O Aborto na Madeira

Já sabemos que a Madeira é um mundo à parte neste Portugal de brandos costumes.

Também é conhecida a forte oposição de Alberto João Jardim à recentemente aprovada lei do Aborto.

O que ninguém estava à espera é que este ignorasse simplesmente a Constituição e as Leis da Republica e seja o principal impulsionador para evitar que a interrupção voluntária da gravidez (IVG) seja plenamente cumprida na região autónoma da Madeira.

Mais escandaloso ainda é o líder do PPD/PSD colocar-se ao lado de AJJ. Diz Marques Mendes, que a IVG “comporta alguns encargos não previstos e os serviços de saúde das regiões autónomas são agora regionalizados“.

Mas é aqui que a “porca torce o rabo”.

Segundo o governo regional dos Açores, aplicar a IVG nos Açores custará 60 a 80 mil € por ano. Na Madeira o executivo regional estima em 240 mil /ano.

Sim, é dinheiro. Mas é dinheiro que a Madeira tem.

  • Basta um quarto do subsidio atribuido ao Rali Vinho da Madeira.
  • Ou uma pequena percentagem do orçamento anual do Marítimo, do Nacional da Madeira ou da União da Madeira – subsídios atribuídos a clubes profissionais e em que nenhum madeirense obtem qualquer proveito.

Concorde-se ou não com a IVG, a verdade é que este senhor tem cumprir a lei da mesma forma que outra qualquer instituição Portuguesa ou qualquer Português esteja este na Madeira, no Continente ou nos Açores.

Não chega dizer que não há dinheiro.