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Lei da Cópia Privada

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Disclaimer: não deve ser lido por olhos sensíveis e menores de 18 anos. O uso do calão é frequente. Não digam que não avisei…

Anda meio mundo escandalizado porque está hoje em discussão, na assembleia da républica (sem maíusculas), o Projecto de Lei 118/XII.

Como o outro meio mundo não faz a puta da ideia do que é o Projecto de Lei 118/XII, vou tentar explicá-la de forma simples.

Há um artigo qualquer de uma lei antiga como o caralho (vá lá, é de 98) que estabelece que, em alguns produtos, o preço deve ser agravado em x% para pagar a actores, artigas, interpretes, etc, mas que apenas quer dizer que é dinheiro reservado para a SPA.

Ora, agora, com a tentativa de aprovação do Projecto de Lei 118/XII, para além da revisão deste valor, incluem-se um conjunto de produtos que até agora não eram objecto da lei antiga como o caralho.

Vamos a exemplos.

  • Taxa de 0,02€/GB para cada disco rígido com mais de 150Gb acrescido de 0,005€/GB para discos com capacidade a 2TB;
  • Taxa de 0,06€/GB em discos multimédia;
  • CD’s não regraváveis? 0,03€/GB;
  • CD/RW? 0,05€/GB
  • Memórias USB e outros suportes como cartões de memória integrados noutros dispositivos (exemplo, telemóveis): 0,06€/GB
  • Impressoras:
  • Até 9 p.p.m – 10€
  • Mais de 70 p.p.m – 227€

Mas pior que isto tudo, é o Artigo 5º do Projecto de Lei.

Diz assim:

ARTIGO 5.°

(Inalienabilidade e irrenunciabilidade)

A compensação equitativa de autores, e de artistas, intérpretes ou executantes, é inalienável e irrenunciável, sendo nula qualquer cláusula contratual em contrário.

Tradução? Claro.

Eu, como autor que sou – afinal tenho um blog – posso (faço-o, ver em baixo) licenciar as minhas obras em Creative Commons e incentivar a reprodução das mesmas, não posso impedir a SPA de taxar sobre o meu material. Pior que isso, não tenho acesso, a não ser que seja sócio da SPA, a qualquer dividendo taxado sobre a minha publicação!!!

Isto, meus amigos, é roubo escancarado.

Dizer que uns engravatados quaisquer, em Lisboa ou noutra cidade qualquer, podem receber uns trocos à minha pála.

Dizer que, com a aprovação deste Projecto de Lei, sou tomado como um criminoso porque, estou a ser taxado por algo que posso nem sequer usufruir.

Outro exemplo: a lei diz que é ilegal qualquer cidadão circunscrever qualquer limitação que impeça a cópia de obras protegitas pelo direito de autor – vulgo DRM. Mas, se este projecto de lei for aprovado, estou a ser taxado pelo direito de fazer cópias privadas de algo que me é impossível realizar – um CD protegido com DRM!

Mandei ontem um mail aos grupos parlamentares com acento na assembleia da república (sem maiúsculas). Apenas o Bloco de Esquerda se dignou responder.

Hoje, Carlos Zorrilho, líder parlamentar da bancada do Partido Socialista, foi twittando sobre o assunto, e o Projecto de Lei 118/XII desceu à especialidade sem votação, o que não sendo uma vitória é melhor do que aquilo que era esperado para hoje, em que se chegou a equacionar – ironia da ironia – aprovar o Projecto de Lei na generalidade e corrigir “distorções ou injustiças” na especialidade. Assim tipo, à imagem de, fazemos agora a merda e depois de levarem com o cheiro, nós colocamos um perfume janota para se calarem.

Muito sinceramente, este país que amo não merece os políticos que (se) governam (dele). A mim, a medida pouco efeito terá. Já compro 99% do meu material informático online em lojas longe de PT. Para além do preço, consigo ter uma assistência técnica infinitamente superior.

