Olha para o que digo, não para o que faço
No passado fim-de-semana, o SL Benfica, através do seu director de comunicação veio criticar o preço dos bilhetes que a Académica de Coimbra cobrou.
… politica mercantilista de preços promovida pela Académica, que afastou sete mil espectadores deste jogo. Com bilhetes a 65 euros, é impossível promover o futebol em Portugal.
O que podemos constatar nós, no site do clube anfitrião, para a próxima jornada, um jogo com o todo poderoso Olhanense?

Mais valia estar calado!
Próximo Alvo: Portugal
Os mais atentos sabem certamente o que tem acontecido à Grécia.
Para os mais desatentos, deixem-me apenas dizer que a Grécia entrou em falência. Sem dinheiro para pagar aos seus credores e uma dívida que atinge o 300 mil milhões de Euros, a Grécia tinha duas soluções: ir ao mercado financiar-se a custos cada vez mais elevados [e arrastar o euro para essa aspiral negativa] ou pedir aos restantes membros da “zona euro” uma pequena ajuda.
O bailout aprovado a semana passada, no valor de 30 mil milhões de Euros, ajuda a Grécia a respirar um pouco e suaviza a pressão que os mercados internacionais têm colocado a Portugal e Espanha, e também, em menor escala à Itália e à Irlanda.
Os nossos políticos têm-se esforçado em tentar fazer passar a mensagem que a situação da Grécia não é sequer comparável à Portuguesa. É verdades, não é!
No entanto, um interessantíssimo artigo do NYTimes, assinado por Simon Johnson, economista britânico, antigo economista chefe do FMI e Peter Boone do Center for Economic Performance do London School of Economics mostra-nos que a nossa situação fácil.
Algumas passagens:
Por exemplo, apenas para manter o seu nível de endividamento actual e pagar juros anuais a uma taxa optimista de 5%, o país precisa de um superavit de 5.4% do PIB em 2012. Com um défice primário planeado de 5.2% este ano precisará de crescer a um ritmo de 10%.
É praticamente impossível de o fazer num regime de cambio fixo – i.e., a zona euro – sem um grande nível de desemprego. O governo pode esperar anos de alto desemprego e políticas duras, mesmo que seja apenas para sair desta confusão.
A solução?
Não há a não ser entrarmos em falência também:
A União Europeia, o Banco Central Europeu e os Gregos, todos provaram que a zona euro não tem limites para a dor, e o dinheiro da União Europeia estará sempre disponível para quem o quiser. Os políticos portugueses não podem fazer nada a não ser esperar que a situação piore e pedirem o seu bailout. Não há dúvidas que a Grécia pedirá por mais no próximo ano. E as nações que ingenuamente começaram o seu caminho de austeridade, como a Irlanda e a Itália certamente se perguntarão se não deveriam ter optado pelo caminho mais fácil.
O caminho que nos espera não será fácil. E atrevo-me a acrescentar que não temos um único político que nos valha.
Portal das Finanças
Estou há cerca de 3 horas a tentar entregar a declaração de IRS – já gravada e validada, felizmente – mas o Portal das Finanças só me devolve:
Um autêntico desastre!
Actualização: Menos de 5 minutos depois de colocar aqui esta entrada não é que consigo submeter a declaração?
Se o soubesse tinha metido a notícia no blog, há 3 horas.
De volta à terra
Que me perdoam os meus amigos verdadeiros benfiquistas (não são assim muitos), mas apetece-me dizer: finalmente!

[Foto: Lee Smith/Action Images]
Aproveitem e peçam à comunicação social para vos colocar de volta na terra que é o vosso lugar.
1º de Abril
Uma fantástica partida de 1º de Abril por parte do professor de matemática Matthew Weathers:
País de Treta
Este país não tem cura.
Está entregue à bicharada e não há quem deite a mão a isto.
Como é possível termos um país atrasado, com os ordenados mais baixos da Europa mas continuarmos a ter os nossos gestores de empresas, publicas e privadas, dos mais bem pagos por esse mundo fora.
Sim, isto vem a propósito da notícia de que António Mexia, presidente da EDP, ganhou 3.1 milhões de Euros o ano passado.
Parabéns caramelo
À mulher de César…
Caro Engº José Sócrates.
Certamente conhece o ditado popular…
Certamente dirá que é uma cabala contra si (mais uma).
Certamente terá (mais) uma explicação para o sucedido.
Nós, os patos, é que ainda não a estamos a ver…



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