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Onde começa a diversão…

Archive for the ‘portugal’ tag

Paulo Bento

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Só para que fique registado, mesmo no dia de hoje

Continuo a não gostar de Paulo Bento.

E é tudo.

Written by António Soares

Novembro 16th, 2011 at 11:03 am

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Politiquices

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Agora que o Governo inicia funções de gestão, vamos lá resumir o que se passou:

  • Há duas semanas – precisamente – Cavaco Silva arrasa o governo com o seu discurso de tomada de posse para novo – e final – mandato;
    • Pedir ao jovens “que se façam ouvir” e comunicar ao governo que os portugueses já não aguentam mais sacrifícios - quando ele tinha que saber que ainda vamos ter muito que penar – foi o começo do fim;
  • Logo no fim-de-semana seguinte, a geração à rasca junta-se com os seus iphones de 500€ e manifestam-se às centenas de milhar – alguns órgãos de comunicação social falam em 500 mil em todo o país;
  • Na semana seguinte – ou seja, a semana passada – o ministro das finanças apresenta em Bruxelas um novo PEC – o famoso PEC IV – sem antes garantir duas coisas essenciais:
    • Comunicação das medidas apresentadas ao Presidente da Republica;
    • Garantia de aprovação das mesmas na Assembleia da Republica.
  • Nenhuma das duas foi garantida abrindo feridas que se sabem agora serem inultrapassáveis;
  • De dia 18 até ontem, o Presidente da Republica, não teve tempo de chamar Pedro Passos Coelho e José Sócrates e viu-se ultrapassado;
  • Hoje, tal como anunciado, o PEC IV foi chumbado por toda a oposição – da direita à esquerda – não restando outro caminho ao Governo do que aquele que tomou – demitir-se o Primeiro Ministro.

E agora?

Agora é fácil. Vamos gastar 18 milhões de euros dos contribuintes em campanhas eleitorais e em Junho temos novo governo.

Seja quem for – Pedro Passos Coelho + Paulo Portas ou José Sócrates + ? – desejo que tenha mais sorte do que este que agora nos deixa.

A sorte dele será garantidamente o meu bem estar…

Written by António Soares

Março 23rd, 2011 at 10:48 pm

O Papão do FMI

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Tenho andado particularmente irritado por estes dias…

Não é novidade para quem me conhece, já tenho essa fama há muito e já que a tenho, venha de lá o proveito também.

Vem isto a propósito devido ao facto de ontem a agência de ratings Fitch cortar mais uma vez os ditos a Portugal – eu sei que não tem nada a ver, mas apeteceu-me começar assim esta crónica…

Parece que descemos mais um degrau no dito cujo – já devíamos estar habituados – e abrimos a porta ao bicho papão chamado Fundo Monetário Internacional.

O que me deixa perplexo é a continuada política do medo que se tem vindo a instalar neste país. Ai, é o medo da agência de ratings, ai é o medo do FMI, ai é o medo de perder o emprego, ai é o medo de não sei que mais…

Vai daí e o que faz o nosso governo? Aproveita-se desse medo e toca de cortar nas liberdades e garantias que temos como verdadeiras.

O último exemplo chama-se liberalização do despedimento – sob o nome de facilidade – e baixa dos custos para despedir, como forma de reduzir as assimetrias com os contractos a prazo ou a recibos verdes. Ninguém quer saber se não se deveria fazer o contário – i.é, terminar com o trabalho precário a recibos verdes ou o trabalho a prazo sucessivo. ‘Bora lá a flexibilizar mais um bocado o mercado de trabalho em Portugal que o povo anda é com medo e deixa fazer tudo desde que não perca o trabalho que tem.

Numa nota lateral, ainda no princípio do mês Fernando Ulrich, presidente do BPI, defendia a liberalização do despedimento individual mas com o devido reforço da compensação financeira ao trabalhador. O que mudou desde essa entrevista?

Voltando ao tema, o período que vivemos neste momento é negro. Não há outra forma de o colocar. O FMI prepara-se para entrar no país em 2011 – provavelmente logo no primeiro trimestre – serão tomadas novas e mais drásticas medidas de austeridade – que linda palavra para dizer que vão foder outra vez os mesmos – o governo PS minoritário entretanto cai, lá para o verão serão marcadas eleições e Pedro Passos Coelho será eleito o salvador deste país sem rei nem roque.