Mas não é isso que me move. É o princípio. O princípio destes políticos da treta pensarem que são mais chico esperto neste país de chicos espertos. Os políticos da treta – para não chamar da merda – de acharem que podem sempre pedir um pouco mais a um povo que apenas lhes pedem que os deixem trabalhar em paz e sossego. De acharem que podem agradar a uns – SPA – esquecendo aqueles – muitos – que os elegem para onde estão… sim… os burros do eleitores…

Written by António Soares

Janeiro 6th, 2012 at 6:57 pm

Troca

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É só para avisar que troquei isto:

por isto:

 

E é só!

Written by António Soares

Agosto 31st, 2011 at 3:08 pm

Para memória futura [IV]

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No dia em que Steve Jobs deixa a Apple e a empresa continua com uma das maiores capitalizações bolsistas, fica aqui o registo da sua cotação para memória futura.

Market cap: 341,94 Mil Milhões de USD

Written by António Soares

Agosto 25th, 2011 at 3:11 pm

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O meu brinquedo novo

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É sabido que ao longo dos tempos tenho tido os meus mimos. Também mereço.

Desta vez, depois do ano passado ter mandado vir de UK um HTC G1 – o primeiro telemóvel do mercado com o sistema operativo Android – decidi que era tempo de trocar de telemóvel.

Perdi-me de amores pelo novo Samsung Galaxy S – em Portugal em exclusivo na TMN ou a um preço pornográfico em algumas lojas mais selectas.

Após quase duas semanas, o que posso dizer?

  • Tem um ecrã absolutamente fantástico. Ainda não vi um iPhone 4, mas tenho as minhas dúvidas que seja possível fazer melhor. A cor preta é realmente preta. O branco é tipo Tide – branco mais branco não há. As aplicações que tinha no G1 ganham outra vida;
  • Tem uma resposta muito boa – então se o compararmos ao G1, bem… não tem comparação;
  • Finíssimo. E levíssimo.
  • Uma câmara fotográfica capaz (mas nada de extraordinário) e uma câmara de filmar que consegue 720p com 30 fps – trocando por português filma em qualidade HD Ready;
  • Uma performance gráfica acima do normal;
  • Um teclado virtual viral, que, tal como uma feiticeira saída do seu castelo, adivinha praticamente todas as palavras que lhe debito isto tudo sem sequer levantar o dedo do ecrã – vejam mais aqui;
  • Pormenores engraçados como o que descobri ontem – abrir a aplicação para tirar fotografias, escolher o modo panorama e ir rodando o telefone à medida que ele vai pedindo. No final sai uma foto panorâmica de 180º.

Mas nem tudo são rosas. Ou melhor, nas melhores rosas temos sempre alguns espinhos:

  • O GPS é intragável e praticamente impossível de usar de tanta informação errada que dá. A Samsung já afirmou que o problema virá corrigido no upgrade para a nova versão do Android. As leituras que fiz por essa net fora indica que o chip que acompanha o aparelho é “de última geração”, mas o software tem alguns erros e não consegue fixar o número mínimo de satélites para ter leituras fidedignas.
  • A bateria. Seja neste seja noutro aparelho do género – smart phones – é inadmissível que a bateria dificilmente chegue aos 2 dias. Sim, eu sei que podemos prescindir de alguns serviços para aumentar o tempo de vida útil de cada carga, mas porra, o aparelho não é para usar e abusar?

Nota final: Estou a adorar. Ainda não é o tal. Mas está muito, muito perto.

nota: Eu sei quem vai comentar… Um beijo também para ti!

Written by António Soares

Setembro 7th, 2010 at 11:25 pm

PC Anti-Stress

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Por estes dias tenho andando desesperado.

E ando desesperado porque o meu portátil de trabalho, um Lenovo R400, tem andado lento. Lento nem é a melhor palavra. Talvez parado se adeqúe melhor.

Não satisfeito, fui à procura de uma solução, já que não sou gajo para me conformar.
Quase por acaso, encontrei no Lifehacker, um artigo de um novo software que permitiria um milagre: a redução do tempo de boot do computador.

