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Balanço de 2008

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Agora que já estamos em 2009, é chegada aquela altura do ano de fazer um balanço mais ou menos sério do que foi 2008.

Profissionalmente, o ano começou – ou devo dizer continuou – com o furacão Carrefour e a integração das ex-lojas do grupo francês nos sistemas internos da Modelo e Continente. Foram uns dias loucos, os primeiros dias do ano. Continuaram loucas as primeiras semanas de Janeiro. A meio do ano, o habitual frenesim de verão e neste final de ano mais uma correria louca, desta vez por causa da compra das lojas Boulanger.

A nível pessoal o ano teve altos e baixos, como é normal. Começou com a mudança da Zon TV Cabo para a Meo, o que se veio a revelar uma excelente escolha (mesmo depois do único problema que tive durante o ano). Fevereiro trouxe finalmente o gozo da minha licença parental e a primeira visita à praia da Helena. As férias foram um espectáculo e o regresso à rotina foi custoso. Depois o tempo disponível começou a ser cada vez menor para umas coisas porque decidi que grande parte do meu tempo livre seria para estar com os meus filhos. E que tempos bem passados têm sido…

Nesta tasca, o ano começou com um hit. O post “Valete e o Rap do Sporting” gerou um volume anormal de visitas e ainda hoje é o post mais visto e Janeiro o mês mais visitado. Privilegiei no entanto acima de tudo a qualidade em detrimento da quantidade. As estatísticas de acesso têm-me dado razão para continuar a apostar nesta fórmula já que o crescimento anual, em 2008, foi de 401% (dados google analitics).

No Mundo, saliento a realização dos Jogos Olímpicos em Pequim, a eleição de Barak Obama, o fim da atenção dada à ocupação do Iraque e o recente reacender do conflito Palestina – Israel. Fico a dever ao blog um post sobre os últimos dois itens.

Neste país à beira mar plantado, os desafios e as dificuldades continuam exactamente na mesma (ou piores). O nosso Presidente da Republica aprova leis contra a sua vontade, mesmo indicando que nada mais podia fazer… Pergunto, tal como Mário Valente,  se a destituição do governo ou a sua própria demissão não são opções que um presidente tem sempre ao seu dispor…

Regionalmente, as desigualdades continuam e acentuam-se a olhos vistos e não se vislumbram novidades nas opções que os políticos profissionais têm tomado para contrariar esta tendência. Aconselho a leitura atenta do postA Noroeste nada de novo” do excelente Avenida Central.

Enfim, um ano de 2008 igual ou pior a outros antes dele.

Penso que 2009 será um ano ainda pior. As acções de conquista rápida em ano de eleições levarão os políticos a esquecer as necessárias e urgentes reformas que têm que levar a cabo e a optar pelo populismo de pequenas coisas. A famosa crise tenderá a piorar antes de melhorar (mas isto fica para um post próprio sobre as minhas previsões para 2009).

Fiquem bem.

Written by António Soares

Janeiro 1st, 2009 at 7:53 pm

Passivo/Agressivo

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Demorei umas valentes horas a escolher o título deste post.

Porquê? Porque já não aqui escrevia há bastante tempo. Porque tinha que recomeçar de alguma forma. E porque algumas coisas aconteceram desde a última vez que aqui debitei uns bytes.

Para começar, fiquei doente. Foram uns dias valentes com temperaturas de 39º. Quem me conhece sabe que não consigo pensar com 37º. Imaginem como andei com 39º.

Depois, quando começava a ficar melhor, o disco duro do portátil da empresa foi-se. Felizmente eu tenho backups e a única coisa que poderia ter perdido era uma PST (o ficheiro de email que o Outlook usa) de 2.3Gb com todo o email de trabalho de 2008. Nada que 72 horas a correr um programa milagroso não resolveu e consegui recuperar tudo, sem uma única perda. Depois de relatar o problema à equipa de Helpdesk e menos de 24horas depois a IBM enviou-me, em correio urgente por estafeta, um disco de substituição completamente novo. Serviço 5 estrelas. Mesmo assim perdi um total de 4 dias de trabalho, mais um fim-de-semana, com esta brincadeira.