O que ninguém percebe, ou faz por não perceber é que novas medidas de austeridade levam duas coisas essenciais:

  1. mais desemprego – o que faz aumentar a necessidade do estado de contribuir com prestações sociais – leia-se subsidio de desemprego;
  2. menos dinheiro no bolso – o que leva a diminuir o consumo com um perda de receitas em impostos directos e indirectos

Os dois factores juntos levam depois a que o risco de incumprimento de pagamento de empréstimos bancários – nomeadamente o crédito à habitação – seja maior o que leva a que as agências de ratings subam o mesmo alerta de incumprimento ou dificuldade de financiamento dos nossos bancos o que pode fazer subir o rating da dívida pública soberana por poder haver necessidade de apoio ao sistema bancário pelo estado, o que leva a que o estado se financie a custos mais altos, o que origina que novas medidas de austeridade sejam colocadas em cima da mesa…
Estão a ver onde quero chegar?

O que fazer então?

Como não sou perito nem economista – e não necessariamente nesta ordem – não tenho soluções milagrosas – nem ninguém mas pede.
Mas tenho opinião sobre o assunto e, apesar de ninguém ma pedir deixo aqui algumas ideias – sei que ninguém me lê, mas hoje, véspera de Natal apetece-me escrever um pouco…

Para começar devemos perceber o que significa entrar em incumprimento. Porque é tão importante para o país cumprir o défice? A resposta é simples: o país e o seu sistema financeiro – que têm responsabilidade de colocar dinheiro na mão das pessoas e das empresas – são obrigados a financiar-se a custos cada vez mais altos. Significa o fim de empréstimos bancários para compra de habitação a preços razoáveis e investimentos das empresas a preços proibidos.

Significa também que os bancos – que também têm dívida – podem entrar em risco de incumprimento – se as pessoas e as empresas não pagam o que devem os bancos não podem cumprir as suas obrigações. E com os nossos bancos a entrar em incumprimento a solução passa por o estado deixar falir os mesmos – ou salva-los mais uma vez e entrar o próprio estado em incumprimento. E se os deixar falir o que acontece? Os bancos a quem os nossos bancos devem dinheiro entram em incumprimento.
Estão a ver onde quero chegar?

De repente, tudo faz mais sentido.

De repente dá para perceber porque razão os mercados andam tão nervosos. É que o problema não é Portugal ou a Grécia. É a bola de neve que se pode gerar.

Na minha opinião a solução para o nosso problema é simples embora radical: saír do Euro. Ganhamos autonomia na gestão das taxas de juro e no peso da nossa moeda – que podemos desvalorizar.

O exemplo da Islândia é paradigmático. Enquanto na Irlanda o FMI insiste em salvar os bancos da falência, cortar o salário mínimo e reduzir ou eliminar benefícios aos desempregados – hello, hello, anyone… -  os islandeses optaram por manter o bem estar social optando por reduzir o valor da sua moeda e deixar entrar em falência o seu sistema bancário. Hoje a Islândia tem uma taxa de desemprego pouco superior a 7% – mesmo com a fuga de mão de obra qualificada e os efeitos negativos de erupção do vulcão – e a Irlanda já vai com quase 14% – and counting…

O que países como Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e porque não a Itália têm que fazer é sair do Euro. Deixar os alemães – que se financiam a 3% para revender a 7% a Portugal ou à Grécia – com a batata quente na mão e a tomar decisões rápidas para definitivamente tomar decisões de politica económica comum.

Prontos, para um não económico e não perito – Deus me livre – são umas ideias engraçadas – e parece que não sou o único.
Vamos lá ver o que nos reserva 2011 mas acredito que os próximos tempos não serão fáceis. Nada fáceis…

Written by António Soares

Dezembro 24th, 2010 at 2:37 pm

Diga lá outra vez

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O nosso caro presidente (mesmo assim, propositadamente com minúsculas) disse um destes dias que previu tudo aquilo que hoje está a acontecer em Portugal.

Como não acredito que seja masoquista ou que goste de ver o povo sofrer só posso concluir que foi conivente com aqueles que nos governam e, pior que isso, nada fez para melhorar a situação…

“Ah, e tal e coiso, ele não tinha grande poder para impor a sua vontade…”

Desculpem o termo mas respondo: bullshit!

Cavaco não só foi conivente com o actual estado de coisas como pactuou e, mesmo que apenas por omissão, foi interveniente directo no agravar da nossa situação económica.

Não pode vir dizer, enquanto presidente (mesmo assim, em minúsculas) que já sabia o que ía acontecer a este país e não ter feito nada para o alterar.

Cavaco não é (ou não foi) um presidente (mesmo assim, em minúsculas) activo e interventivo.

Quem não se lembra de diversos episódios durante o seu mandato que mais não foram do que baixar de calças (e colocar-se de cócoras) do, agora candidato, Sr. presidente (mesmo assim, em minúsculas)?

