#brexit or #racism

Depois de prometido pela primeira vez em 2009, foi na última quinta-feira, referendado o futuro do Reino Unido (UK) na União Europeia, o #Brexit

O resultado surpresa chegou às primeiras horas de sexta-feira com a opção de sair da União Europeia a ganhar 52% vs. 48%.

É o resultado de uma participação democrática que nem eu, nem ninguém podem colocar em causa. Devemos respeitar a vontade do povo. E devem ser os políticos que deram voz ao seu povo, os primeiros a fazê-lo.

Muito haveria para dizer sobre este resultado e as consequências para os quatro países do Reino Unido – Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte. Também a Europa terá que (re)aprender a viver com uma ilha a norte, desligada do resto do continente. Quase como uma Coreia do Norte isolada do resto do mundo, com o conforto para o UK de poder dizer que está literalmente isolada. Afinal, não passam de um conjunto de ilhas.

Mas não é sobre o referendo ou o seu resultado que quero falar.

O que quero deixar devidamente documentado é a onda de ataques racistas que estão a varrer UK menos de 5 dias após a realização do referendo.

É absolutamente lamentável que alguns não saibam perceber que o referendo não foi sobre a imigração, legal ou ilegal.

É absolutamente impensável que em 2016 se recupere algumas teorias raciais e se pretenda limpar as ruas do Reino Unido da raça inferior dos não nativos.

Por fim, é particularmente preocupante o crescimento das receitas de extrema direita, tanto no Reino Unido, como no resto da Europa, suportadas por partidos políticos como a Frente Nacional de Marine Le Pen em França, ou Partido da Liberdade de Norbert Hofer na Áustria, este derrotado por menos de 31 mil votos há poucos meses.

Quando acordarmos, pode ser tarde.

Deixo-vos alguns exemplos assustadores.