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Quem tentou aceder a este site durante o dia de ontem só via uma coisa:

Isto aconteceu porque este site estava a ocupar mais de 40% dos recursos do computador em que está alojado. Obviamente, sendo um servidor partilhado (de que outra forma tinha eu dinheiro para ter um site na internet?) não é justo para os restantes utilizadores do mesmo servidor ficarem com uma fatia muito menor dos recursos que todos partilhamos de igual forma.
A empresa em que tenho o site alojado achou por bem suspendê-lo temporáriamente mas demorou quase 24 horas a responder aos meus pedidos de acesso para que eu conseguisse corrigir a situação.
Penso que agora o meu consumo de recursos computacionais está a um nível aceitável e peço-vos desculpa pela indisponibilidade do site durante o dia de ontem.
Espero sinceramente que esta situação não se repita ou terei que tomar medidas mais drásticas – seja comprar um alojamento com outro nível de serviço (o que não se justifica para um simples blog pessoal) ou seja mudar de empresa de alojamente – e tenho este pago até Agosto de 2009.
Anda meia blogosfera a combater outra meia, devido à estúpida reportagem que a SIC resolveu colocar no ar…
A primeira vez que li sobre o assunto foi no blog da Maria João Nogueira, no seu “Os pais do Magalhães“. Daí saltei naturalmente para o 5dias e o seu “vagina, gata e outros perigos“. Devorei os comentários deste e tenho que chegar à conclusão que nenhum governo pode alguma vez agradar a todos. É impossível…
Também o Paulo Querido falou no caso, assim como o João Silas…
Mas deixei propositadamente para o fim os dois links que melhor ilustram o estado actual desta situação e os quais subscrevo por inteiro…
Curiosamente, ou talvez não, são ambos do Marco Santos, no seu Bitaites. Primeiro com um post intitulado “Quando as putas dão lições de moral” e já hoje com o “Magalhães e as vaginas como «desmancha-prazeres»“.
São tudo leituras a não perder…
Sinceramente não sei, mas desconfio que seja um problema meu.
Provavelmente serei, neste rebanho global que chamamos Mundo, uma ovelha tresmalhada. Mas não consigo imitar os méé’s histéricos que se apoderam deste País em algumas situações…
Vem isto a propósito dos Jogos Paralímpicos a decorrer neste momento em Pequim.
Mas o que tem este gajo agora contra os jogos paralímpicos?
Esta deve ser provavelmente a pergunta que vos assola neste momento e aqui chegados. Para vos poupar trabalho de lerem até ao fim, posso já simplificar e responder: nada!
Aliás, acho meritório tudo aquilo que por lá se consegue realizar e o realizar do sonho de diversos atletas, muitos deles com grandes sacrifícios pessoais para lá conseguir chegar.
O meu problema passa mesmo pela estúpida, arrogante e desprestigiante cobertura jornalística que as nossas televisões, as nossas rádios e os nossos jornais fazem deste evento.
Tal como aconteceu com a maior parte dos atletas que integravam a comitiva Portuguesa nos Jogos Olímpicos, a maior parte destes atletas – para não dizer 100% – são completos desconhecidos no seu País, esquecidos pela comunicação social e pela sociedade.
No entanto, estão dispostos a grandes sacrifícios para dedicarem, de 4 em 4 anos, 2 semanas das suas vidas em representação deste país que deles e delas não quer saber.
Mas o que se vê na comunicação social? A sede estúpida e cega de medalhas. Queremos é ganhar medalhas e contabilizar medalhas.
Mas não me interpretem mal… Apesar das dificuldades que muitos destes atletas passam diariamente, são, provavelmente, os últimos a querer ser tratados de forma especial ou diferente. E não é isso que pretendo.
O que pretendo, e mesmo fazendo o mea culpa, é perguntar onde andam os canais de televisão quando, um invisual, atleta ou não, não tem um passeio onde circular em segurança nas nossas grandes cidades. O que pretendo é saber quantos artigos de opinião escreveram os directores dos grandes diários nacionais alertando para a falta de condições de acesso das construções, novas ou velhas, das instituições públicas.
Ou eu ando enganado neste País, ou não podemos simplesmente fechar os olhos a todos os atropelos à lei e à ética durante quatro anos e, de repente, ter um súbito interesse pelas modalidades praticadas por estes Portugueses.
E sim, eu também sou parte do problema. Também ignoro os seus problemas e dificuldades durante todo o ano. Mas não exijo medalhas nem apareço apenas para a fotografia a dizer que é “o dia mais bonito do meu mandato“.
Foi ontem assinado em Varsóvia, capital da Polónia, um acordo para a instalação de parte do escudo anti-míssil norte-americano na Polónia. O pretexto: a defesa do estado americano contra um imaginário ataque bélico por parte do Irão.
