Esquecimento

Fez a 11 de  Junho (há mais de 2 meses portanto) um ano que mudei de armas e bagagens do blogspot para um domínio próprio e alojamento próprio.

Mais de um ano se passou e é chegada a altura de fazer um pequeno enquadramento histórico e um pequeno balanço.

Primeiro, preciso de clarificar a motivação que me levou a ter um blog. Não foi porque acordei de manhã e decidi que ia abrir um blog. Podia ser, mas não foi…

Olhando para trás, a primeira entrada não podia ser mais pirosa. Um logo que já não funciona porque não me dei ao trabalho de copiar a imagem gerada por uma “empresa web 2.0” que já não existe.
Uma entrada sem graça.
Nada de explicar o que era este blog, para que servia e o que queria fazer com ele.
Enfim, uma entrada de amador.

As entradas seguintes não foram muito melhores. Serviram essencialmente para escrever umas piadas que se encontram aos pontapés na Internet, ou para mandar recados à família. Por falar nisso: pessoal, o Flickr já tem 6848 fotos – falta ainda passar as restantes 20 mil. 🙂

Falei também bastante de desporto, de futebol e do F. C. Porto em particular.

Depois, não sei bem como, nem porquê, (acho que) comecei a ter um pouco mais de cuidado. Cuidado com as palavras, cuidado com a estrutura gramatical das entradas  e, essencialmente, cuidado com o lixo que estava interessado em cá colocar. Hoje, prefiro não ter entradas durante dias a fio a ter lixo a chamar tráfego indesejado.

No final, constato que já são quase 2 anos a escrever no blog. Uns meses muito (incrível o mês de Fevereiro de 2007 com 28 entradas) outras vezes pouco (meses com 5 e 6 entradas são bastantes comuns). Mas sempre que me apetece e que me dá vontade, apareço por cá.

Mas então, porque tenho eu um blog?

Essencialmente porque quero e porque gosto de escrever e de partilhar. Não sou especialmente dotado na arte de bem escrever – alguns dos autores dos meus blogs diários são exímios manipuladores da boa escrita como são os exemplos do Marco Santos e o seu Bitaites ou o Pedro Morgado na nossa Avenida Central[1] – nem é essa a minha formação pelo que, por aí, estou completamente à vontade.

O blog, acima de tudo, obriga-me a disciplinar o meu português.
Obriga-me a ter cuidado com o que escrevo.
Obriga-me a ter cuidado com uma casa que controlo e na qual sou Deus.

Mas acima de tudo, tenho um blog, porque é uma forma de estar com a minha família e com os meus amigos. De partilhar com eles os meus interesses, mesmo que não sejam os interesses deles.

O blog é também a forma que encontrei para não perder o contacto com a tecnologia, com as novidades e com as experiências.

É um escape. É o meu escape.

O que significa este o blog para o mundo?

Não sei, nem estou interessado.

Nos primeiros tempos preocupei-me muito com as visitas:

Total de visitas diárias… Horário das visitas… De onde vinham… Como vinham cá parar[2]

Agora, e já há muitos meses, deixei de me preocupar com isso.

O resultado, aparentemente, favorece-me:

Tirando o excepcional mês de Janeiro de 2008 que, devido a um boom de visitas devido à entrada do Valete e o Rap do Sporting, o crescimento das visitas do blog tem sido regular e constante. Isto é conseguido sem grandes invenções da minha parte e sem usar truques mais ou menos conhecidos para ganhar tráfego. A minha preocupação tem sido mais a qualidade que a quantidade.

Resumindo, este blog é o meu cantinho particular. É o local onde faço o que quero sem preocupações com o que o mundo pensa sobre o assunto.

[1] – um destes dias tenho que publicar a minha lista de RSS e leituras diárias.
[2] – não sei nem me interessa o que se passa na residencial Cairense ou como se arranjam prostitutas em Braga, por isso deixem de cá cair pesquisando pelo assunto
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