Ganhar versus Encantar

O Inter de Milão, treinado por José Mourinho acaba de conseguir a proeza, literalmente, de se conseguir apurar para a final da Liga dos Campeões.

Num jogo feio, mal jogado e com um ritmo baixíssimo, o Inter abdicou completamente de atacar. A única missão era defender. Depois disso, defender e apenas no fim, se sobrasse tempo talvez desse tempo para defender. Quando a essência do futebol é marcar golos, ou pelo menos tentar, o Inter (não) fez o oposto…

Estatisticamente, o Barça consegue 75% de posse de bola, 12 remates contra 1. Tempo útil de jogo inferior a 60 minutos.

Infelizmente, amanhã os jornais portugueses vão mais uma vez idolatrar a capacidade do treinador português, esquecendo que o espectáculo dado pela equipa italiana foi deprimente e desinteressante.

Não por acaso Mourinho estava eufórico no final, repetindo correrias vistas noutras paragens.

Como vai ser a final?

Por mim, depois desta exibição do Mourinho, espero que o van Gaal lhe espete três ou quatro. Afinal vai ser o reencontro de mestre e aprendiz!

Imagens © UEFA Champions League

10 Replies to “Ganhar versus Encantar”

  1. “Infelizmente, amanhã os jornais portugueses vão mais uma vez idolatrar a capacidade do treinador português, esquecendo que o espectáculo dado pela equipa italiana foi deprimente e desinteressante.”

    Acho que a filosofia de jogo italiana por aqui não é muito conhecida nem entendida. O barça teve 75% de posse-de-bola, acordou aos 85 min com um golo em fora-de-jogo, tirando isso, fez mais alguma coisa? LOL

    FORZA!

    1. A filosofia de jogo italiana não é, «colocar o autocarro à frente da baliza» e esquecer que tem um jogo para jogar.

      O Catenaccio foi hoje levado ao extremo total e quem esperava ver hoje um jogo de futebol viu tudo menos isso. Nem com o Barça a trocar a bola a 50 metros da baliza, os 10 heróis saiam dos últimos 25 metros e um estilo de jogo tão negativo não é agradável…

  2. “Infelizmente, amanhã os jornais portugueses vão mais uma vez idolatrar a capacidade do treinador português, esquecendo que o espectáculo dado pela equipa italiana foi deprimente e desinteressante.”

    Acho que a filosofia de jogo italiana por aqui não é muito conhecida nem entendida. O barça teve 75% de posse-de-bola, acordou aos 85 min com um golo em fora-de-jogo, tirando isso, fez mais alguma coisa? LOL

    FORZA!

    1. A filosofia de jogo italiana não é, «colocar o autocarro à frente da baliza» e esquecer que tem um jogo para jogar.

      O Catenaccio foi hoje levado ao extremo total e quem esperava ver hoje um jogo de futebol viu tudo menos isso. Nem com o Barça a trocar a bola a 50 metros da baliza, os 10 heróis saiam dos últimos 25 metros e um estilo de jogo tão negativo não é agradável…

  3. Flávio Oliveira says:

    Desta vez não estou de acordo contigo,alias como já deves ter reparado. Neste caso acho que o Mourinho foi Mestre, jogou com as “armas” que tinha, obviamente se fosse discutir o jogo pelo jogo acabava por ser eliminado, o Barça é melhor equipa. Um bom treinador para mim é aquele que percebe as deficiências da sua equipa e as tenta “esconder”, mas até para defender é preciso o saber, o Inter de Mourinho mostrou isso, ate nas estatísticas que colocas vê-se isso, repara no número de faltas cometidas por cada 1 dos clubes.
    Deixo só 2 notas:
    1 – O Inter fica privado de 1 jogador importante no seu meio campo aos 30 min. e fazendo o resto do jogo com 10 jogadore
    2 – É preciso realçar que este Inter em Milão ganhou por 3-1, por vezes acho que isso é esquecido.

    Já agora acho que na final Mourinho vai dar mais 1 lição táctica.

    Abraço

    1. Como é bom esquecer que o Olarápio (já vais ter o prazer de o rever no domingo) validou um golo ilegal e não marcou (pelo menos) um penalty claro.

