Férias 2011 [II]

Como já disse antes, estou de férias.

O ano passado, como estávamos a terminar a casa não fomos de férias para lado nenhum. Este ano decidimos que era melhor irmos a algum lado.

Como bons portugueses, deixamos tudo para tratar nos últimos dias – embora desta vez tenha reservado as férias com algumas semanas de antecedência. Por não nos querermos alongar para muito longe com as crianças as alternativas ficaram entre ir até ao Algarve ou o Sul de Espanha (ou ilhas).

Decidimos pela primeira opção – sendo a mais barata das várias alternativas que tínhamos – e fomos para um local já conhecido.


O serviço era conhecido, pelo que não existia aquela emoção do desconhecido.

Ao contrário de há 2 anos, tratei da reserva directamente no site do Hotel o que me deve ter feito poupar uns valentes euros.

As férias, como férias, correram muito bem. A Helena comeu bem – ao contrário de há 2 anos – e ela e o Hugo portaram-se lindamente – como é de resto usual.

O maior problema foi mesmo o que ia acontecendo a Norte enquanto estávamos a Sul.

Dois incêndios de grandes dimensões deflagraram em Braga. Um perto do Hospital novo, outro em Morreira a caminho de Guimarães.

Fui avisado do primeiro a meio da tarde. Seguindo o rasto do mesmo no site da Protecção Civil nunca foi nada de preocupante.

No final desse dia, já de madrugada do dia seguinte, recebemos um telefonema a “oferecer água“.

– Água? Mas nós estamos no Algarve e por aqui a água das piscinas chega-nos…
– Ah, desculpa não sabia que não estavas em casa. É que daqui da minha casa vejo tudo a arder para os lados da tua…

Pânico total, mas não havia muito que pudéssemos fazer a não alertar os familiares directos e confiar na sorte.

Às 06h30 recebemos um telefonema. Estava tudo melhor e o perigo tinha passado. Às 09h30 outro relato, que apenas arderam mato rasteiro e tudo se controlou.

Na terça-feira cheguei a casa. E o que vi não se compara com o que deixei.

Felizmente de material pouco se perdeu. O susto, principalmente de quem viveu de perto com o incêndio vai ficar. E a paisagem negra à volta das nossas casas, também. Pelo menos por uns tempos.