O fim do bi-horário

Não é segredo para ninguém que uma das medidas da Troika – aquela gente esquisita que é desculpa para tudo o que de mau se decide neste país, uma vez que os nossos governantes passaram a ter costas largas e não são responsáveis por nada – mas dizia eu que, uma das medidas impostas (e aceites) foi o fim da tarifa bi-horária.

Para quem não sabe, a EDP Serviço Universal, tem um tarifário que permite ao consumidor programar consumos para horários do dia em que a energia pode ser mais barata. Só que no mercado liberalizado esta diferença não existe.

E é aqui que eu quero chegar.
Se eu não tiver qualquer vantagem em diferenciar o meu consumo em diferentes estratos horários, não terei qualquer problema em carregar o carro eléctrico, em lavar a roupa e a louça, em cozinhar, tudo ao mesmo tempo.
Hoje, a realização destes consumos são condicionados com a existência do bi-horário. Programar as máquinas para lavarem a roupa ou louça apenas de madrugada, demora 30 segundos.

Não consigo perceber como, qualquer dos fornecedores de energia do mercado liberalizado conseguirão estimar picos de consumos se as pessoas podem gastar tudo ao mesmo tempo – assim o permita a potência contratada.

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