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Archive for the ‘eleições’ tag

Autárquicas 2009 | 2

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Afinal o meu último post não foi o último sobre as autárquicas…

Pode ser que seja este.

Gostava de deixar no ar uma pergunta ao cada um dos candidatos mais prováveis a vencer a Câmara Municipal de Braga.

A Mesquita Machado pergunto o que pensa fazer em quatro anos que não tenha feito em 34.

A Ricardo Rio pergunto como se propõe libertar a cidade do muro de betão que a circunda.

Escrito por António Soares

8. Outubro 2009 em 23:17

Autárquicas 2009

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Vou dar o meu último contributo para ajudar os indecisos no voto do próximo domingo:

Esclarecedor.

Via Avenida Central

Escrito por António Soares

8. Outubro 2009 em 22:04

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Eleições em Braga

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Depois de faltar a um debate na Rádio Universitária do Minho para debater as eleições autárquicas o presidente da cidade de Braga eleito e re-eleito há mais de 30 anos, faltou hoje ao debate televisivo na RTP-N.

Quer-me parecer que este senhor, perdeu uma oportunidade de ouro para se despedir da cidade de uma forma digna.

No dia 11 saberemos.

Escrito por António Soares

3. Outubro 2009 em 01:06

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O Balanço das Europeias 2009

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European Union FlagAnda meio mundo a dizer que o PSD foi o grande vencedor das eleições europeias no último domingo.

Não concordo.

Na realidade, o PSD apenas teve mais 2.000 votantes que há 4 anos atrás. Percentualmente estamos a falar em menos de 0.3% de crescimento num ano em que o Governo PS tem tudo a perder e pouco a ganhar.

Olhando para os números de forma fria, o PS perdeu 5 dos seus 12 eurodeputados. O PSD, que em 2004 tinha concorrido coligado com o CDS-PP, consegue 8 deputados, a juntar aos 2 do CDS-PP, em comparação com os 9 que ambos tinham em 2004. Sendo verdade que o País elege hoje menos 4 eurodeputados que há 4 anos, parece fácil perceber que foi a bancada socialista a grande sacrificada com esta redução.

Quem foi então o grande vencedor?

Na minha opinião, houve dois grandes vencedores e um grande derrotado.

O primeiro, e mais óbvio, o Bloco de Esquerda. Contra todas as probabilidades, consegue eleger 3 eurodeputados, mais que duplicando os números de 2004.

Esta transferência de votos entre partidos da esquerda deve-se sobretudo à fraca capacidade que o PSD em geral e Manuela Ferreira Leite em particular têm em capitalizar e chamar a si o descontentamento generalizado que o País e os Portugueses sentem em relação ao PS, ao Governo e à sua (des) governação. O eleitor sente-se mais protegido transferindo votos entre partidos da esquerda, mostrando um cartão amarelo de tamanho gigante ao Eng. Sócrates e aos seus ministros, minimizando os impactos que a transferência do seu voto para a direita poderia trazer.

O Bloco, e as suas bases, conseguiram conquistar os votantes PS insatisfeitos com o Governo e principalmente os professores. Basta olhar para os números crus da votação em Timor e conseguimos perceber um padrão…

O segundo grande vencedor, a abstenção. 63% de abstenção, somando ainda quase 5% de brancos e 2% de nulos, dá um grand-total de 70% de Portugueses que decidiram deixar para outros a decisão (se bem que os brancos e nulos são uma tomada de posição válida). Os políticos profissionais continuam sem conseguir enamorar os portugueses para a política e consciencializar os portugueses que estas decisões são importantes para o seu futuro. E enquanto tivermos taxas de abstenção desta ordem de grandeza, que tal pensar em mecanismos de incentivo ao voto? Pequenas multas pecuniárias ou a proibição de voto nas eleições seguintes são exemplos.

O grande derrotado: Eng.º José Socrates. Apostou no cavalo errado (leia-se, um independente com algumas ideias esquisitas), montou uma máquina que parecia imparável e mobilizou todo o partido e todo o governo para estas eleições. Fica a sensação que, se assim não fosse, o resultado seria histórico. Ver o PS a escassos 6% à frente dos partidos à sua esquerda deve ser muito mais preocupante para o primeiro-ministro que vê-lo a 5% atrás do PSD.

E agora?

Agora, o Eng.º Sócrates tem duas alternativas:

A chave das próximas legislativas está em saber como o PS conseguirá reconquistar os votos que agora se foram para o BE. O futuro governativo do país decidir-se-á neste ponto-chave. E o próximo governo, sendo PS e não tendo maioria absoluta, fica refém de acordos pontuais com o BE ou com o PCP-PEV já que não vejo possibilidade de uma coligação se formar após as eleições… A confirmar lá mais para o fim do ano…

Escrito por António Soares

9. Junho 2009 em 22:19

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Eu fui! E você?

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Eu fui votar.

Mesmo com compromissos a 50 km’s de distância, mesmo com uma conjuntivite que não me larga e mesmo com o mau tempo a fazer-se notar, eu fui votar!

Eu posso exigir e reclamar!

E você, pode dizer o mesmo?

