Muitos de nós, quando vamos de férias ligamos o out-of-office para que os nossos colegas possam saber quando voltamos (ou que estamos indisponíveis).
Recebi hoje um out-of-office com o seguinte conteúdo:
Estou de Férias até ao próximo dia 04/01/10, para qualquer assunto relacionado com x, enviar email para y.
É caso para dizer, ricas férias…
PS: Por acaso já avisei os nossos admins que apenas ligarei o out-of-office quando me for permitido escolher que apenas quero enviar resposta para certos domínios. É que, sempre que activo o out-of-office lá se aumenta o spam que recebo…
Disclaimer: Este artigo tem 2 anos. Encontrei-o na minha lista de drafts, os artigos que nunca (ou ainda não) foram publicados. Acho-o mais actual que nunca, por isso passou a artigo…
Estava eu a percorrer os meus feeds rss e deparei-me com estepost num dos blogs que subscrevo…
Não hesitei em transcrever o post – do qual esta é a referência original…
Doze consequências de uma gestão de excelência:
Sei o que é esperado de mim no trabalho;
Possuo todos os materiais e equipamentos necessários para realizar o meu trabalho correctamente;
No trabalho tenho a oportunidade de fazer o que sei fazer melhor;
Na última semana recebi elogios ao meu bom trabalho;
O meu chefe preocupa-se comigo de um ponto de vista pessoal;
No trabalho encorajam o meu desenvolvimento pessoal;
No trabalho as minhas opiniões têm importância;
Os objectivos da minha empresa fazem-me sentir que o meu trabalho é importante;
Os meus colegas de trabalho estão empenhados em desenvolver trabalho de qualidade;
O meu melhor amigo trabalha comigo;
Nos últimos seis meses alguém no trabalho veio falar comigo sobre os meus progressos;
No último ano foram-me dadas oportunidades de formação.
No artigo original está também uma imagem sobre a motivação no trabalho e que também não hesito em “copiar”.
Os três tipos de empregados
Basicamente, mostra que os empregados activamente desligados da empresa são o maior perigo já que tendem a minar a confiança daqueles que estão desmoralizados ou mesmo dos que se sentem empenhados.
Para não dizerem que apenas os Ingleses sabem fazer coisas surpreendentes, cá fica partilhado convosco um trailer de uma iniciativa da Sonae Distribuição, aquando da abertura do novo centro comercial Dolce Vita Tejo:
Imaginem que na equipa, de futebol, onde jogam, são um entre mais de 200 jogadores…
Há a equipa titular, há os suplentes, há os que treinam todos os dias e há aqueles que, mesmo trabalhando afincadamente, nunca lhes é dada a oportunidade de serem convocados.
Imaginem agora que, sempre que um dos titulares é vendido ou um dos suplentes se lesiona gravemente, o treinador da equipa, em vez de promover a mais que justa promoção de alguém que já está na equipa e que conhece os cantos ao campo, contrata sempre mais alguém com entrada directa para a equipa titular…
Escusado será dizer que vos era exigido que marcassem 200 golos por ano e fizessem pelos menos 100 assistências, mesmo sem fazer qualquer jogo…
O que faziam?
Acho que está a chegar a altura de procurar equipa nova, agora que o campeonato está a terminar…Talvez entre directo para a equipa titular…
PS: Esta é, obviamente, uma história ficcional pelo que qualquer semelhança com a realidade é a mais pura das coincidências…
Não é novidade para ninguém que os tempos não estão fáceis.
As empresas têm dificuldade em arranjar financiamento, ou fazem-no a custos (quase) insuportáveis.
No entanto, fiquei abismado com um email de Steve Balmer, CEO da Microsoft, destinado a todos os funcionários da empresa e que foi hoje tornado público.
Em traços gerais, Balmer diz que as receitas da Microsoft no segundo trimestre de 2008 foram apenas de 16.6 mil milhões de dólares, com um crescimento de apenas 2% em relação ao mesmo período de 2007 e 900 milhões de dólares abaixo do previsto.
Continua com uma lenga-lenga empresarial que não interessa nem ao menino Jesus e termina com os inevitáveis (na opinião dele, claro) despedimentos. No total, 5000 pessoas.
É isto que me choca. E choca-me devido à empresa que é, ao historial que tem e a tudo aquilo que representa.
É sabido que a Microsoft exige lealdade total aos seus funcionários. E com esta atitude, a Microsoft não devolve qualquer lealdade aos mesmo funcionários que ajudam o gigante a ser quem é.
Mais chocante de tudo é perceber que, não é por estar mal financeiramente que haverá despedimentos. É porque é necessário não deixar que os accionistas vejam o seu rendimento ou investimentos cair.
É perceber que, mesmo em altura de crise como não se viu nas últimas décadas, as receitas crescem, mas desculpam-se na crise para realizar despedimentos.
É perceber que uma empresa que não tem problemas de capital, e que consegue recorrer ao crédito se necessário, sente necessidade de despedir, porque as receitas foram 6% abaixo do previsto… 6 por cento!
Mas, com os males da Microsoft posso eu bem.
Infelizmente, o Minho atravessa um grave problema de emprego. Com as devidas distâncias em relação à Microsoft, os casos de despedimentos sucedem-se.
O que não se pode aceitar, seja na Microsoft ou no Minho, é que os administradores se desculpem com a crise para encher os bolsos, distribuir prémios chorudos pelos conselhos de administração e no final, esquecer de pagar os subsídios ou mesmo os ordenados. E isso, é também o que está a acontecer um pouco por todo o mundo.