Fotos e Backups: o que fazer?

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Há alguns anos atrás falei aqui de “Segurança e Backups”.

Olhando para trás percebo que já se passaram quase 7 anos, o que em idade digital é uma eternidade.

A ideia na altura era partilhar com quem me lia – continuam a ser as mesmas duas pessoas de hoje em dia – o que eu fazia para garantir a segurança das minhas passwords em diferentes locais.

Embora continue a usar os princípios fundamentais que partilhei nesse poste, em 7 anos, muita coisa mudou.

Em 2008 eu não tinha mais que 50GB de 10 anos de fotos ou vídeos em formato digital e garantia os meus backups com discos externos.

Entretanto, em 2011, comprei um NAS da Synology. Foram os 350€ mais bem empregues nos últimos anos, embora hoje, obviamente já comece a mostrar a sua idade. Mesmo assim é, de longe, o aparelho que mais uso tem cá em casa, embora nenhum dos habitantes se aperceba do facto.

Para quem não sabe, um Network Attached Storage ou NAS, é, um dispositivo ligado à rede e que providência o acesso a ficheiros de forma centralizada para vários clientes. No meu caso, um cliente pode ser a Smart TV, ou o XBMC/Kodi, o Plex Server, os diversos portáteis ou mesmos os telemóveis.

Significa que posso ver qualquer fotografia ou video previamente guardado em qualquer dispositivo de uma forma transparente e sem me chatear muito.

Aquelas velhas questões de saber onde colocar as fotos? Resolvido.
Onde foram guardadas aquelas fotos daquela festa especial? Estão todas no mesmo local central.

Obviamente que ao longo dos últimos 17 anos fomos acumulando uma quantidade abismal de fotos e vídeos. Neste momento, são quase 500GB, distribuídos anualmente da segunda forma:

Repare-se que, anualmente a quantidade de dados aumenta brutalmente. É uma consequência directa dos telemóveis a gravar em 4K, das GoPro, das máquinas fotográficas com cada vez mais pixeis.

E agora?

Pois, agora chega a questão: quanto estou preparado a gastar para, em caso de problemas, recuperar todos estes anos de fotos e vídeos?

Quanto vale aquela foto do Hugo ou da Helena acabados de nascer? E os vídeos das crianças? As dezenas de Natais, aniversários, festas e festinhas?

Obviamente que tenho backups cá em casa que são realizados automaticamente para um disco externo,

Um azar cá em casa e facilmente fico sem fotos e sem backups.

Qual a solução? Eu não tenho a resposta certa, se é que existe uma resposta certa. Mas posso partilhar o que decidi fazer para ter paz de espírito.

O que fiz foi garantir backups offsite. Ou dito em português, cópias de segurança em locais físicos distintos e distantes do que se quer guardar.

Eu optei pela Amazon Cloud Drive

amazonclouddrive

Backup ilimitado de fotos por USD$12 por ano. Menos de 1€ por mês!

Em alternativa, a Amazon tem outro plano para backup de tudo por USD$60/ano. Cerca de 55€/ano ou  se quiserem menos de 5€/mês. É barato? É caro? Não sei, perguntem a vós mesmos quanto valorizam os vossos activos digitais.

Eu optei pelo plano Unlimited Everything e estou a fazer upload das fotos e vídeos, mesmo com a minha ligação rasca – não é MEO? – e com um upload inferior a 1mbps. Em 12 dias já fiz upload de mais de 50GB. Faltam mais 400GB.

amazonclouddrive - my usage

A grande vantagem é que agora, é o meu NAS trata do envio das minha fotos, vídeos e documentos de uma forma transparente para arquivo.

As peças todas do Lego

Então agora o que acontece? Num dia normal, a Filipa tira 25 fotografias e faz 5 vídeos com o telemóvel. Quando chega a casa, todas as novas fotos ou vídeos que tenha no telemóvel são automagicamente enviadas para o NAS (usando um pequeno programa chamado Home Sweet Home) e arquivadas na pasta correta. Poucos minutos depois o NAS verifica que as mesmas não estão arquivadas na Amazon Cloud Drive e faz o envio para lá, usando exactamente a mesma estrutura de pastas que tenho no NAS.

Simples e automágico.

PC Anti-Stress

Por estes dias tenho andando desesperado.

E ando desesperado porque o meu portátil de trabalho, um Lenovo R400, tem andado lento. Lento nem é a melhor palavra. Talvez parado se adeqúe melhor.

Não satisfeito, fui à procura de uma solução, já que não sou gajo para me conformar.
Quase por acaso, encontrei no Lifehacker, um artigo de um novo software que permitiria um milagre: a redução do tempo de boot do computador.