      Bastava isso para a melhor equipa passar. Já nem falo do golo mal anulado em cima da hora em Camp Nou. Já nem falo do anti-jogo (o Maicon aos 4 minutos depois de se aleijar fora do campo entra em campo para se deixar caír? Um árbitro corajoso tinha expulso o Júlio César três ou quatro vezes! O Thiago Mota seria sempre expulso, independentemente do teatro do Busquets. O Chivu, com um árbitro a sério também tinha vindo para a rua). Em Milão, o Inter fez 30 minutos muito bons, é verdade. Se chega para lhe dar mérito? Não!

      O rei da táctica será sempre o rei da táctica, nunca será ele a perder um jogo – os jogadores ou o árbitro serão os culpados – mas será sempre ele a ganhá-los. Fosse o Jesualdo a jogar assim e era um medricas e um merdas. Como foi o Mou, é o melhor treinador do mundo e arredores – impressionante o número de apoiantes que ganhou depois de sair do Dragão…

      1. Flávio Oliveira says:

        Como deves supor este apoiante ele já o tinha ainda quando estava no Dragão, mas também te digo preferia ver o Porto a jogar assim em Londres com o Arsenal, do que levar uns penosos e humilhantes 5-0, o que fica para a história é que 38 anos depois o Inter vai a 1 final, isso é o que vamos lembrar.
        Quanto às questões de arbitragem, acho que depois da meia-final do ano passado, o Barça tem pouco que se queixar, também acho que o golo do Barça na 4ª é em fora de jogo, mas não tenho a certeza.

  4. Flávio Oliveira says:

    Desta vez não estou de acordo contigo,alias como já deves ter reparado. Neste caso acho que o Mourinho foi Mestre, jogou com as “armas” que tinha, obviamente se fosse discutir o jogo pelo jogo acabava por ser eliminado, o Barça é melhor equipa. Um bom treinador para mim é aquele que percebe as deficiências da sua equipa e as tenta “esconder”, mas até para defender é preciso o saber, o Inter de Mourinho mostrou isso, ate nas estatísticas que colocas vê-se isso, repara no número de faltas cometidas por cada 1 dos clubes.
    Deixo só 2 notas:
    1 – O Inter fica privado de 1 jogador importante no seu meio campo aos 30 min. e fazendo o resto do jogo com 10 jogadore
    2 – É preciso realçar que este Inter em Milão ganhou por 3-1, por vezes acho que isso é esquecido.

    Já agora acho que na final Mourinho vai dar mais 1 lição táctica.

    Abraço

    1. Como é bom esquecer que o Olarápio (já vais ter o prazer de o rever no domingo) validou um golo ilegal e não marcou (pelo menos) um penalty claro.

      Bastava isso para a melhor equipa passar. Já nem falo do golo mal anulado em cima da hora em Camp Nou. Já nem falo do anti-jogo (o Maicon aos 4 minutos depois de se aleijar fora do campo entra em campo para se deixar caír? Um árbitro corajoso tinha expulso o Júlio César três ou quatro vezes! O Thiago Mota seria sempre expulso, independentemente do teatro do Busquets. O Chivu, com um árbitro a sério também tinha vindo para a rua). Em Milão, o Inter fez 30 minutos muito bons, é verdade. Se chega para lhe dar mérito? Não!

      O rei da táctica será sempre o rei da táctica, nunca será ele a perder um jogo – os jogadores ou o árbitro serão os culpados – mas será sempre ele a ganhá-los. Fosse o Jesualdo a jogar assim e era um medricas e um merdas. Como foi o Mou, é o melhor treinador do mundo e arredores – impressionante o número de apoiantes que ganhou depois de sair do Dragão…

      1. Flávio Oliveira says:

        Como deves supor este apoiante ele já o tinha ainda quando estava no Dragão, mas também te digo preferia ver o Porto a jogar assim em Londres com o Arsenal, do que levar uns penosos e humilhantes 5-0, o que fica para a história é que 38 anos depois o Inter vai a 1 final, isso é o que vamos lembrar.
        Quanto às questões de arbitragem, acho que depois da meia-final do ano passado, o Barça tem pouco que se queixar, também acho que o golo do Barça na 4ª é em fora de jogo, mas não tenho a certeza.

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