Exemplos? Não faltam:

  • Quem interrompeu as férias natalícias de 2008, convocou os jornalistas de urgência para se queixar do novo estatuto dos Açores? Pior que isso, quem o promulgou o mesmo discordando do seu conteúdo? Falta de tomates Sr. Aníbal?
  • Quem aceitou promulgar a lei de interrupção voluntária de gravidez mesmo sem ter havido um referendo vinculativo e tendo uma posição pessoal contrária à vontade do governo? Falta de tomates Sr. Aníbal?
  • Quem aceitou empossar um governo minoritário sem ter garantido a devida estabilidade política com concessões à direita ou à esquerda? Falta de tomates para dizer não, Sr. Aníbal?

Cavaco terá sido provavelmento o pior presidente (assim mesmo, com minúsculas) que terei tido a infelicidade de ver neste país.

Por muito menos vi, nestes últimos 5 anos Manuel Alegre a fazer frente a Sócrates e sus muchachos.

Sr Aníbal, tenho-lhe a dizer que, em Janeiro perde dois votos em relação a 2005. O meu, que votou em si e o meu que vai votar noutro candidato (ou nulo enquanto não houver um quadrado para votar em branco).

Written by António Soares

Dezembro 23rd, 2010 at 2:49 pm

Próximo Alvo: Portugal

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Os mais atentos sabem certamente o que tem acontecido à Grécia.

Para os mais desatentos, deixem-me apenas dizer que a Grécia entrou em falência. Sem dinheiro para pagar aos seus credores e uma dívida que atinge o 300 mil milhões de Euros, a Grécia tinha duas soluções: ir ao mercado financiar-se a custos cada vez mais elevados [e arrastar o euro para essa aspiral negativa] ou pedir aos restantes membros da “zona euro” uma pequena ajuda.

O bailout aprovado a semana passada, no valor de 30 mil milhões de Euros, ajuda a Grécia a respirar um pouco e suaviza a pressão que os mercados internacionais têm colocado a Portugal e Espanha, e também, em menor escala à Itália e à Irlanda.

Os nossos políticos têm-se esforçado em tentar fazer passar a mensagem que a situação da Grécia não é sequer comparável à Portuguesa. É verdades, não é!

No entanto, um interessantíssimo artigo do NYTimes, assinado por  Simon Johnson, economista britânico, antigo economista chefe do FMI e Peter Boone do Center for Economic Performance do London School of Economics mostra-nos que a nossa situação fácil.

Algumas passagens:

Por exemplo, apenas para manter o seu nível de endividamento actual e pagar juros anuais a uma taxa optimista de 5%, o país precisa de um superavit de 5.4% do PIB em 2012. Com um défice primário planeado de 5.2% este ano precisará de crescer a um ritmo de 10%.

É praticamente impossível de o fazer num regime de cambio fixo – i.e., a zona euro – sem um grande nível de desemprego. O governo pode esperar anos de alto desemprego e políticas duras, mesmo que seja apenas para sair desta confusão.

A solução?

Não há a não ser entrarmos em falência também:

A União Europeia, o Banco Central Europeu e os Gregos, todos provaram que a  zona euro não tem limites para a dor, e o dinheiro da União Europeia estará sempre disponível para quem o quiser. Os políticos portugueses não podem fazer nada a não ser esperar que a situação piore e pedirem o seu bailout. Não há dúvidas que a Grécia pedirá por mais no próximo ano. E as nações que ingenuamente começaram o seu caminho de austeridade, como a Irlanda e a Itália certamente se perguntarão se não deveriam ter optado pelo caminho mais fácil.

O caminho que nos espera não será fácil. E atrevo-me a acrescentar que não temos um único político que nos valha.

Written by António Soares

Abril 18th, 2010 at 11:43 pm

Portal das Finanças

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Estou há cerca de 3 horas a tentar entregar a declaração de IRS – já gravada e validada, felizmente – mas o Portal das Finanças só me devolve:

Um autêntico desastre!

Actualização: Menos de 5 minutos depois de colocar aqui esta entrada não é que consigo submeter a declaração?

Se o soubesse tinha metido a notícia no blog, há 3 horas. :P

Written by António Soares

Abril 14th, 2010 at 12:42 am

À mulher de César…

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Caro Engº José Sócrates.

Certamente conhece o ditado popular…

Certamente dirá que é uma cabala contra si (mais uma).

Certamente terá (mais) uma explicação para o sucedido.

Nós, os patos, é que ainda não a estamos a ver…

Written by António Soares

Abril 5th, 2010 at 12:26 pm

A terra tremeu

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Parece que de Lisboa para Sul a terra tremeu e ninguém se calou com o assunto durante umas horas.

PT Sismo

Se isto é assim por causa de um peidito de caca de tamanho 5.7, imaginem como vai ficar a capital no domingo, lá pelas 22h15m.

Ah, e a notícia que o sismo foi sentido em todo o país é claramente exagerada…

Written by António Soares

Dezembro 17th, 2009 at 11:39 am

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