Archive for the ‘portugal’ Category
Os mais atentos sabem certamente o que tem acontecido à Grécia.
Para os mais desatentos, deixem-me apenas dizer que a Grécia entrou em falência. Sem dinheiro para pagar aos seus credores e uma dívida que atinge o 300 mil milhões de Euros, a Grécia tinha duas soluções: ir ao mercado financiar-se a custos cada vez mais elevados [e arrastar o euro para essa aspiral negativa] ou pedir aos restantes membros da “zona euro” uma pequena ajuda.
O bailout aprovado a semana passada, no valor de 30 mil milhões de Euros, ajuda a Grécia a respirar um pouco e suaviza a pressão que os mercados internacionais têm colocado a Portugal e Espanha, e também, em menor escala à Itália e à Irlanda.
Os nossos políticos têm-se esforçado em tentar fazer passar a mensagem que a situação da Grécia não é sequer comparável à Portuguesa. É verdades, não é!
No entanto, um interessantíssimo artigo do NYTimes, assinado por Simon Johnson, economista britânico, antigo economista chefe do FMI e Peter Boone do Center for Economic Performance do London School of Economics mostra-nos que a nossa situação fácil.
Algumas passagens:
Por exemplo, apenas para manter o seu nível de endividamento actual e pagar juros anuais a uma taxa optimista de 5%, o país precisa de um superavit de 5.4% do PIB em 2012. Com um défice primário planeado de 5.2% este ano precisará de crescer a um ritmo de 10%.
É praticamente impossível de o fazer num regime de cambio fixo – i.e., a zona euro – sem um grande nível de desemprego. O governo pode esperar anos de alto desemprego e políticas duras, mesmo que seja apenas para sair desta confusão.
A solução?
Não há a não ser entrarmos em falência também:
A União Europeia, o Banco Central Europeu e os Gregos, todos provaram que a zona euro não tem limites para a dor, e o dinheiro da União Europeia estará sempre disponível para quem o quiser. Os políticos portugueses não podem fazer nada a não ser esperar que a situação piore e pedirem o seu bailout. Não há dúvidas que a Grécia pedirá por mais no próximo ano. E as nações que ingenuamente começaram o seu caminho de austeridade, como a Irlanda e a Itália certamente se perguntarão se não deveriam ter optado pelo caminho mais fácil.
O caminho que nos espera não será fácil. E atrevo-me a acrescentar que não temos um único político que nos valha.
Estou há cerca de 3 horas a tentar entregar a declaração de IRS – já gravada e validada, felizmente – mas o Portal das Finanças só me devolve:
Um autêntico desastre!
Actualização: Menos de 5 minutos depois de colocar aqui esta entrada não é que consigo submeter a declaração?
Se o soubesse tinha metido a notícia no blog, há 3 horas.
Este país não tem cura.
Está entregue à bicharada e não há quem deite a mão a isto.
Como é possível termos um país atrasado, com os ordenados mais baixos da Europa mas continuarmos a ter os nossos gestores de empresas, publicas e privadas, dos mais bem pagos por esse mundo fora.
Sim, isto vem a propósito da notícia de que António Mexia, presidente da EDP, ganhou 3.1 milhões de Euros o ano passado.
Caro Engº José Sócrates.
Certamente conhece o ditado popular…
Certamente dirá que é uma cabala contra si (mais uma).
Certamente terá (mais) uma explicação para o sucedido.
Nós, os patos, é que ainda não a estamos a ver…
Em Janeiro deste ano, fiz uma série de previsões sobre como correria este ano.
Acho que é chegada a altura de contabilizar como me saí enquanto concorrente directo das Maias deste país.
clique para aumentar
Três em cada quatro entradas com 100% de acerto, não é nada mau.
Algumas notas, no entanto:
- Acredito que mais cedo ou mais tarde, Mourinho sairá para do Inter de Milão. O confronto com o Chelsea em Fevereiro pode ser decisivo;
- Contabilizei com acertada a saída de Manuela Ferreira Leito do PSD, já que esta já confirmou que não se recandidatará;
- Algumas estimativas são difíceis de contabilizar:
- A crise mundial agravou-se ou melhorou?
- Os Israelitas e Palestinianos pararam de se matar mutuamente?
- O Boavista, não subindo de divisão, desapareceu?
Foi um bom exercício que não sei se repetirei para 2010.
Parece que de Lisboa para Sul a terra tremeu e ninguém se calou com o assunto durante umas horas.

Se isto é assim por causa de um peidito de caca de tamanho 5.7, imaginem como vai ficar a capital no domingo, lá pelas 22h15m.
Ah, e a notícia que o sismo foi sentido em todo o país é claramente exagerada…
Afinal concretizou-se.
A RedBull Air Race vai mesmo mudar-se de armas e bagagens para a capital do império.
Pessoalmente até penso que a perda não é enorme e irrecuperável.
Mas o que está em causa não é esta mudança em particular. É a incapacidade do poder central de encaixar algo de positivo, algo de visibilidade global fora da capital.
Como se comprova aqui, há muito tempo que o Porto e o Norte vêm perdendo protagonismo.
E este é o país desequilibrado que estamos a deixar criar. Temos uma região (Lisboa e Vale do Tejo) com uma riqueza bem acima da média europeia. Depois temos o norte, a terceira região mais pobre da Europa (do conjunto dos países que entraram até 1986) apenas ultrapassado pela Guiana Francesa e pela zona de Dytiki Ellada, na Grécia.
No entanto, nem tudo é negativo.
Como diz Pinto da Costa:
Portugal é cada vez mais um país estrangulado e centralista. Os momentos que se vivem no nosso país são extremamente delicados e difíceis para todos aqueles que querem fazer alguma coisa fora da capital do império.
Por mais pasquins que Lisboa tenha ao serviço e à promoção dos seus clubes e entidades, vamos continuar a lutar com a dignidade das gentes do Norte, com as gentes deste país, de Norte a Sul, que não se confundem com o poder centralista da capital.
O FC Porto está a mais no país que temos, mas é necessário para o país que nós queremos que Portugal seja.
Quanto à RedBull Air Race. Façam bom proveito!
A RTP, televisão de Lisboa e do Porto que às vezes se lembra de dar notícias sobre o resto do país para ilustrar a província, recebe mais dinheiro dos nossos impostos do que a CP que gere os comboios de todo o país.
Os Metros de Lisboa e do Porto recebem 40,5 milhões de euros. Enquanto isto, as populações de Mirandela, Amarante e Vila Real foram privadas da ferrovia.
A Carris e a STCP recebem 74 milhões de euros enquanto as transportadoras públicas do resto do país não recebem nada.
As assimetrias são escandalosas e inexplicáveis. Olhando para isto só me apetece perguntar porque é que não vendem a RTP, privatizam a CP, Metros, Carris e STCP. Depois salve-se quem puder. Agora obrigarem-me a pagar os meus transportes em bilhetes e os dos outros em impostos é que não.
Escandalosamente roubado daqui.
Actualização: Este plágio foi realizado antes desta entrada e programado para aparecer apenas Às 09h00 do dia 17/12.