As auto-estradas e o GPS

Quem me conhece sabe que faço, diariamente, 2 vezes por dia a A3.

É a auto-estrada que liga Valença ao Porto e vice-versa, embora eu apenas faço Braga-Porto-Braga, obviamente.

Nestes dias de Outono, em que o Sol se põe às 18h30 é muito rara a vez em que saio do escritório e já não está noite. Nada que me aflija, afinal são já muitos anos de carta e muitas centenas de milhares de km nos pés.

No entanto há algo que me tem deixado intrigado…

GPS in the car

Antes de mais tenho que dizer que não tenho GPS. Ainda não senti uma verdadeira necessidade de comprar um embora perceba as grandes utilidades do aparelho.

No entanto não consigo compreender a quantidade de pessoas que andam numa auto-estrada com a merda do aparelho ligado. Qual é a piada de ver indicações num monitor quando a próxima saída é a 20 km do ponto onde nos encontramos. Não há cruzamentos nem entroncamentos. Não há semáforos. Não há radares. Não podemos fazer inversão de marcha – apesar dos engraçadinhos que por vezes tentam tal proeza. Não podemos parar. A próxima estação de serviço fica a 30 km. Só podemos andar em frente. Logo, porque carga d’água anda aquilo ligado?

Enfim, compreendo que, quando compramos um aparelho destes, a curiosidade leva a que o deixemos ligado para “confirmar a exactidão do GPS”. Mas, apesar de se venderem como “pãezinhos quentes”, não acredito que haja tanta gente a estrear um aparelho diariamente.

PS: © Imagem retirada de Elliot Moore sob licença Creative Commons.

4 Replies to “As auto-estradas e o GPS”

  1. Sabinita says:

    Pois… partilho os teus dilemas quanto ao GPS! Sou ainda muito fiel ao verdadeiro mapa, quando necessário, apesar de perceber as utilidades do “dito cujo”.

    Apesar de ser condutora e nunca ter usado um aparelhómetro destes ;), já andei com pessoas que o usaram e chega-me até a irritar aquele atestado de burrice que esse bicho nos passa “virar à direita, virar à esquerda, contorne a rotunda, …”

    Enfim… acho dificil me adaptar ao Sr. GPS 🙂 comigo este tipo de tecnologia nao terá grande saída 😉

  2. Sabinita says:

    Pois… partilho os teus dilemas quanto ao GPS! Sou ainda muito fiel ao verdadeiro mapa, quando necessário, apesar de perceber as utilidades do “dito cujo”.

    Apesar de ser condutora e nunca ter usado um aparelhómetro destes ;), já andei com pessoas que o usaram e chega-me até a irritar aquele atestado de burrice que esse bicho nos passa “virar à direita, virar à esquerda, contorne a rotunda, …”

    Enfim… acho dificil me adaptar ao Sr. GPS 🙂 comigo este tipo de tecnologia nao terá grande saída 😉

  3. Eu tenho GPS e às vezes, mesmo em auto-estrada, dá jeito, porque (pelo menos o meu) estima-te a hora de chegada ao destino. Ficas com uma ideia da hora a que vais chegar. Já me deu jeito. Tiro-lhe o som, e olho para a hora prevista de chegada, que é o que me interessa.

  4. Eu tenho GPS e às vezes, mesmo em auto-estrada, dá jeito, porque (pelo menos o meu) estima-te a hora de chegada ao destino. Ficas com uma ideia da hora a que vais chegar. Já me deu jeito. Tiro-lhe o som, e olho para a hora prevista de chegada, que é o que me interessa.

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