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Orgulho e Vergonha

Orgulho pelo fantástico feito do S. C. Braga, um clube pequeno, que soube crescer sustentadamente e atinge o seu apogeu com a qualificação para a fase de grupos da Champios League.

Vergonha pela primeira página do jornal Record [sem link que não o merecem]:

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Obrigado Professor

Agora que é oficial, deixem-me dizer do que não gostei, do que não gosto e que não tenho memória curta.

Não gostei que um homem que nos defendeu nos últimos 4 anos seja dispensado assim…
Não gosto que um clube – o meu clube – trate assim o nosso maior defensor público nos últimos quatro anos…
Não tenho memória curta para me esquecer em que condições o prof. pegou na minha equipa, uns dias depois da final supertaça ganha ao Setúbal.

Foram 4 anos muito difíceis, com reconstruções de equipas em todas as épocas – que ninguém se esqueça que todos os anos a equipa base foi vendida – e em todos os 4 anos fomos melhorando:

  • Época 2006/07: 38 jogos, 25 vitórias (66%), 76/27 em golos
  • Época 2007/08: 46 jogos, 33 vitórias (72%), 81/24 em golos
  • Época 2008/09: 52 jogos, 33 vitórias (63%), 93/44 em golos
  • Época 2009/10: 51 jogos, 37 vitórias (73%), 108/44 em golos
  • Total: 188 jogos, 128 vitórias (68%), 358/139 em golos

Irónico como, matematicamente o prof. faz a sua melhor época e é dispensado.

Acredito que não tenha suportado a pesada derrota em Londres contra o Arsenal (5-0), a derrota no Algarve para a final da Taça da Liga (3-0) e, mais importante, não tenha conseguido garantir a presença na pré-eliminatória da Champions via 2º lugar no campeonato perdendo a posição para o Braga.

Foram 4 anos de ataques constantes e diários. Com lutas na secretaria e ataques na comunicação social. A tudo o prof. foi respondendo com categoria, vitórias e exibições q.b.. Da administração, nunca se ouviu uma palavra de apreço, de defesa do treinador e do grupo e de contra-ataque ao golpes que fomos sofrendo ano após ano. Estamos moles e este tipo de actuação não representa o meu clube.

Mas foram também 4 anos de vitórias, muitas. De alegrias, muitas também. E por isso, eu que não tenho memória curta digo-o sem problemas: Obrigado Professor Jesualdo.

PS: Quem vier a seguir terá um trabalho Herculano Hercúleo pela frente. Os sócios e adeptos querem nada mais nada menos que a Liga Europa e campeonato. Querem exibições de sonho e goleadas em todos os jogos. Querem encanto e serem encantados. Quem vier a seguir está lixado com f maiúsculo.

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Campeão de Inverno

Apesar de tudo:


© HenriCartoon

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Autárquicas 2009 | 2

Afinal o meu último post não foi o último sobre as autárquicas…

Pode ser que seja este.

Gostava de deixar no ar uma pergunta ao cada um dos candidatos mais prováveis a vencer a Câmara Municipal de Braga.

A Mesquita Machado pergunto o que pensa fazer em quatro anos que não tenha feito em 34.

A Ricardo Rio pergunto como se propõe libertar a cidade do muro de betão que a circunda.

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Autárquicas 2009

Vou dar o meu último contributo para ajudar os indecisos no voto do próximo domingo:

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Esclarecedor.

Via Avenida Central

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Braga vista de Lisboa

Braga
foto © fueg0

Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar.

Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga.

Toda a gente tem medo – e com razão – do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.
O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.

A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.

A primeira impressão foi a modernidade de Braga – pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.

Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra – que é outra cidade feliz de Portugal – também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.

Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra “Augusta. Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é “augusta” como a Avenida da Liberdade é da “liberdade” e a Avenida dos Aliados é dos “aliados”, mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.

Em Braga, a questão de se “comer bem” ou “comer mal” não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.
No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.

É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.
É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.
Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser.

(destaques meus)

Este texto foi publicado no último domingo na revista J, suplemento de domingo do jornal O Jogo. O seu autor? Miguel Esteves Cardoso.

Eu, que não sou de cá, mas que vivo cá desde os meus 3 anos, não passo sem a minha cidade. Todos os dias saio dela. Anseio todo o dia pelo regresso.

Do texto de Miguel Esteves Cardoso, não estou de acordo com tudo o que diz.

Não concordo que Braga tenha tudo.
Não tem.
Falta cultura.
Faltam espaços verdes.
Falta ordenamento.
Vai faltando segurança.

Falta obviamente um grande rumo para a 3ª cidade do país.

No entanto, nem tudo é mau nesta cidade. E o texto de Miguel Esteves Cardoso deve encher de orgulho os Bracarenses.

Braga, a cidade e o clube, merecem…

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Como?

Alguém que pergunte a este senhor se em mais de 30 anos como Presidente da Câmara Municipal de Braga não amealhou o suficiente para contratar um serviço de photoshop melhorzito.

Se não o fez, pode sempre pedir aos filhos, já que estes têm dinheiro para comprar bares ou farmácias no centro da cidade!
Ou mesmo ao genro, a quem emprestaram 100.000€, certamente para levar a cabo uma gestão eficiente na Braval…

O que não se admite, é que se apresente aos bracarenses, nesta triste figura:

Mesquita Machado

Mesquita Machado

PS: Imagem tirada daqui.

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Fim das Obras

Braga - Avenida da Liberdade

Quando em Março de 2008, o presidente do município de Braga dizia, numa entrevista ao Diário do Minho que, ou a Britalar ganhava o concurso para a requalificação do topo norte da avenida ou o concurso seria anulado e se mostrava convicto de que a obra seria aberta ao público 12 meses depois, torci o nariz.

Hoje, 17 ou 18 meses depois de começada a obra (com ou sem atropelos à lei) a Câmara Municipal de Braga e o seu presidente preparam-se para inaugurar a obra do mandato. Na próxima segunda-feira, pelas 07h da manhã a via é aberta ao trânsito e inaugurada um pouco mais tarde nesse mesmo dia…

Sabemos todos que o timming desta inauguração não é inocente. As eleições autárquicas estão à porta e as sondagens em Braga não têm sido favoráveis. Mesmo assim, aí está ele, o tubarão político que mais anos tem à frente de uma câmara no país, a mostrar trabalho e a colocar-se na pole position para mais um mandato.

Como disse aqui, não acredito que Mesquita Machado ganhe as próxima eleições, mas sei que os portugueses, quando chamados a votar, têm uma memória de merda

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