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O Norte sem Rumo | 3

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Afinal concretizou-se.

A RedBull Air Race vai mesmo mudar-se de armas e bagagens para a capital do império.

Pessoalmente até penso que a perda não é enorme e irrecuperável.

Mas o que está em causa não é esta mudança em particular. É a incapacidade do poder central de encaixar algo de positivo, algo de visibilidade global fora da capital.

Como se comprova aqui, há muito tempo que o Porto e o Norte vêm perdendo protagonismo.

E este é o país desequilibrado que estamos a deixar criar. Temos uma região (Lisboa e Vale do Tejo) com uma riqueza bem acima da média europeia. Depois temos o norte, a terceira região mais pobre da Europa (do conjunto dos países que entraram até 1986) apenas ultrapassado pela Guiana Francesa e pela zona de Dytiki Ellada, na Grécia.

No entanto, nem tudo é negativo.

Como diz Pinto da Costa:

Portugal é cada vez mais um país estrangulado e centralista. Os momentos que se vivem no nosso país são extremamente delicados e difíceis para todos aqueles que querem fazer alguma coisa fora da capital do império.
Por mais pasquins que Lisboa tenha ao serviço e à promoção dos seus clubes e entidades, vamos continuar a lutar com a dignidade das gentes do Norte, com as gentes deste país, de Norte a Sul, que não se confundem com o poder centralista da capital.
O FC Porto está a mais no país que temos, mas é necessário para o país que nós queremos que Portugal seja.

Quanto à RedBull Air Race. Façam bom proveito!

Escrito por António Soares

17. Dezembro 2009 em 10:38

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Como?

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Alguém que pergunte a este senhor se em mais de 30 anos como Presidente da Câmara Municipal de Braga não amealhou o suficiente para contratar um serviço de photoshop melhorzito.

Se não o fez, pode sempre pedir aos filhos, já que estes têm dinheiro para comprar bares ou farmácias no centro da cidade!
Ou mesmo ao genro, a quem emprestaram 100.000€, certamente para levar a cabo uma gestão eficiente na Braval…

O que não se admite, é que se apresente aos bracarenses, nesta triste figura:

Mesquita Machado

Mesquita Machado

PS: Imagem tirada daqui.

Escrito por António Soares

7. Setembro 2009 em 23:11

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Eu fui! E você?

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Eu fui votar.

Mesmo com compromissos a 50 km’s de distância, mesmo com uma conjuntivite que não me larga e mesmo com o mau tempo a fazer-se notar, eu fui votar!

Eu posso exigir e reclamar!

E você, pode dizer o mesmo?

PS: Cada vez mais sou da opinião que, tal como noutros países, como a Bégica ou o Brazil, o voto deveria ser obrigatório. Uma multinha ou a suspensão de alguns direitos cívicos faria com que muita gente pensasse duas vezes antes de faltar injustificadamente a uma eleição…

Escrito por António Soares

7. Junho 2009 em 16:38

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O Fenómeno Obama a chegar a Portugal

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Barack Obama foi o primeiro presidente americano a fazer uso do grande poder que as ferramentas da Internet proporcionam.

É sabido hoje, que os hábitos das pessoas que consomem notícias (e outro tipo de informação) está diferente. Não raras vezes vemos famílias sem televisão em casa. O número de horas que cada pessoa passa em frente à TV está a diminuir. Os espectadores deixaram de ser meros consumidores de informação para passarem a ser geradores de informação. Passaram também a ser selectivos sobre o que consomem, quando consomem e como consomem a informação. Não há mais a necessidade de respeitar os horários impostos pelas redacções. Ou ter que “comer” com 30 minutos de publicidade entre uma pausa da série televisiva…

Voltando a Obama… O último ano e meio deu para perceber que a Internet como forma de comunicação é um meio poderosíssimo. É o complemento perfeito para a televisão – que serve essencialmente para passar a mensagem. É provável que não chegue para ganhar umas eleições americanas. Mas ajuda… Aproxima o candidato ao povo e humaniza-o perante o olhar incógnito.

Este comportamento tem sido estudado e, sendo o ano de 2009 um ano com 3 eleições em Portugal, julgo que será interessante ver como as principais forças políticas vão adoptar os novos media.

E os primeiros sinais estão aí à porta…

O PSD foi, provavelmente, o primeiro a dar o primeiro passo. Com a renovação do seu site, permite seguir o mesmo via RSS, comentar notícias, ver vídeos ou ver algumas fotos no canal oficial do partido no Flickr.

