Trabalho

Quando decidi vir escrever esta entrada, não me lembrava quando tinha sido a última vez que aqui tinha vindo.

Revejo que foi em Outubro, mais de 3 meses se passaram. É, muito provavelmente, o período em que estive mais tempo afastado do blog.

Mas isto não é um regresso. Ainda não tenho aquela vontade de regressar e como ainda sou eu que mando no estaminé, faço o que bem entendo.

Abro este parênteses porque hoje vou falar de algo que poucas vezes falei. Vou falar do meu trabalho…

Quem se der ao trabalho de navegar um pouco por este blog sabe que trabalho para o grupo Sonae.
Trabalho para a Direcção de Sistemas de Informação e Inovação (ou se quiserem o nome original para a ISI – Information Systems and Innovation) para ser mais preciso. Apesar disso poucas (nenhumas?) vezes falei do assunto por aqui. Sendo um blog pessoal, serve mais para destilar o meu mau feitio com o mundo e pouco para me lembrar do meu trabalho.

Mas voltando ao tópico…

Há cerca de uma semana fomos, na Sonae, surpreendidos com a notícia que o nosso director e também administrador, Artur Loureiro, tinha sido distinguido, junto de seus pares, como CIO of the year em Portugal. Vale o que vale e cada um dá o peso que quer à coisa. Não é propriamente disso que vos quero falar, embora sirva como introdução…

Hoje, depois de ver o clipping diário, apercebi-me de uma entrevista do mesmo à Semana Informática.

Vou só citar aquilo que directamente me interessa, sendo que podem ler a entrevista completa no link acima:

S.I. – Isso dá uma média superior a 20 projectos mensais. Quais são as grandes prioridades para 2013?

A.L. – Estamos e vamos continuar a trabalhar muito na área da virtualização. Há também projectos relacionados com o processo de internacionalização, como os anunciados em Angola, que obrigam a cuidar o tema do master data management.  Há ainda dois projectos que serão finalizados no final dos meses de Janeiro e Fevereiro, que estão relacionados com os projectos online. São os novos sites de comércio electrónico da Worten e do Continente.

Outro dos grandes projectos que temos em curso é a revisão da nossa arquitectura, a que chamamos master data management. É um projecto acima dos 3 milhões de euros e que resulta do nosso crescimento e do processo de internacionalização.

Vamos continuar a desenvolver projectos de eficiência nos serviços administrativos. Só para ter uma ideia, a Sonae faz 70% da conferência de facturas de forma automática. Não há intervenção de uma única pessoa nesse processo. Caso contrário, necessitaríamos de muitas pessoas.

Outro aspecto em que estamos a trabalhar é o da migração para Oracle Fusion. Temos de ter uma arquitectura orientada a serviços. É uma grande alteração, mas o SOA é uma peça-chave nos nossos sistemas de informação.

S.I. – Estão satisfeitos com a plataforma?

A.L. – Estamos muito satisfeitos. Já migrámos vários sistemas e está a funcionar bem. É um projecto de grande dimensão que começou no ano passado por volta do mês de Abril. Acontece que a Oracle se está a transformar numa espécie de IBM das décadas de 70 e 80, com a política do «take it or leave it», e isso não é do agrado dos CIO.

Não vou falar dos novos sites da Worten (Já visitaram? Abriu esta semana!) ou do novo Continente Online (go live público previsto para final de Fevereiro). Não vou falar do projecto do MDM. Não vou falar da conferência automática de facturas que fazemos, com muito sucesso, há muitos anos. E não falo de nenhum deles porque, estando ou tendo estado envolvido em todos, não sou o responsável e não posso falar com a mesma propriedade que outras pessoas.

Mas tenho que falar da migração para Oracle dos nossos processo de integração. É algo que, desde Junho 2011, tem levado todo o meu esforço. Os primeiros go-live’s acontecerem, tal como diz Artur Loureiro, em Abril do ano passado. E aquilo que estamos a fazer desde aí é equiparado a mudar todos os motores de um avião, com este em andamento, sem que este alguma vez caia ou pare ou trema ou tenha solavancos de maior ou (perceberam a ideia)…

É um projecto que, até à sua conclusão, ainda me vai levar mais uns cabelos brancos (que não tenho) e com maiores ou menores percalços (que não houve nem vai haver… cof, cof, cof) com maior ou menos atraso (que não houve… cof, cof, cof) será seguramente concluído como programado…

Era algo que precisávamos de fazer há muitos anos. A plataforma antiga (suportada em Seebeyond SRE para quem se interessa por estes detalhes) já não escala(va) como pretendíamos. Em 2004, quando iniciamos a nossa aventura em Seebeyond tínhamos umas 300 lojas. Hoje temos mais de 1000 espalhadas por Portugal, Espanha, Arábia Saudita, Cazaquistão  Egipto, Malta, Turquia, Republica Dominicana e Venezuela (e provavelmente estou a esquecer-me de mais países).

É algo que se torna finalmente uma realidade e, espero, nos permitirá uma agilidade, que não tínhamos.

Por fim, o bom é perceber que, acima de tudo, o trabalho é apreciado.