Não contente com isto tudo, o router wireless que tinha cá em casa, um excelente ASUS WL-500g, foi-se. Ao fim de quase 3 anos lembrou-se de enterrar o machado e deixar de funcionar. Ainda não encontrei o substituto mas consigo viver com a situação.

Para terminar em beleza, o trabalho tem sido mais que muito. Tem sido prática corrente jornadas de 12 horas seguidas e 30 coisas para fazer ao mesmo tempo.
Pior que isso é ver o ressurgimento de velhos vícios não muito saudáveis. Mas é assim que se aprendem lições e se tiram ensinamentos. E se há coisa que, felizmente, sei fazer bem é recordar estas alturas… E Fevereiro aqui tão perto…

O que interessa agora é seguir em frente. E a verdade é que o ritmo de actualizações do blog será retomado e as visitas diárias podem cá vir sem reclamar – sim, esta é para ti… :)

Written by António Soares

Outubro 9th, 2008 at 9:55 pm

Back to Work

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É verdade, estou de volta ao trabalho depois de 3 semaninhas de férias… :)

On a side note: a minha conta do Flickr já tem quase 6000 fotos. Finalmente estou numa fase em que já faço upload automático de todas as fotos… É de aproveitar para ver…

Written by António Soares

Agosto 12th, 2008 at 10:02 am

Ordenados Públicos: Sim ou Não?

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Tenho discutido ultimamente com alguns colegas de trabalho as vantagens e desvantagens dos ordenados de toda a empresa serem publicados.

Na minha opinião, acho que será uma forma de:

  • Gerir adequadamente as expectativas de quem é pago acima da média da empresa. Não se sentirão com grande “moral” para pedir grandes aumentos e terão a pressão de justificar a diferença para os colegas que menos recebem;
  • Garantir a equidade de ordenados entre colegas com o mesmo perfil, rumo e tarefas.

Nem de propósito, a Lifehacker.com, pergunta hoje ontem aos seus leitores: Quer mesmo saber o ordenado dos seus colegas?

Diz o artigo, e numa tradução mais livre que literal:

Quanto mais transparentes forem os salários, mais correctamente podem, os colaboradores, aferir o seu real valor para a companhia. Se pensa que as companhias beneficiam por não divulgar os salários e que por isso os mantém secretos e se os salários são 100% correctos – perfeitamente adequados ao real valor do colaborador à empresa – então a empresa não deveria ter qualquer problema em revelar os salários. Os únicos que beneficiam pela não divulgação dos salários são os recursos humanos. Se fizerem um erro, podem esconde-lo.

Na realidade, não podia concordar mais com esta indicação (embora a parte relativa ao departamento recursos humanos me passe ao lado). Será, talvez, a única forma de um colaborador saber do valor que a empresa lhe dá (por comparação com outros colegas) e do seu “valor potencial de mercado”.

Pessoalmente, não estou muito interessado em saber que um director ganha 5 ou 6 vezes mais que eu e que ainda tem direito a trocar de viatura de 3 em 3 anos. Obviamente, têm um grau de responsabilidade que eu não tenho, respondem por um conjunto muito mais alargado de situações e a sua responsabilidade não está confinada a uma área. Já estou, no entanto, mais interessado em perceber porque razão um colega com o mesmo tipo de responsabilidade, com o mesmo perfil e que aparentemente é menos produtivo do que eu, ganha 2 vezes mais. Ou, invertendo os papeis, porque razão ganho mais que o colega que faz exactamente o mesmo (o que, obviamente, não acontece).

No entanto, é obrigatório ponderar também o tipo de pressão que este tipo de conhecimento coloca à empresa e aos seus colaboradores. Como encarar um pedido de ajuda de um colega que sabemos que ganha muito mais que nós? Ajudaríamos da mesma forma? E na situação inversa, não nos sentaríamos intimidados quando necessitássemos de apoio de alguém com um ordenado muito mais baixo?

Na verdade, acho que este tipo de situações só se coloca se a folha de pagamentos da empresa for de tal ordem desequilibrada que origine este tipo de pressões.

Dos colegas de trabalho que sei que passam por aqui, :) , tenho alguma curiosidade de saber a opinião (se a quiserem deixar), mas o que me interessa verdadeiramente é perceber a opinião que têm, na generalidade, sobre este assunto…

Written by António Soares

Julho 17th, 2008 at 10:02 pm

Posted in trabalho

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