O acordo prevê a instalação de 10 misseis de intercepção com um alcance máximo de 3 mil km, a cedência, por parte dos Estados Unidos de 96 misseis Patriot de última geração para defesa aérea e contra mísseis de curto alcance e também a obrigação dos Estados Unidos defenderem a Polónia de ataques externos obrigando estes a um tempo de resposta significativamente mais baixo que a NATO. NATO da qual a Polónia faz parte juntamente com mais 25 países entre eles os Estados Unidos da América.
Olhando agora para os termos do acordo, na minha opinião, algo não bate certo.
Que eu saiba, a Polónia entrou em 2004 para a União Europeia juntamente com Malta, Chipre, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, República Chega, Eslováquia e Hungria. Ao entrar na União, a Polónia passou a estar, automaticamente sobre protecção da Politica Europeia de Segurança e Defesa e que deveria ter sido rectificado pelo Tratado de Lisboa.
Posto isto, compreendo se calhar um pouco melhor agora a recusa do presidente polaco em rectificar o tratado, justificando tal medida com a questão Irlandesa da não rectificação do mesmo.
Independentemente disto tudo, estranho também o silêncio aterrador da Presidência da União Europeia, na pessoal do seu Presidente Nicolas Sarkozy. Estranho o silêncio aterrador da Comissão Europeia e do seu Presidente José Manuel Barroso.
Por outro lado, não estranho o ruído que esta notícia causa pelas esferas políticas e militares da Rússia. Imagino que não seja fácil para um país como a Rússia, ter um sistema anti-míssil a 200km das suas fronteiras. A reacção, segundo os responsáveis russos será dura e não ficará limitada a palavras de circunstância. Há até quem especule que a assinatura do acordo abrirá um pretexto para a Rússia atacar a Polónia.
O que se seguirá?
Não costumo fazer futurologia. Mas não me parece difícil perceber que a relação EUA – Rússia – EU ficará muito mais delicada. Acredito também que, à primeira oportunidade, a Rússia responderá à altura no continente Americano – Cuba e Venezuela são os candidatos óbvios.
A verdade é que, juntando este acordo – e o próximo que será assinado com a República Checa – aos recentes acontecimentos na Geórgia, parece-me claro afirmar que a Guerra Fria está de volta. Isto volta a por em cima da mesa algumas perguntas que faço a mim mesmo há alguns anos a esta parte: para quando uma politica militar séria e a sério na União Europeia? Estamos hoje mais ou menos preparados para enfrentar tensões EUA – Rússia ou EUA – China? Eu não sei responder a estas questões. Haverá alguém no mundo que saiba?
Actualização: A Rússia congelou oficialmente a cooperação militar com a NATO até indicações em contrário. Uma das consequências imediatas prende-se com o futuro da intervenção militar no Afeganistão já que Moscovo pode suspender a autorização de sobrevoo do espaço aéreo Russo…
O Sr. Presidente da República decidiu por bem vetar a nova lei do divórcio que daria plenos poderes a uma das partes de terminar o casamento quando bem intendesse entendesse.
Diz o Presidente:
[...] é no mínimo singular que um cônjuge que viole sistematicamente os deveres conjugais previstos na lei – por exemplo, uma situação de violência doméstica – possa de forma unilateral e sem mais obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens [...] Nos termos do diploma é possível ao marido, após anos de faltas reiteradas aos deveres de respeito, de fidelidade ou de assistência, exigir ainda da sua ex-mulher o pagamento de montantes financeiros.(destaque meu)
Diz ainda:
[...] o Presidente da República chama a atenção para o paradoxo que emerge do novo modelo de divórcio, a que corresponde uma concepção de casamento como espaço de afecto, quando a seu lado se pretende que conviva, através da criação do crédito de compensação, uma visão “contabilística” do matrimónio [...]
Tal como pergunta, e bem, Pedro Morgado, porque há-de o estado dificultar algo que deveria ser do senso comum aceitar. Porque razão há-de um dos conjuges continuar casado se, manifestamente, não está prái virado? Porque há-de o estado obrigar a protelar uma situação não é do total acordo de (pelo menos) um dos lados?
Por outro lado, acho engraçado que a relação estratégica de cooperação que o Presidente e o Primeiro Ministro vinham mantendo, se tenha tornado cada vez mais débil nos últimos tempos. Terá algo a ver com a eleição da dama de ferro, Manuela Ferreira Leite, para líder do maior partido da oposição? E sendo este veto uma opção meramente ideológico e religioso (a opção do Presidente vai de encontro à posição que Igreja Católica tem sobre o mesmo assunto) é engraçado verificar que, tanto o Presidente e a líder da oposição têm uma leitura semelhante em relação a assuntos que deveriam ser banais e pacíficos num estado que ser quer laico.
