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Onde começa a diversão…

Archive for the ‘portugal’ tag

A terra tremeu

com um comentário

Parece que de Lisboa para Sul a terra tremeu e ninguém se calou com o assunto durante umas horas.

PT Sismo

Se isto é assim por causa de um peidito de caca de tamanho 5.7, imaginem como vai ficar a capital no domingo, lá pelas 22h15m.

Ah, e a notícia que o sismo foi sentido em todo o país é claramente exagerada…

Escrito por António Soares

17. Dezembro 2009 em 11:39

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O Norte sem Rumo | 3

4 comentários

Afinal concretizou-se.

A RedBull Air Race vai mesmo mudar-se de armas e bagagens para a capital do império.

Pessoalmente até penso que a perda não é enorme e irrecuperável.

Mas o que está em causa não é esta mudança em particular. É a incapacidade do poder central de encaixar algo de positivo, algo de visibilidade global fora da capital.

Como se comprova aqui, há muito tempo que o Porto e o Norte vêm perdendo protagonismo.

E este é o país desequilibrado que estamos a deixar criar. Temos uma região (Lisboa e Vale do Tejo) com uma riqueza bem acima da média europeia. Depois temos o norte, a terceira região mais pobre da Europa (do conjunto dos países que entraram até 1986) apenas ultrapassado pela Guiana Francesa e pela zona de Dytiki Ellada, na Grécia.

No entanto, nem tudo é negativo.

Como diz Pinto da Costa:

Portugal é cada vez mais um país estrangulado e centralista. Os momentos que se vivem no nosso país são extremamente delicados e difíceis para todos aqueles que querem fazer alguma coisa fora da capital do império.
Por mais pasquins que Lisboa tenha ao serviço e à promoção dos seus clubes e entidades, vamos continuar a lutar com a dignidade das gentes do Norte, com as gentes deste país, de Norte a Sul, que não se confundem com o poder centralista da capital.
O FC Porto está a mais no país que temos, mas é necessário para o país que nós queremos que Portugal seja.

Quanto à RedBull Air Race. Façam bom proveito!

Escrito por António Soares

17. Dezembro 2009 em 10:38

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O Norte sem rumo | 2

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Vou continuar a usar este espaço para listar e enumerar as desigualdades de tratamento entre Lisboa e o resto do País.

Novas regras para dar mais verbas a Lisboa [JN]

O Governo mudou, há três semanas, o regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão, viabilizando o desvio de verbas das regiões mais pobres para Lisboa.

[...]

A região de Lisboa não teria direito às verbas destinadas às regiões de convergência, uma vez que os seus indicadores – PIB (Produto Interno Bruto) per capita e qualidade de vida – já estão acima da média europeia.

Viva a igualdade de tratamento!

Mas há mais…

Em relação ao desvio que a capital se prepara para fazer em relação à Red Bull Air Race, a ACP apelou já ao boicote aos produtos TMN, Galp e EDP – como se faz boicote aos produtos da EDP se não temos alternativa?

E uma opinião surpreendente, se não pelo conteúdo, pela pessoa que a emite:

Mesmo sendo Lisboeta e Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, considero incrível e lamentável que se tente desviar do Rio Douro para o Rio Tejo a prova Redbull das acrobacias aéreas. Já tive oportunidade de assistir, no ano passado, e testemunhei a excelência da organização e o entusiasmo das pessoas daquela Região, bem com de todos os visitantes, com o espectáculo que lhes era proporcionado. [Pedro Santana Lopes, em Acrobacias]
[negritos meus]

Parece que não são apenas os habitantes da Região que estão indignados com a manobra de diversão que se prepara.

Ainda há quem tenha bom senso para perceber que estão a dividir o país em dois: Lisboa e o resto!

Fica no entanto a pergunta: sendo Pedro Santana Lopes um politico com responsabilidades directas na Câmara Municipal de Lisboa e ex-primeiro-ministro, o que vai fazer ele para que o desvio não aconteça?

