem-me colocar isto num espaço temporal. Se 1 dólar fosse 1 segundo, 1 milhão de dólares seriam cerca de 11.6 dias. Mil milhões de dólares seriam 31.7 anos. 150 mil milhões são… bem, é só fazer as contas… 4 756 anos!!!

Se tiver um ordenado de 1 milhão de dólares/ano, livre de impostos, tinha que trabalhar 1.000 anos para atingir, mil milhões, assumindo que não gasta um cêntimo em cada um dos dias desses mil anos.

Mas este gajo tem alguma coisa contra o Bezos?

Nada! Nada contra multi-bilionários ou super-ricos.

Mas irrita-me aquela história dos 3 homens sentados à mesma mesa. Era mais ou menos assim:

Estava um banqueiro, um homem de classe média e um pobre desempregado, todos sentados à mesma mesa. Quando finalmente o empregado deixa o pão na mesa, o banqueiro pega em 14 dos 15 pães que tinham sido lá colocados. Logo de seguida e sem deixar nenhum dos outros homens reagir, vira-se para o homem de classe média e diz:

Se não comeres o pão depressa o pobre vai-te roubar o mesmo! E se pegares no pão agora ele é capaz de te assaltar ou de se revoltar contra ti, porque está mesmo com fome.

Obviamente dá para perceber que o objectivo do banqueiro foi conseguido. Ficou com praticamente toda a riqueza da mesa deixando migalhas suficientes para o homem de classe média se distrair com a fome do pobre e culpá-lo por nenhum deles ter pão.

É precisamente isto que está a acontecer hoje no mundo. A desigualdade entre os super-ricos e os outros é abismal.

Em 1950, os super-ricos eram taxados a 70%.

Fonte: New York Times

Em 2018, os super-ricos são taxados menos que a população mais pobre dos Estados Unidos.

Razão tinha Warren Buffet quando dizia, anos antes, que pagava menos impostos que a sua secretária que recebia 30.000 USD por ano.

E soluções, há?

Bem, os franceses não há muito tempo tiverem uma revolução que culminou com pessoas importantes na guilhotina. Não acho que precise chegar a tanto mas algo precisa de ser feito.

Para terminar deixo-vos com uma das minhas canções preferidas de todos os tempos.

Termina de forma brilhante: E se há um Deus lá no Céu a olhar cá para baixo, o que pensará ele daquilo em que tornámos, o Mundo que Ele criou.

Just look at all those hungry mouths we have to feed
Take a look at all the suffering we breed
So many lonely faces scattered all around
Searching for what they need

Is this the world we created?
What did we do it for
Is this the world we invaded
Against the law
So it seems in the end
Is this what we’re all living for today
The world that we created

You know that everyday a helpless child is born
Who needs some loving care inside a happy home
Somewhere a wealthy man is sitting on his throne
Waiting for life to go by

Wooh, is this the world we created?
We made it all our own
Is this the world we devastated, right to the bone
If there’s a God in the sky looking down
What can he think of what we’ve done
To the world that he created

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