MEO inflexivel

Meo

Foi a 31 de janeiro de 2008 que aderi ao MEO. Fiquei fã desde o dia 01 e convenci muito clientes a mudar da TVCabo, depois ZON e agora NOS, a mudar para MEO.

Como fui relatando ao longo do tempo, sempre fui um cliente satisfeito, defensor das muitas funcionalidades e que raramente tinha problemas – continuo a não ter.

Comecei com o serviço base, ainda no tempo de se poder escolher 10 canais da grelha. Acompanhei a evolução e a introdução de buckets ou packs, para dar uso a canais que ninguém subscrevia. Fui afortunado o suficiente para poder usufruir do serviço de fibra… por uns tempos.

A família cresceu e a mudança de casa programada desde 2001 aconteceu finalmente em Outubro de 2010.

Foi-se a vantagem da televisão e da internet à velocidade da fibra. Nos primeiros 2 anos fomos servidos pelo serviço satélite e uma ligação sapo adsl 6mbps fora da zona sapo.

No total, deixava para o grupo PT, 30€ para o serviço de televisão + 16€ de aluguer da linha telefone + 31€ para o acesso à internet – relembro, à velocidade de 6mbps.
Todos os meses, 77€ e uns cêntimos. Todos os anos quase 1.000€ para o grupo PT.

Chegou o dia em que o ADSL e mudei na hora. Essencialmente porque os 16€ de assinatura de linha de telefone me estava a tirar anos de vida.

Hoje tenho o pacote Meo Total 24 ADSL, com 24mbps de velocidade máxima. Apesar de me prometerem uma sincronização do router a 15mbps, está sincronizado a 12mbps, dos quais tenho disponíveis menos de 10mbps de acordo com as estatísticas recolhidas diariamente pelo serviço SamKnows. Por este belo serviço pago 52€/mês.  600€ e uns trocados todos os anos.

Ontem deu-me para olhar para a oferta de serviços e pacotes do MEO e pensar como melhorar o serviço que a MEO me proporciona e que pago religiosamente, sendo que tenho uma limitação que não posso prescindir. O sistema de alarme da casa está ligado à central via telefone. Um módulo GSM fica por cerca de 250€  por isso para já a solução de telefone é a que melhor nos serve.

Olhando para os pacotes todos da MEO e para o serviço que eu preciso e do qual fazemos uso cá em casa, o regresso ao sistema satélite, a manutenção da internet 24mbps – dos quais só consigo 12mbps e que apenas uso menos de 10mbps – a manutenção do telefone e a associação do telemóvel da Filipa num pacote M4O pareceu-me a melhor opção.

Passaria a pagar 49.99€ por quase o mesmo serviço que tenho hoje – a diferença no sistema TV é para nós negligenciável – adicionando o telefone da Filipa e poupando, não só os 3€ de diferença, mas acima de tudo os 25€ a cada dois meses do pacote de telemóvel dela.

O problema vem agora. Depois de falar com um comercial na linha 16200 e não me saberem responder a todas as minhas dúvidas, mandei como quase sempre o faço, mail para o Provedor de Clientes da Portugal Telecom.
É o único endereço de email que a PT/MEO tem à disposição dos seus clientes.

Expliquei a minha situação e essencialmente pretendia duas coisas:

  • Saber como poderia evitar uma nova fidelização de 24 meses – em tempos tecnológicos 24 meses é um eternidade. Se a NOS ou a Vodafone oferecerem um melhor serviço aqui, estarei preso por 24 meses quando sou cliente desde 2008?
  • Mudando para o serviço satélite e tendo eu 2 boxes satélite em casa, como fazer para não adicionar aos 49.99€ o aluguer mensal de mais uma box que não preciso?

A resposta chegou hoje ao almoço via contacto telefónico e basicamente a posição da PT/MEO é:

  • Não há como escapar a nova fidelização. Estou a mudar de serviço é como se fosse um cliente novo;
  • Não há como escapar ao aluguer da box ou à compra de (mais) uma box pelo valor de 79€. Não interessa se o cliente já foi cliente e quer voltar a ser e não precisa de comprar nova box. Quer, paga!

Posto isto, estou numa encruzilhada. Ou contento-me com o ultimato – não há outro nome a chamar a isto –  da MEO e renovo uma fidelização que não quero ter, ou parto para outra – também com fidelização – e tento o serviço 4G da concorrência (serviço até 40mbps), telefone e televisão satélite por 44.99€.

Vale recordar que, se decidir mudar para satélite e for obrigado a alugar nova box, obrigarei a PT/MEO a instalar um novo prato – que não preciso – e a passar cablagem – que também não preciso – para uma divisão da casa ainda não servida por cabos de satélite.

Enfim! Não sei se os serviços noutros países são assim tão difíceis. Nem a MEO tem culpa de, onde moro, não ter outros acessos (quer dizer, até tem, mas não é nisso que me quero focar) mas não compreendo como, numa empresa deste tamanho, ninguém pensa nestas pequenas coisas… É que não andam cá há 2 dias…