Escrito por António Soares

3. Dezembro 2009 em 19:50

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O Norte sem rumo

2 comentários

«A ligação Porto-Vigo sempre “foi uma fantasia”, diz Rui Moreira» [publico]

Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, comentando o adiamento da ligação em TGV entre Porto e Vigo

«Estado ajuda a “roubar” Red Bull Air Race para Lisboa» [JN]

Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Gaia, comentando a possibilidade, há muito ouvida em surdina, do evento da Red Bull Air Race vir a ser transferida para o rio Tejo.

Alguns perguntarão: é este o Norte que queremos para o nosso país?

Eu apenas perguntarei: é com este Norte que Lisboa quer conviver?

Escrito por António Soares

2. Dezembro 2009 em 08:00

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Eu fui! E você?

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Eu fui votar.

Mesmo com compromissos a 50 km’s de distância, mesmo com uma conjuntivite que não me larga e mesmo com o mau tempo a fazer-se notar, eu fui votar!

Eu posso exigir e reclamar!

E você, pode dizer o mesmo?

PS: Cada vez mais sou da opinião que, tal como noutros países, como a Bégica ou o Brazil, o voto deveria ser obrigatório. Uma multinha ou a suspensão de alguns direitos cívicos faria com que muita gente pensasse duas vezes antes de faltar injustificadamente a uma eleição…

Escrito por António Soares

7. Junho 2009 em 16:38

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IRS 2008: DONE

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Tal como o ano passado, o IRS deste ano foi entregue antes do final do prazo. Consegui entregá-lo ontem…

E para melhorar a performance do ano passado, este ano entreguei 4 dias antes…

Escrito por António Soares

12. Abril 2009 em 18:34

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A Contribuição áudio-visual

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Quem tem casa certamente sabe que, na factura mensal, bi-mensal ou anual que a EDP nos envia para casa existe uma taxa que carinhosamente chamam de “Contribuição áudio-visual“.

Parece que o Estado, aquele bicho papão de quem todos falamos mal, mas nenhum de nós conhece, sub-contratou a EDP para que esta, em seu nome, cobre esta taxa a (quase) todos os Portugueses.

Sempre me fez alguma confusão, estar a pagar TVCabo ou MEO e a EDT continuar a taxar-me por um serviço que não contratei. Nunca reclamei apesar das infindáveis estórias que circulam na Internet de casos de sucesso em deixar de pagar este imposto camuflado.

No entanto há algo que recentemente me fez questionar toda a legitimidade desta cobrança.

Estando a construir aquilo que espero venha a ser a minha casinha, tive que, obviamente, contratar a EDP para o fornecimento de energia na obra. Não havendo concorrência não temos mais a quem nos dirigir se quisermos luz ou electricidade, certo?

Ora, qual não foi o meu espanto quando, na conta bi-mensal vejo a famosa “Contribuição áudio-visual” no valor de 1.75€/mês + IVA.

Acto continuo, dirigi-me ao site da EDP na Internet e preenchi uma reclamação. A resposta chegou em menos de 10 minutos, via email:

Estimado Cliente,

Gostaríamos de agradecer o seu contacto e de o esclarecer acerca da questão relacionada com a contribuição para o áudio-visual que nos coloca.

A contribuição para o áudio-visual é um tributo que incide sobre o fornecimento de energia eléctrica, encontrando-se a EDP Serviço Universal, assim como os restantes comercializadores de electricidade, legalmente obrigada (1) a facturar e a exigir o seu pagamento, conjuntamente com o preço do fornecimento de energia.

Assim, com excepção dos consumidores cujo consumo anual seja inferior a 400 kWh, que se encontram legalmente isentos (2) , não nos será possível, à face da lei, satisfazer a sua pretensão.

Por último, gostaríamos ainda de referir que perante as obrigações legais relativas à contribuição áudio-visual, a EDP Serviço Universal deve informar a DGCI3 e a Rádio Televisão de Portugal SGPS, SA de todas as situações de falta de pagamento da contribuição áudio-visual.