Ontem, dia 20, foi a vez do Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva, anunciar que, oficialmente, está na rede social Twitter.

Dos restantes partidos, tanto PS, Bloco de Esquerda e PCP disponibilizam RSS’s e pouco mais. O CDS PP vai um pouco mais longe e tem canais oficias no YouTube e nos Vídeos do Sapo.

Estes são sinais que, também em Portugal, haverá lugar a esta revolução (ou evolução). Não será (só?) a televisão a fazer a diferença. Não deverá ser (só?) a televisão o motor de comunicação dos políticos com os portugueses.

Por tudo isto acho que, 2009, será um ano muito interessante de seguir. Nesse aspecto, tenho a certeza, será um ano em cheio.

Escrito por António Soares

21. Janeiro 2009 em 12:00

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A Reter

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Lê-se no blog oficial da Câmara Municipal de Braga

Notícia 1:

“A atribuição de uma comparticipação financeira de 37 mil euros ao Hóquei Clube de Braga é a proposta que o Executivo Municipal se propõe aprovar esta quinta-feira (15 de Janeiro) com a intenção de apoiar o programa de desenvolvimento desportivo desta colectividade, designadamente no que implica com as camadas jovens.”

Notícia 2:

“A Câmara Municipal de Braga vai comparticipar com 440 mil euros o programa de desenvolvimento desportivo que o Sporting Clube de Braga está a desenvolver na presente temporada, dando assim sequência ao apoio que habitualmente presta às actividades de formação, fomento e sensibilização para a prática desportiva desenvolvidas por esta colectividade de interesse público. O assunto – sob a forma de proposta a ser votada na reunião ordinária do Executivo que acontece esta quinta-feira (15) – tem em conta o aumento de aderentes à prática desportiva promovida pelo clube.”

Terá algo a ver com as eleições que se aproximam?

Escrito por António Soares

15. Janeiro 2009 em 10:13

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Barack Obama

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O mundo mudou!

Não sei se mudou para melhor. Não sei se mudou para pior. Mas não tenho nenhuma dúvida que mudou.

Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos.

Bem sei que a notícia não é nova. Vinda assim, com quase uma semana de atraso dá ideia que andei perdido no mundo e só hoje acordei.

Até a minha querida irmã notou que “nem eu” comentei a vitória de Barack Obama. Na verdade tinha um post pronto na manhã do dia 05. Mas para apenas para ser mais um a dizer o óbvio, decidi apagar a entrada.

Quatro dias depois, cá estou, mais friamente a comentar a vitória do primeiro afro-americano (que lindo é sermos politicamente correctos, não é?) a chegar ao lugar mais importante da política mundial.

Já muito foi dito e escrito sobre Barack Obama…

Embora insignificante e indiferente, era público o meio apoio a Obama. O meu e o de mais de 93% de 42219 Portugueses que votaram aqui.

Tal como muitos Portugueses acompanhei as eleições americanas com um redobrado interesse. Não só por Obama. Não só para tirar o ignorante Bush da Casa Branca. Mas porque a decisão americana afecta directamente e indirectamente o meu bolso. Confesso que estas eleições foram por mim seguidas com muito mais interesse do que (praticamente) todas as eleições Portuguesas.

Obama em Berlin, 24 de Julho 2008

Quando Obama, em Julho deste ano, chega a Berlim e é recebido por 250 mil pessoas no Tiergarten Parke e discursa durante 25 minutos como ele o fez, eu pensei em duas coisas: o mundo queria Obama na Casa Branca e Obama parecia ser o homem certo para o cargo.

Barack Obama é um homem inteligentíssimo. Mas também é um politico que não recorre a golpes baixos para fazer política. Não se aproveitou de várias fraquezas de John McCain ou Sarah Palin. E oportunidades não lhe faltaram… É um político que sabe usar a palavra. Sabe ser oportuno. Sabe ser ponderado. Raramente se exalta e parece ter sempre o momento controlado. Não por acaso, ganhou sempre os debates que teve com McCain.

Durante 21 meses conseguiu convencer primeiro os Democratas, depois o Mundo e por fim os Americanos que era o homem certo para o lugar certo. Depois de 8 anos de bushismo (posso-lhe chamar assim?) os americanos precisavam de algo que os unisse. E o mundo rezava que tal acontecesse. O povo Americano tremendamente dividido – quase cientificamente – estigmatizado pelo seu (ex) presidente e a precisar urgentemente de algo diferente. O resto do mundo, coitado, suspenso como que hipnotizado a aguardar o que os Americanos decidiam para si, para decidir o que fazer consigo.