Verdade seja dita, já testei alguns destes software’s milagrosos, sempre sem grandes resultados.

Desesperado como estava, não custou muito para carregar em download e instalar.

Primeiro pedido do software: fazer um reboot para analisar o tempo de boot actual:

Cerca de 6 minutos depois tinha a resposta.

Pior que isso, sem arrancar qualquer programa, apenas por ligar o portátil, ficava com mais de 1Gb de memória ocupada.

É aqui que entra o Soluto.

Começa por analisar todos os programas que tenho no arranque do sistema operativo, e sugere o que fazer com cada uma delas.
Retirar do boot, atrasar o seu arranque para quando o portátil estiver sem actividade ou simplesmente não fazer nada, são as opções disponíveis em cada programa.

No meu caso particular tinha 91 programas a arrancar com o sistema operativo.

Depois de analisar caso a caso e fazer novo reboot, fiquei com:

Passei para 36 – 6 opcionais e 30 obrigatórios pelo sistema operativo – e passei a poupar quase 4 minutos no tempo de arranque. Comprovadamente.

Melhor que isso, o meu consumo de memória baixou abruptamente e já não demoro 10 minutos para arrancar o Firefox. O portátil parece mais leve e está funcional. Passei uma série de programas de arranque para quando o portátil estiver mais desocupado – o dropbox, por exemplo – e desactivei outros que não preciso ou não uso a toda a hora – skype e itunes, são dois exemplos…

O resultado final é mesmo fantástico.

Por isso, deixo-vos a minha recomendação de fim-de-semana: Soluto.

Disclaimer: como sempre, não sou responsável por danos ou perdas que possam ter nos vossos computadores por seguir as minhas dicas. Usem as mesmas com precaução. :)

Written by António Soares

Junho 12th, 2010 at 5:33 pm

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Guia planetasoares | 2

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Quantas vezes já se perguntou?

Como me proteger (ou os meus filhos) daqueles sites maldosos?

Para quem é pai e tem os filhos a descobrir a Internet, acredito que seja algo que vos passa pela cabeça.

A minha resposta no entanto é sempre a mesma: supervisão e educação! Não há nenhuma ferramenta capaz de a/o substituir nessa tarefa.

Há no entanto algumas coisas que pode fazer para minimizar a possibilidade de os seus filhos irem parar a um site indesejado enquanto cozinha e não tem tempo para estar com ele/ela no escritório.

A minha sugestão: altere o servidor de DNS e mude-se de armas e bagagens para o OpenDNS… :P

Mas que carga d’água é o DNS?

Sim, eu sei. Estava à espera da pergunta.

DNS – Domain Name System – é aquilo que toda a gente na Internet usa. É o que lhe permite transformar o google.com em 208.69.34.230 (número IP)  para que o browser – aquilo que usa para navegar na Internet saiba para onde ir.

Por omissão, quando configura o acesso à Internet usa os servidores de DNS do seu ISP – Internet Service Provider.

A minha sugestão é que altere esta configuração para passar a usar os servidores da OpenDNS.
opendns-logo

E que raio é isso do OpenDNS?

OpenDNS é uma empresa que se posiciona como uma alternativa aos servidores de DNS do seu ISP. Para além do serviço básico de tradução do nome do site que em números IP, fornece-lhe uma série de serviços complementares, completamente grátis.

O que é que isto tem a ver com a segurança?

Tudo. Se o seu filho escrever playboy.com como um site a visitar e lhe aparecer outra página qualquer ou se o seu filho escrever drogen-wissen.de e em vez de uma farmácia onde pode comprar alguma drogas lhe aparecer uma advertência que não pode visitar esse local, toda a experiência de navegação fica mais segura.

Playboy.com blocked

Como é que tudo isto funciona?

Bem, para começar o sistema depende de algumas coisas. A primeira é que já têm um catálogo imenso de sites catalogados. Já sabem indicar que o site A é considerado pornográfico ou que o site B contém malware.