Depois do fiasco da comunicação ao País na questão sobre os Estatuto Político-Administrativo dos Açores, o Presidente volta a dar um sinal de protagonismo exacerbado e devolve à Assembleia um diploma que, a meu ver, já deveria estar em vigor há anos.
Fernando Madrinha, escreveu um artigo de opinião este fim-de-semana no Jornal Expresso, a propósito do problema da Quinta da Fonte e subsequente movimentações por parte da comunidade cigana.
Diz ele:
“Na avalanche de notícias sobre a Quinta da Fonte, houve uma que apareceu pequenina nos jornais e tem sido pouco valorizada, mas é muito reveladora e instrutiva. Veio do vereador da Câmara de Loures com o pelouro da habitação e diz que a renda média das habitações do bairro é de 4,26 euros por mês. Mesmo assim, as rendas em atraso já atingem um milhão de euros. Esta verba corresponde a 50 mil mensalidades em dívida. Sendo 776 os fogos existentes, temos cinco anos de rendas por pagar num bairro habitado há pouco mais de dez.
O comum dos cidadãos não compreende que uma família não pague os quatro euros de renda, disse o vereador ao ‘Público’. Pois não. Por motivos vários – e nem é preciso ir buscar as imagens daquele chefe de família que, vindo da ‘manif’ defronte da sede do município de Loures, se deslocou ao bairro para mostrar às televisões onde estavam os objectos que lhe terão roubado: o plasma, o DVD, a TV e a “playstation” do miúdo, a máquina da loiça…
O comum dos cidadãos sabe, em primeiro lugar, que, se não pagar a sua renda ou a prestação da casa, recebe ordem de despejo e põem-lhe os móveis à porta. E se lhe ocorrer ir acampar com a família em frente da Câmara Municipal, é provável que a polícia corra com ele na hora e não daí a três dias. Depois, o comum dos cidadãos pode não ter dinheiro para mais nada, mas a renda é a última dívida que deixa de pagar, como os bancos sabem melhor do que ninguém. As duas atitudes – a noção de que a falta tem castigo e de que um compromisso, mesmo o de uma renda simbólica, é para ser cumprido – revelam um certo tipo de relação do tal cidadão comum, seja um pobre de sempre, seja um ‘novo pobre’, com a casa que habita e com a própria sociedade.
O que mostram as contas das rendas na Quinta da Fonte é a atitude oposta: a ausência de toda a responsabilidade, a arreigada noção de que os pobres, por serem pobres – e mais ainda se forem negros ou ciganos – só têm direitos e nenhum dever, o desprezo por qualquer compromisso e a certeza absoluta da impunidade total em caso de incumprimento, mesmo reiterado.
Esta é a filosofia de vida que o Estado assistencial tem promovido nas ‘Quintas da Fonte’. Ninguém dá valor a uma casa que lhe é oferecida por 4,26 euros mensais e que ninguém lhe tira se os não pagar – e aí já está metade da explicação para não se cuidar dela, deixando-a degradar-se de forma acelerada. Menos valor ainda se lhe dará se, além de pedir quase nada de esforço pela habitação, o Estado sustentar a família com subsídios e apoios que a dispensam de procurar trabalho. Ou que permitem a acumulação com expedientes de legalidade duvidosa, quando não criminosos.
No caso específico dos ciganos, que são um caso muito particular em matéria de integração, é público e notório, tanto nas ‘Quintas da Fonte’, como nas aldeias e vilas alentejanas, que se especializaram na exploração do sistema, nomeadamente no celebrado rendimento social de inserção. E que o Estado faz muito mais do que a esmagadora maioria deles faz pela sua própria integração. Na hora mais conveniente, sabem usar como ninguém a técnica da vitimização racista, seja para explorar e colher qualquer benefício, seja para justificar os seus próprios comportamentos, muitas vezes violentos e racistas. É ir às escolas, por exemplo, e perguntar quem são e como se comportam os pais mais problemáticos.