Com os melhores cumprimentos,

Pela EDP Serviço Universal, SA
<pessoa devidamente identificada>

Nota:
(1) – n.º 5 do artigo 5.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 169-A/2005 e pelo Decreto-Lei n.º 230/2007, de 14 de Junho.
(2) – artigo 4.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto.
(3) – Direcção-Geral dos Impostos.

Acredito que esta seja uma resposta padrão e a pessoa em causa apenas se limite a fazer copy-paste.

A verdade é que a EDP apenas se limita a fazer cumprir a lei e fá-lo em nome do Estado Português. Uma consulta rápida à legislação em vigor (obrigado Lila), constatamos que o governo do Durão Barroso, em 2003, introduziu este fantástico imposto encapuçado em forma de taxa para financiar a RTP/RDP. Não nos podemos excluir de ver cobrado este valor mesmo que não tenhamos televisão ou rádio. Não obtemos qualquer benefício com esta taxa. Não temos qualquer voto sobre a linha editorial da RTP, podendo mesmo esta mentir aos contribuintes para se isentar de realizar o serviço público a que se obriga.

Como disse no início, não sou totalmente contra esta taxa. Nunca a questionei embora a acha uma dupla tributação para quem, como eu, tem um serviço de televisão pago.

Não posso no entanto ficar calado quando sou taxado por algo que não vou, em absoluto, usufruir durante os próximos 12 a 24 meses. E isso, independentemente de tudo, é um roubo do Estado aos seus contribuintes via EDP.

Escrito por António Soares

10. Março 2009 em 23:34

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O Fenómeno Obama a chegar a Portugal

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Barack Obama foi o primeiro presidente americano a fazer uso do grande poder que as ferramentas da Internet proporcionam.

É sabido hoje, que os hábitos das pessoas que consomem notícias (e outro tipo de informação) está diferente. Não raras vezes vemos famílias sem televisão em casa. O número de horas que cada pessoa passa em frente à TV está a diminuir. Os espectadores deixaram de ser meros consumidores de informação para passarem a ser geradores de informação. Passaram também a ser selectivos sobre o que consomem, quando consomem e como consomem a informação. Não há mais a necessidade de respeitar os horários impostos pelas redacções. Ou ter que “comer” com 30 minutos de publicidade entre uma pausa da série televisiva…

Voltando a Obama… O último ano e meio deu para perceber que a Internet como forma de comunicação é um meio poderosíssimo. É o complemento perfeito para a televisão – que serve essencialmente para passar a mensagem. É provável que não chegue para ganhar umas eleições americanas. Mas ajuda… Aproxima o candidato ao povo e humaniza-o perante o olhar incógnito.

Este comportamento tem sido estudado e, sendo o ano de 2009 um ano com 3 eleições em Portugal, julgo que será interessante ver como as principais forças políticas vão adoptar os novos media.

E os primeiros sinais estão aí à porta…

O PSD foi, provavelmente, o primeiro a dar o primeiro passo. Com a renovação do seu site, permite seguir o mesmo via RSS, comentar notícias, ver vídeos ou ver algumas fotos no canal oficial do partido no Flickr.

Ontem, dia 20, foi a vez do Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva, anunciar que, oficialmente, está na rede social Twitter.

Dos restantes partidos, tanto PS, Bloco de Esquerda e PCP disponibilizam RSS’s e pouco mais. O CDS PP vai um pouco mais longe e tem canais oficias no YouTube e nos Vídeos do Sapo.

Estes são sinais que, também em Portugal, haverá lugar a esta revolução (ou evolução). Não será (só?) a televisão a fazer a diferença. Não deverá ser (só?) a televisão o motor de comunicação dos políticos com os portugueses.

Por tudo isto acho que, 2009, será um ano muito interessante de seguir. Nesse aspecto, tenho a certeza, será um ano em cheio.

Escrito por António Soares

21. Janeiro 2009 em 12:00

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