Depois, apenas tem que escolher que grau de filtragem deseja para a sua navegação. Existem 5 graus já definidos:

OpenDNS Filtering Level

Se nenhuma destas 5 pré-definições o satisfizerem, podem sempre ajustar a gosto o que pretendem e não pretendem filtrar:

OpenDNS custom filter

Pode depois, adicionar sites a uma lista de rejeição individual – pode por exemplo deixar activa a categoria Television mas querer rejeitar o acesso ao site da tviou pode criar uma lista de aceitação individual, como por exemplo rejeitar completamente a categoria webmail mas incluir o gmail.com como site autorizado.

Quantos programas tenho que instalar para isto tudo funcionar?

Nenhum! E esta é a melhor parte. Não tem que instalar (quase) nada. O sistema funciona, como disse no inicio, alterando o servidor de DNS que usa para o da OpenDNS. Apenas com esta alteração fica automaticamente protegido contra phishing.

Aconselho vivamente a criar uma conta free, ver este vídeo de como configurar uma conta e começar a navegar com mais segurança.

OpenDNS é uma maneira excelente de proteger os seus filhos da Internet  (ou proteger a Internet dos seus filhos) mas não só. Com um pouco de paciência permite melhor a vida de utilizadores avançados.

Written by António Soares

Dezembro 19th, 2009 at 9:00 am

Guia planetasoares | 1

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Vou iniciar hoje uma série de posts com ênfase naquilo que considero as melhores práticas (sejam de segurança, de backups ou outras) no mundo da informática de consumo.

Como devo guardar aqueles ficheiros especiais?

Esta é uma pergunta que me chega de forma recorrente.

Na realidade, na maior parte dos casos a pesquisa da resposta é às perguntas:

  1. Se perder o meu portátil, alguém mal intencionada consegue aceder aos meus ficheiros?
  2. Um convidado consegue, mesmo inadvertidamente, ver o conteúdo de algumas pastas que tenha no computador? É evitável?

A minha resposta é sempre: Sim. Sim, a todas as questões.

Inevitavelmente nasce a seguir a pergunta:

O que fazer?Truecrypt logo

Não tenho soluções mágicas. Mas posso partilhar aquilo que eu faço e os programas que uso…

Para responder a este tipo de questões faço o download do programa TrueCrypt.

O TrueCrypt é um programa open-source – por acaso também é gratuito – que nos permite criar um disco virtual acessível apenas através de uma password.

Existe uma versão para Windows (todos os seus sabores nas versões 7, Vista e XP), Linux e Mac OS X.

TrueCrypt Create Virtual Disk

O software permite-nos criar o disco virtual de três formas distintas:

  1. File container: criamos um disco virtual que será guardado num ficheiro;
  2. Volume within a non-system partition/system: pen’s usb inteiras ou discos externos;
  3. System partition or entire file system: todo um disco do computador onde trabalhamos.

Até agora só tenho sentido necessidade de usar como file container que é, provavelmente, a forma mais simples de usar o programa.

Escolhe-se um nome para o ficheiro (segredos.tc), indica-se o tamanho desejado (10Gb é um bom começo) e aguarda-se uns minutos para que o ficheiro seja gerado no local que indicarmos.

Depois de criado o disco virtual, apenas temos que o montar como se de uma drive ou disco externo se tratasse.

TrueCrypt Mount Option

Depois? Bem, depois é só usar e esquecer que tem ali aquela drive que lhe permite gravar para lá o que quiser – os seus documentos de fuga aos impostos, as fotos da vizinha em biquíni (ou sem biquíni :) ) ou o programa pirata que o seu patrão não o deixa ter…

Se pretender ter acesso aos seus dados noutro computador, apenas precisa de copiar o ficheiro (segredos.tc) para outro local, instalar o TrueCrypt e montar o ficheiro como uma drive.

Written by António Soares

Dezembro 6th, 2009 at 1:35 pm

Fórmula 1 e Telemóveis

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Written by António Soares

Abril 2nd, 2009 at 3:14 pm