São públicos os muitos discursos de Obama. Estão (quase?) todos no YouTube, no canal oficial do  candidato, agora presidente. Há algo neles que me atrai. São discursos virados para o povo. São discursos poderosos sem serem maliciosamente agressivos. São discursos  carregados de sentimentos fortes que apelam à união e à decisão. Ao contrário de outros, não apela à chantagem emocional. Não tenta dividir para reinar. Quase sempre sereno nos seus discursos, consegue transmitir a ideia de domínio completo sobre a matéria que versa. E a linguagem corporal, seja em discurso seja em debate, é sempre a acertada.

Dos muitos discursos, vou destacar dois.

O primeiro realizado (penso) a 30 de Novembro de 2007 no “Democratic National Committee Fall Meeting“. É um discurso de 45 minutos mas que deixo apenas um excerto de pouco mais de 2 minutos (em inglês):

O segundo, realizado precisamente na noite de terça-feira. É o primeiro discurso após saber que vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos. São cerca de 17 minutos (também em inglês):

No blog Cão com Pulgas, está uma brilhante tradução de Maria João Batalha Reis. Podem vê-la aqui.

Imagens retiradas sob a Licença Creative Commons do canal oficial de Barack Obama do Flickr.

Escrito por António Soares

9. Novembro 2008 em 03:41

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Os EUA, a Polónia, a Russia e a UE

com um comentário

Foi ontem assinado em Varsóvia, capital da Polónia, um acordo para a instalação de parte do escudo anti-míssil norte-americano na Polónia. O pretexto: a defesa do estado americano contra um imaginário ataque bélico por parte do Irão.

O acordo prevê a instalação de 10 misseis de intercepção com um alcance máximo de 3 mil km, a cedência, por parte dos Estados Unidos de 96 misseis Patriot de última geração para defesa aérea e contra mísseis de curto alcance e também a obrigação dos Estados Unidos defenderem a Polónia de ataques externos obrigando estes a um tempo de resposta significativamente mais baixo que a NATO. NATO da qual a Polónia faz parte juntamente com mais 25 países entre eles os Estados Unidos da América.

Olhando agora para os termos do acordo, na minha opinião, algo não bate certo.

Que eu saiba, a Polónia entrou em 2004 para a União Europeia juntamente com Malta, Chipre, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, República Chega, Eslováquia e Hungria. Ao entrar na União, a Polónia passou a estar, automaticamente sobre protecção da Politica Europeia de Segurança e Defesa e que deveria ter sido rectificado pelo Tratado de Lisboa.

Posto isto, compreendo se calhar um pouco melhor agora a recusa do presidente polaco em rectificar o tratado, justificando tal medida com a questão Irlandesa da não rectificação do mesmo.

Independentemente disto tudo, estranho também o silêncio aterrador da Presidência da União Europeia, na pessoal do seu Presidente Nicolas Sarkozy. Estranho o silêncio aterrador da Comissão Europeia e do seu Presidente José Manuel Barroso.

Por outro lado, não estranho o ruído que esta notícia causa pelas esferas políticas e militares da Rússia. Imagino que não seja fácil para um país como a Rússia, ter um sistema anti-míssil a 200km das suas fronteiras. A reacção, segundo os responsáveis russos será dura e não ficará limitada a palavras de circunstância. Há até quem especule que a assinatura do acordo abrirá um pretexto para a Rússia atacar a Polónia.

O que se seguirá?

Não costumo fazer futurologia. Mas não me parece difícil perceber que a relação EUA – Rússia – EU ficará muito mais delicada. Acredito também que, à primeira oportunidade, a Rússia responderá à altura no continente Americano – Cuba e Venezuela são os candidatos óbvios.

A verdade é que, juntando este acordo – e o próximo que será assinado com a República Checa – aos recentes acontecimentos na Geórgia, parece-me claro afirmar que a Guerra Fria está de volta. Isto volta a por em cima da mesa algumas perguntas que faço a mim mesmo há alguns anos a esta parte: para quando uma politica militar séria e a sério na União Europeia? Estamos hoje mais ou menos preparados para enfrentar tensões EUA – Rússia ou EUA – China? Eu não sei responder a estas questões. Haverá alguém no mundo que saiba?

Actualização: A Rússia congelou oficialmente a cooperação militar com a NATO até indicações em contrário. Uma das consequências imediatas prende-se com o futuro da intervenção militar no Afeganistão já que Moscovo pode suspender a autorização de sobrevoo do espaço aéreo Russo…

Escrito por António Soares

21. Agosto 2008 em 11:32

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