Bem podem abespinhar-se, pois, as almas pias que se tomam por mais sensíveis e anti-racistas do que todas as outras. O que as incomoda não é que o racismo exista e que ele se manifeste lá onde não dá jeito nenhum ao seu discurso politicamente correcto. O que as incomoda é que se fale disso.“
[Os destaques do artigo são da minha responsabilidade]
Acrescento eu que subscrevo em absoluto e assino por baixo…
[artigo descoberto via blog.karlus.net]
O meu tempo tem sido cada vez mais escasso e isso reflete-se naturalmente na quantidade e qualidade de actualizações no site. Abandonado por abandonado que seja por não ter noticias a ter noticias de merda que não interessam a ninguém. Infelizmente nas próximas semanas não acredito que o cenário vá mudar muito, porque o ritmo na DSI será para manter ou aumentar e depois vêm as férias…
Mas vamos ao que interessa…
Profissionalmente, este é o mais apertado período do ano depois do furacão Carrefour. Projectos para colocar em produção e piloto para apresentar resultados até ao dia 28. Para além de todos os outros que querem respostas para ontem… Felizmente, dia 21, desligo o telemóvel e vou de férias…
Em relação aos meninos há algumas novidades a contar…
O Hugo:
- Já andar a gastar muito menos fraldas (finalmente). Por culpa nossa o ano passado perdemos uma janela de ouro para acabar com as fraldas e entretanto chegou o outro rebento… Não houve cabeça para tudoll. Já acredito que chegue a Agosto sem fraldas, pelo menos durante o dia…
- 18 dias antes de fazer 3 anos, o Hugo já come de faca e garfo. Sim, esta sabes que é para ti… Fica a faltar a natação durante o próximo ano…
- A expressividade e vivacidade do menino está cada vez mais cativante. Já conta com detalhe o que lhe acontece durante o dia (foi assim que descobrimos que tinha caído durante um destes dias enquanto passeava com os avós), já amua porque acha injusto o raspanete ou aceita-o com (algum)fair-play quando o acha merecido. Já indica com detalhe o que quer e o que não quer. Já vai ao frigorífico servir-se dos meus iogurtes, abre-o e come-o sem dar cavaco a ninguém. Não tarda e, ao contrário do pai, está a cozinhar.
- Não sei como é com outras crianças da mesma idade, mas há coisas que o Hugo faz já com naturalidade e sem qualquer esforço: pede “se faz favor” (ou “xavor” como ele diz), diz “obrigado“, arruma os brinquedos ou a roupa dele quando lhe é pedido. Nem eu nem a Filipa o impedimos de brincar com qualquer brinquedo cá em casa. Pode brincar com todos e ao mesmo tempo que nós apenas temos uma condição: tem que ser arrumado quando acabar a brincadeira. Sabemos agora que o esforço de há um ano/um ano e meio atrás, forçando a que os brinquedos fossem arrumados, paga-se hoje todos os dias.
- Finalmente e das coisas mais importantes que lhe reconheço: o carinho e cuidado que tem pela irmã é algo com que nenhum de nós contava. Estávamos preparados para os ciumes. Estávamos preparados para amuos. Estávamos preparados para que houvesse algum atraso no seu desenvolvimento em virtude de, potencialmente, querer imitar a irmã (dois anos) mais nova. Não estávamos preparados para não ter qualquer tipo de entrave, dificuldade ou ciume. Não estávamos preparados para a cumplicidade que, já hoje, demonstram um com o outro. Embora atento, encaro hoje o futuro com um optimismo redobrado e uma felicidade imensa.
A Helena:
- Não há muito a dizer sobre a piquena sereia da casa…
- Já tem (pelo menos) quatro dentinhos. Dois em cima mais dois em baixo. Os próximos serão, seguramente, bem mais fáceis de sair. Pelo menos tenho essa esperança.
- Está a entrar naquela fase difícil de que não quer estar deitada nem sentada mas não se aguenta de pé. É uma altura complicada para os adultos (comigo e com a Filipa à cabeça) mas obviamente, para ela, é altura de começar a explorar este mundo, muitas vezes injusto, em que a colocaram a viver.
- Começa a responder às solicitações. Bate palmas quando lhe pedem, já diz adeus e há sempre coisas novas que nós descobrimos nela.
- Ainda hoje não passa uma noite sem acordar pelo menos uma vez. Bem que o Hugo nos enganou bem enquanto amostra do que nos esperava.
- Posso vir a enganar-me redondamente, mas quase que aposto que será terrivelmente mais complicada de dobrar do que foi o Hugo. Ainda não tem um ano mas já não aceita, sem amuar, que lhe falem um pouco mais ríspido ou de receber uma palmada na fralda ou na palma da mão. Decididamente, qualquer chamada de atenção é motivo para amuo e choro compulsivo.
- Por outro lado, é seguramente uma criança que, não estando doente, com fome ou com sono, só sabe ter uma cara de felicidade e de alegria que é contagiante. Juntando-se o irmão à festa e temos o festival completo.
Segundo a revista Visão ganha mais de 180.000 €/mês.
Felizmente a própria PT veio desmentir aquilo que parecia uma monstruosidade.
Não são 180.000€/mês, são apenas 86.561€/mês.
Sinceramente, nem sei como se pode viver com tamanho valor. Não admira que tudo o que é administrador nem sequer queira um taxo lugar na PT. A sorte de quem lá está é que as ajudas de custo permitem sobreviver um pouco acima do limiar da pobreza.