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Coisas da Vida

O carro da Filipa não ficou propriamente assim, mas o resultado prático foi o mesmo: carro para a sucata e começar procura de carro novo.
Foto © Hussain Isa
O estranho caso do parqueamento!
Quem me conhece sabe que não tenho garagem para estacionar o carro…
Como moro no centro da cidade, é muito complicado arranjar estacionamento, principalmente em horas de ponta.
Quando há cinco anos decidi comprar carro novo, decidi também que o carro não dormiria na rua. Parecia-me (e ainda parece) uma boa decisão, embora antecipasse desde logo as dificuldade que iria encontrar.
Quando, uma semanas depois, da garagem mesmo por baixo de minha casa me dizem que têm uma vaga fico radiante e pergunto o preço. Rapidamente aceitei e ainda hoje o preço, baixo na minha opinião, continua inalterado. Único senão: o carro ao longo do dia, durante a semana, tem que estar cá fora. Não se pode ter tudo…
Isto tudo, apenas para servir de introdução para vos contar algo que há uns dias me aconteceu…
Como sempre fiz, quando queria tirar ou colocar o carro da garagem, parece-me lógico que, parte do carro, fique a ocupar parte do passeio, enquanto abro ou fecho a garagem.
Infelizmente, um destes dias, enquanto fechava a garagem, um invisual descia a rua entre o fim do passeio e o inicio da estrada. Presumo que andar junto à parede seja ainda pior e assim evitam ser atropelado pelas pessoas que entram e saem dos prédios e lojas e pelos múltiplos desníveis que encontram desse lado do passeio (caixas de luz, rampas de acesso a garagens, etc).
Rapidamente se aproximou do carro e, obviamente, bateu com a bengala no pára-choques.
Imediatamente vi que fiz o que nunca deveria ter sido feito. Como sempre acontece na maior parte destes casos, a pessoa em causa acabou por ultrapassar o “obstáculo“, sem qualquer queixa e muito rapidamente.
Obviamente desculpei-me, sem poder fazer muito mais naquele momento…
A partir desse dia, que me desculpem os outros condutores, mas o meu carro ocupa a faixa de rodagem para entrar e para sair da garagem.
As auto-estradas e o GPS
Quem me conhece sabe que faço, diariamente, 2 vezes por dia a A3.
É a auto-estrada que liga Valença ao Porto e vice-versa, embora eu apenas faço Braga-Porto-Braga, obviamente.
Nestes dias de Outono, em que o Sol se põe às 18h30 é muito rara a vez em que saio do escritório e já não está noite. Nada que me aflija, afinal são já muitos anos de carta e muitas centenas de milhares de km nos pés.
No entanto há algo que me tem deixado intrigado…

Antes de mais tenho que dizer que não tenho GPS. Ainda não senti uma verdadeira necessidade de comprar um embora perceba as grandes utilidades do aparelho.
No entanto não consigo compreender a quantidade de pessoas que andam numa auto-estrada com a merda do aparelho ligado. Qual é a piada de ver indicações num monitor quando a próxima saída é a 20 km do ponto onde nos encontramos. Não há cruzamentos nem entroncamentos. Não há semáforos. Não há radares. Não podemos fazer inversão de marcha – apesar dos engraçadinhos que por vezes tentam tal proeza. Não podemos parar. A próxima estação de serviço fica a 30 km. Só podemos andar em frente. Logo, porque carga d’água anda aquilo ligado?
Enfim, compreendo que, quando compramos um aparelho destes, a curiosidade leva a que o deixemos ligado para “confirmar a exactidão do GPS”. Mas, apesar de se venderem como “pãezinhos quentes”, não acredito que haja tanta gente a estrear um aparelho diariamente.
PS: © Imagem retirada de Elliot Moore sob licença Creative Commons.



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