PS: Cada vez mais sou da opinião que, tal como noutros países, como a Bégica ou o Brazil, o voto deveria ser obrigatório. Uma multinha ou a suspensão de alguns direitos cívicos faria com que muita gente pensasse duas vezes antes de faltar injustificadamente a uma eleição…

Escrito por António Soares

7. Junho 2009 em 16:38

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Barack Obama

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O mundo mudou!

Não sei se mudou para melhor. Não sei se mudou para pior. Mas não tenho nenhuma dúvida que mudou.

Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos.

Bem sei que a notícia não é nova. Vinda assim, com quase uma semana de atraso dá ideia que andei perdido no mundo e só hoje acordei.

Até a minha querida irmã notou que “nem eu” comentei a vitória de Barack Obama. Na verdade tinha um post pronto na manhã do dia 05. Mas para apenas para ser mais um a dizer o óbvio, decidi apagar a entrada.

Quatro dias depois, cá estou, mais friamente a comentar a vitória do primeiro afro-americano (que lindo é sermos politicamente correctos, não é?) a chegar ao lugar mais importante da política mundial.

Já muito foi dito e escrito sobre Barack Obama…

Embora insignificante e indiferente, era público o meio apoio a Obama. O meu e o de mais de 93% de 42219 Portugueses que votaram aqui.

Tal como muitos Portugueses acompanhei as eleições americanas com um redobrado interesse. Não só por Obama. Não só para tirar o ignorante Bush da Casa Branca. Mas porque a decisão americana afecta directamente e indirectamente o meu bolso. Confesso que estas eleições foram por mim seguidas com muito mais interesse do que (praticamente) todas as eleições Portuguesas.

Obama em Berlin, 24 de Julho 2008

Quando Obama, em Julho deste ano, chega a Berlim e é recebido por 250 mil pessoas no Tiergarten Parke e discursa durante 25 minutos como ele o fez, eu pensei em duas coisas: o mundo queria Obama na Casa Branca e Obama parecia ser o homem certo para o cargo.

Barack Obama é um homem inteligentíssimo. Mas também é um politico que não recorre a golpes baixos para fazer política. Não se aproveitou de várias fraquezas de John McCain ou Sarah Palin. E oportunidades não lhe faltaram… É um político que sabe usar a palavra. Sabe ser oportuno. Sabe ser ponderado. Raramente se exalta e parece ter sempre o momento controlado. Não por acaso, ganhou sempre os debates que teve com McCain.

Durante 21 meses conseguiu convencer primeiro os Democratas, depois o Mundo e por fim os Americanos que era o homem certo para o lugar certo. Depois de 8 anos de bushismo (posso-lhe chamar assim?) os americanos precisavam de algo que os unisse. E o mundo rezava que tal acontecesse. O povo Americano tremendamente dividido – quase cientificamente – estigmatizado pelo seu (ex) presidente e a precisar urgentemente de algo diferente. O resto do mundo, coitado, suspenso como que hipnotizado a aguardar o que os Americanos decidiam para si, para decidir o que fazer consigo.

São públicos os muitos discursos de Obama. Estão (quase?) todos no YouTube, no canal oficial do  candidato, agora presidente. Há algo neles que me atrai. São discursos virados para o povo. São discursos poderosos sem serem maliciosamente agressivos. São discursos  carregados de sentimentos fortes que apelam à união e à decisão. Ao contrário de outros, não apela à chantagem emocional. Não tenta dividir para reinar. Quase sempre sereno nos seus discursos, consegue transmitir a ideia de domínio completo sobre a matéria que versa. E a linguagem corporal, seja em discurso seja em debate, é sempre a acertada.

Dos muitos discursos, vou destacar dois.

O primeiro realizado (penso) a 30 de Novembro de 2007 no “Democratic National Committee Fall Meeting“. É um discurso de 45 minutos mas que deixo apenas um excerto de pouco mais de 2 minutos (em inglês):

O segundo, realizado precisamente na noite de terça-feira. É o primeiro discurso após saber que vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos. São cerca de 17 minutos (também em inglês):

No blog Cão com Pulgas, está uma brilhante tradução de Maria João Batalha Reis. Podem vê-la aqui.

Imagens retiradas sob a Licença Creative Commons do canal oficial de Barack Obama do Flickr.

Escrito por António Soares

9. Novembro 2008 em 03:41

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E se o Mundo votasse nas eleições Americanas?

3 comentários

Via Marco Santos, do Bitaites, descobri um site que tenho que partilhar.

Imagine que todos os habitantes do Mundo podiam votar nas eleições dos Estados Unidos da América. John McCain ou Barack Obama?

Aqui, isso é possível. E eu já registei o meu voto…

Os resultados são mostrados imediatamente após o registo do voto, ordenados por país. Em Portugal, Barack Obama ganharia as eleições com 94,9% dos 1646 votos registados. Globalmente também não fica nada mal: 82,7% dos mais de 28 mil votos registados.

Registem o vosso voto. Quanto mais não seja é um exercício engraçado.

Escrito por António Soares

12. Setembro 2008 em 13:22

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