Archive for the ‘portugal’ Category
O jardim do João
Vamos todos imaginar…
O Hugo – para quem não sabe, é o meu filho mais velho – portou-se mal. Não. Portou-se mesmo muito mal.
Eu, como responsável pela sua educação o que faço? Viro-me para a avó, ou mesmo para as tias dele e digo-lhes que a mãe não podia fazer nada, não tinha forma de saber, mas que ela, a mãe – a mãe, não eu – ia garantir que a educação dada a partir daquele momento não permitiria que tal comportamento se repetisse. Quanto ao que se passou, nem uma palavra minha.
Qualquer semelhança entre esta estória e as palavras do Sr. Silva hoje nos Açores é mera ficção.
Já tinha dito aqui em Dezembro de 2010 e reitero agora de forma absolutamente convincente: Cavaco Silva é o pior presidente de Portugal de que eu tenho memória! E felizmente (ou infelizmente) a minha memória não me costuma atraiçoar…
Quanto ao sr. Jardim e às suas falcatruas, só lhe digo: badamerda!
Fosse eu a mandar na merda deste país e, no momento em que admitiu ter incorrido num crime, exonerava-o imediatamente “em legítima defesa”!
Como neste país não há coragem (política) para fazer nada, o “rabbit” embarca para Nova York e quem ficar cá que tome conta desta pouca vergonha!
O povo? O povo que se foda e que pague os quase 2.000.000.000 € – dois mil milhões de euros - que este louco escondeu e gastou. Para poder agora fazer três inaugurações por dia até ao dia das eleições, a 9 de Outubro…
Aumento de quanto?
A mim não me choca que proponham aumentar a electricidade em 30%.
É um número. Tal como 20 ou 40 ou 200.
O que verdadeiramente me choca é que não é a EDP a propor este aumento….
© foto por Tiago Daniel
Razão antes de tempo
Agora que o FEEF/FMI chegou, que o presidente se prepara para fazer a sua parte e que Portugal se prepara para assinar o memorandum de entendimento com a União Europeia, vamos ver duas coisas:
- Quantos meses demorará à Espanha fazer o mesmo;
- Qual dos 4 países – Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha – será o primeiro a pedir para sair do euro.
Porque não um entendimento comum e alargado de esquerda que colocasse em consideração ao portugueses esta opção no próximo dia 05 de Junho?
PS: Parece que os deputados sociais-democratas – e não só – não estão na disposição de abdicar de alguns direitos. O povo que o faça por eles.
Leitura do Dia – I
Leitura recomendada do dia: aqui!
SMS do dia – I
Como ganhar 100.000 votos num dia? Assim!
Politiquices III

Eu prometo que é a ultima vez que falo sobre política nos próximos tempos:
“Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA. Ele vale 20% para quem tem muito como para quem tem pouco“.
Pedro Passos Coelho, no livro “Mudar”, editado em 2010.
“Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não para impostos sobre o rendimento das pessoas“.
Pedro Passos Coelho, ontem, 24 de Março de 2011, em Bruxelas.
Sabemos ao menos para o que vamos já que, ainda não foi eleito, e já não consegue manter a palavra…
visto no massa monetária
Para memória futura [III]
Quem paga a crise:
Clique na imagem para aumentar.
Imagem surripiada do jornal público e retirada do Ladrões de Bicicletas.
Politiquices II
O país acordou para um novo dia.
Depois de um dia de ontem em cheio, o povo acordou com algumas surpresas mas continua sem dinheiro no bolso. Nada de novo.
Nada?
Não é bem assim. Ouvi de manhã na TSF, Miguel Relvas a afirmar que o aumento de impostos, nomeadamente o IVA, pode ser uma realidade.
Na realidade, é algo que sabemos pode ser necessário – seja num governo mais à direita seja num governo mais à esquerda.
A novidade aqui – pelo menos para mim – é que o PSD já fala com se fosse governo.
Chumbaram ontem um PEC, que contemplava medidas duras é verdade e que não era garantia que não teríamos mais medidas de contenção. Chumbaram um pacote de medidas com as quais até concordam, apesar de apenas parcialmente. Enviam uma carta ao mercado em que dizem não acreditar que o PS seja capaz de tomar medidas duras “principalmente na base alargada de apoio que constitui a função pública”.
Quem quiser ler nas entrelinhas sabe o que nos espera.
Privatização do serviço nacional de saúde, privatização do ensino – no fundo dois dos poucos serviços aonde se pode ir buscar algum dinheiro – e reformulação total da função pública…
Não me vou alongar muito mais já que não quero caír no mesmo erro que Passos Coelho – falar como se já fosse governo – mas penso que aquilo que muitos dão como certo – a vitória do PSD, mesmo que coligado com o CDS/PP – pode não ser algo tão certo como isso.
Por fim, não posso deixar passar a nota de que, mais uma vez, o sr. Presidente foi, no mínimo deselegante. Não fazendo uma comunicação directa ao país, não aguardou que Sócrates viesse para a televisão se chorar e deu-nos a novidade a partir da página oficial da presidência na internet. Desta vez, ninguém o pode acusar que não teve tempo…
PS: Acabo de ler no público que Pedro Passos Coelho espera que Portugal fique fora de um resgate europeu. Só consigo esboçar um sorriso irónico para quem ontem se outorgava com autoridade para “não apresentar qualquer alternativa“. Leio no LeMonde que Pedro Passos Coelho “espère que les prochaines élections vont permettre d’obtenir un gouvernement plus fort, capable de maîtriser le déficit avec un programme de consolidation budgétaire plus sévère que celui que nous avions” (destaques meus).
Para que não fiquem dúvidas. Se precisarem, eu traduzo!




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