Verdade seja dita, já testei alguns destes software’s milagrosos, sempre sem grandes resultados.

Desesperado como estava, não custou muito para carregar em download e instalar.

Primeiro pedido do software: fazer um reboot para analisar o tempo de boot actual:

Cerca de 6 minutos depois tinha a resposta.

Pior que isso, sem arrancar qualquer programa, apenas por ligar o portátil, ficava com mais de 1Gb de memória ocupada.

É aqui que entra o Soluto.

Começa por analisar todos os programas que tenho no arranque do sistema operativo, e sugere o que fazer com cada uma delas.
Retirar do boot, atrasar o seu arranque para quando o portátil estiver sem actividade ou simplesmente não fazer nada, são as opções disponíveis em cada programa.

No meu caso particular tinha 91 programas a arrancar com o sistema operativo.

Depois de analisar caso a caso e fazer novo reboot, fiquei com:

Passei para 36 – 6 opcionais e 30 obrigatórios pelo sistema operativo – e passei a poupar quase 4 minutos no tempo de arranque. Comprovadamente.

Melhor que isso, o meu consumo de memória baixou abruptamente e já não demoro 10 minutos para arrancar o Firefox. O portátil parece mais leve e está funcional. Passei uma série de programas de arranque para quando o portátil estiver mais desocupado – o dropbox, por exemplo – e desactivei outros que não preciso ou não uso a toda a hora – skype e itunes, são dois exemplos…

O resultado final é mesmo fantástico.

Por isso, deixo-vos a minha recomendação de fim-de-semana: Soluto.

Disclaimer: como sempre, não sou responsável por danos ou perdas que possam ter nos vossos computadores por seguir as minhas dicas. Usem as mesmas com precaução. :)

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Quantas vezes já se perguntou?

Como me proteger (ou os meus filhos) daqueles sites maldosos?

Para quem é pai e tem os filhos a descobrir a Internet, acredito que seja algo que vos passa pela cabeça.

A minha resposta no entanto é sempre a mesma: supervisão e educação! Não há nenhuma ferramenta capaz de a/o substituir nessa tarefa.

Há no entanto algumas coisas que pode fazer para minimizar a possibilidade de os seus filhos irem parar a um site indesejado enquanto cozinha e não tem tempo para estar com ele/ela no escritório.

A minha sugestão: altere o servidor de DNS e mude-se de armas e bagagens para o OpenDNS… 😛

Mas que carga d’água é o DNS?

Sim, eu sei. Estava à espera da pergunta.

DNS – Domain Name System – é aquilo que toda a gente na Internet usa. É o que lhe permite transformar o google.com em 208.69.34.230 (número IP)  para que o browser – aquilo que usa para navegar na Internet saiba para onde ir.

Por omissão, quando configura o acesso à Internet usa os servidores de DNS do seu ISP – Internet Service Provider.

A minha sugestão é que altere esta configuração para passar a usar os servidores da OpenDNS.
opendns-logo

E que raio é isso do OpenDNS?

OpenDNS é uma empresa que se posiciona como uma alternativa aos servidores de DNS do seu ISP. Para além do serviço básico de tradução do nome do site que em números IP, fornece-lhe uma série de serviços complementares, completamente grátis.

O que é que isto tem a ver com a segurança?

Tudo. Se o seu filho escrever playboy.com como um site a visitar e lhe aparecer outra página qualquer ou se o seu filho escrever drogen-wissen.de e em vez de uma farmácia onde pode comprar alguma drogas lhe aparecer uma advertência que não pode visitar esse local, toda a experiência de navegação fica mais segura.

Playboy.com blocked

Como é que tudo isto funciona?

Bem, para começar o sistema depende de algumas coisas. A primeira é que já têm um catálogo imenso de sites catalogados. Já sabem indicar que o site A é considerado pornográfico ou que o site B contém malware.

Depois, apenas tem que escolher que grau de filtragem deseja para a sua navegação. Existem 5 graus já definidos:

OpenDNS Filtering Level

Se nenhuma destas 5 pré-definições o satisfizerem, podem sempre ajustar a gosto o que pretendem e não pretendem filtrar:

OpenDNS custom filter

Pode depois, adicionar sites a uma lista de rejeição individual – pode por exemplo deixar activa a categoria Television mas querer rejeitar o acesso ao site da tviou pode criar uma lista de aceitação individual, como por exemplo rejeitar completamente a categoria webmail mas incluir o gmail.com como site autorizado.

Quantos programas tenho que instalar para isto tudo funcionar?

Nenhum! E esta é a melhor parte. Não tem que instalar (quase) nada. O sistema funciona, como disse no inicio, alterando o servidor de DNS que usa para o da OpenDNS. Apenas com esta alteração fica automaticamente protegido contra phishing.

Aconselho vivamente a criar uma conta free, ver este vídeo de como configurar uma conta e começar a navegar com mais segurança.

OpenDNS é uma maneira excelente de proteger os seus filhos da Internet  (ou proteger a Internet dos seus filhos) mas não só. Com um pouco de paciência permite melhor a vida de utilizadores avançados.

Guia planetasoares | 1

Vou iniciar hoje uma série de posts com ênfase naquilo que considero as melhores práticas (sejam de segurança, de backups ou outras) no mundo da informática de consumo.

Como devo guardar aqueles ficheiros especiais?

Esta é uma pergunta que me chega de forma recorrente.

Na realidade, na maior parte dos casos a pesquisa da resposta é às perguntas:

  1. Se perder o meu portátil, alguém mal intencionada consegue aceder aos meus ficheiros?
  2. Um convidado consegue, mesmo inadvertidamente, ver o conteúdo de algumas pastas que tenha no computador? É evitável?

A minha resposta é sempre: Sim. Sim, a todas as questões.

Inevitavelmente nasce a seguir a pergunta:

O que fazer?Truecrypt logo

Não tenho soluções mágicas. Mas posso partilhar aquilo que eu faço e os programas que uso…

Para responder a este tipo de questões faço o download do programa TrueCrypt.

O TrueCrypt é um programa open-source – por acaso também é gratuito – que nos permite criar um disco virtual acessível apenas através de uma password.

Existe uma versão para Windows (todos os seus sabores nas versões 7, Vista e XP), Linux e Mac OS X.

TrueCrypt Create Virtual Disk

O software permite-nos criar o disco virtual de três formas distintas:

  1. File container: criamos um disco virtual que será guardado num ficheiro;
  2. Volume within a non-system partition/system: pen’s usb inteiras ou discos externos;
  3. System partition or entire file system: todo um disco do computador onde trabalhamos.

Até agora só tenho sentido necessidade de usar como file container que é, provavelmente, a forma mais simples de usar o programa.

Escolhe-se um nome para o ficheiro (segredos.tc), indica-se o tamanho desejado (10Gb é um bom começo) e aguarda-se uns minutos para que o ficheiro seja gerado no local que indicarmos.

Depois de criado o disco virtual, apenas temos que o montar como se de uma drive ou disco externo se tratasse.

TrueCrypt Mount Option

Depois? Bem, depois é só usar e esquecer que tem ali aquela drive que lhe permite gravar para lá o que quiser – os seus documentos de fuga aos impostos, as fotos da vizinha em biquíni (ou sem biquíni :)) ou o programa pirata que o seu patrão não o deixa ter…

Se pretender ter acesso aos seus dados noutro computador, apenas precisa de copiar o ficheiro (segredos.tc) para outro local, instalar o TrueCrypt e montar o ficheiro como uma drive.

Eu e os Wallpapers

Antes de formatar da ultima vez o meu portátil de trabalho, tinha aquilo que pensava ser uma boa opção como solução de wallpaper: tinha instalado um pequeno utilitário da Microsoft – WallpaperToy – que permitia configurar uma (ou mais) pasta(s) onde se encontrassem imagens e o programa ia rodando, à velocidade desejada – que pode ser 1 dia, 1 hora ou 2 minutos – as mesmas.

Descarreguei uma série de wallpapers do site socwall que, diga-se, tem excelentes imagens para escolher, e com isto me fui entretendo.

Com a ultima formatação achei que precisava de outra estratégia. O tempo que passo com o desktop à vista é reduzido e passavam-se horas sem olhar para o mesmo. Não me interessava muito ter centenas de imagens a rodar de 15 em 15 minutos e só ver 1 em cada 3 ou 4 horas. Decidi então por me dedicar a ter um ecrã com ima imagem fixa e com o calendário.

Foi então que descobri, ou melhor, que redescobri o site de Vlad Gerasimov e a webzine Smashing Magazine. Uma combinação fatal.

A Smashing Magazine, promove todos os meses uma série de wallpapers à sua página como “Desktop Wallpaper Calendar”. E qualidade é coisa que não falta nas imagens apresentadas. E também por isso vos recomendo.

Deixo-vos aqui os meus dois últimos wallpapers mais o wallpaper actual de Julho:

Maio:

Eater

Junho:

Whale

Julho:

Snails

Curiosamente, ou talvez não, todos os três trabalhos que eu escolhi, foram precisamente os realizados por Vlag Gerasimov. Recomendo o site dele…