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Resultado das Previsões 2009
Em Janeiro deste ano, fiz uma série de previsões sobre como correria este ano.
Acho que é chegada a altura de contabilizar como me saí enquanto concorrente directo das Maias deste país.
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Três em cada quatro entradas com 100% de acerto, não é nada mau.
Algumas notas, no entanto:
- Acredito que mais cedo ou mais tarde, Mourinho sairá para do Inter de Milão. O confronto com o Chelsea em Fevereiro pode ser decisivo;
- Contabilizei com acertada a saída de Manuela Ferreira Leito do PSD, já que esta já confirmou que não se recandidatará;
- Algumas estimativas são difíceis de contabilizar:
- A crise mundial agravou-se ou melhorou?
- Os Israelitas e Palestinianos pararam de se matar mutuamente?
- O Boavista, não subindo de divisão, desapareceu?
Foi um bom exercício que não sei se repetirei para 2010.
A crise senhores, a crise…
Não é novidade para ninguém que os tempos não estão fáceis.
As empresas têm dificuldade em arranjar financiamento, ou fazem-no a custos (quase) insuportáveis.
No entanto, fiquei abismado com um email de Steve Balmer, CEO da Microsoft, destinado a todos os funcionários da empresa e que foi hoje tornado público.
Em traços gerais, Balmer diz que as receitas da Microsoft no segundo trimestre de 2008 foram apenas de 16.6 mil milhões de dólares, com um crescimento de apenas 2% em relação ao mesmo período de 2007 e 900 milhões de dólares abaixo do previsto.
Continua com uma lenga-lenga empresarial que não interessa nem ao menino Jesus e termina com os inevitáveis (na opinião dele, claro) despedimentos. No total, 5000 pessoas.
É isto que me choca. E choca-me devido à empresa que é, ao historial que tem e a tudo aquilo que representa.
É sabido que a Microsoft exige lealdade total aos seus funcionários. E com esta atitude, a Microsoft não devolve qualquer lealdade aos mesmo funcionários que ajudam o gigante a ser quem é.
Mais chocante de tudo é perceber que, não é por estar mal financeiramente que haverá despedimentos. É porque é necessário não deixar que os accionistas vejam o seu rendimento ou investimentos cair.
É perceber que, mesmo em altura de crise como não se viu nas últimas décadas, as receitas crescem, mas desculpam-se na crise para realizar despedimentos.
É perceber que uma empresa que não tem problemas de capital, e que consegue recorrer ao crédito se necessário, sente necessidade de despedir, porque as receitas foram 6% abaixo do previsto… 6 por cento!
Mas, com os males da Microsoft posso eu bem.
Infelizmente, o Minho atravessa um grave problema de emprego. Com as devidas distâncias em relação à Microsoft, os casos de despedimentos sucedem-se.
Os exemplos não faltam e mais se podem arranjar.
O que não se pode aceitar, seja na Microsoft ou no Minho, é que os administradores se desculpem com a crise para encher os bolsos, distribuir prémios chorudos pelos conselhos de administração e no final, esquecer de pagar os subsídios ou mesmo os ordenados. E isso, é também o que está a acontecer um pouco por todo o mundo.
Ajustes Directos?
Via notícia no blog da Jonas , fiquei a conhecer o novo portal da ANSOL, o TransparênciaPT.
Foi desenvolvido em menos de 8h e permite fazer pesquisas sobre os muito duvidosos ajustes directos feitas pelo governo e instituições publicas. Sim, o governo tem um site que permite fazer essa pesquisa, mas é praticamente impossível de usar.
Votando ao portal da ANSOL, foi lá que descobri que Agência para a Modernização Administrativa (AMA) gastou, por ajuste directo, mais de 14 milhões de euros do meu e do seu dinheiro para “renovação de Licenciamento de software Microsoft“.
14 Milhões de euros… Não são 14 mil euros… São 14 Milhões!!!!
A Agência para a Modernização Administrativa, IP tem por missão identificar, desenvolver e avaliar programas, projectos e acções de modernização e de simplificação administrativa e regulatória e promover, coordenar, gerir e avaliar o sistema de distribuição de serviços públicos, no quadro das políticas definidas pelo Governo.
Ainda dizem que a crise está aí para durar…
Sr. Sócrates, é assim que gere o dinheiro que os portugueses lhe dão para a mão com muito sangre, suor e lágrimas? Gerir o dinheiro que não nos custa a ganhar é muito fácil, não é?
Será por causa deste tipo de acções que a Microsoft Portugal foi considerada a melhor subsidiária do mundo em dois anos consecutivos (2007 e 2008)?
O que faz a AMA com licenças do valor de 14 milhões de euros? Porque não é obrigada a procurar alternativas? Este valor não justifica isso?
Segurança e Backups
De há uns tempos para cá tenho pensado em segurança e na forma como gerimos as nossas passwords.
É certo uma boa password é meio caminho andado para nos livrarmos de problemas. E nesse aspecto acho que tenho uma boa password (e pequenas variações da mesma).
Porém, acho que estou a chegar a uma fase em que não me contento com uma boa password. E sei que estou a cometer um pecado capital que nunca deve ser realizado: o uso da mesma password (ou pequenas variações) por diferentes sites. É com este comportamento que quero terminar.
Com esta premissa em mente encetei a minha pesquisa na melhor forma de gerir e manter dezenas de password’s indecifávreis (ou muito perto disso). Obviamente é diferente decorar uma password como 123!"# ou decorar a password 9f*Ngu`<I$?,CG@VVV}I (a primeira é inventada e a segunda foi gerada).
Depois de alguma pesquisa e algumas experiências a minha escolha recaiu sobre o KeePass. O KeyPass é um software de gestão de passwords com versão para Windows, MacOS, Linux, Windows ME e mais uns quantos. Era para mim essencial que assim fosse. Para além disso, e melhor de tudo, tem uma versão que “PortableApp”.

O que é uma “PortableApp”?
São versões de programas que correm no computador sem necessidade de instalação. Permite que, por exemplo, colocar numa drive USB os programas que precisamos mais e corrê-los directamente do drive USB.
A flexibilidade e maneabilidade permitida pela versão “Portable” do KeyPass foi um ponto decisivo na hora da escolha. As soluções online que testei, nomeadamente o PassPack.com e o Clipperz.com, embora tenham alguma flexibilidade (não há necessidade de, por exemplo, instalar qualquer software) têm, a meu ver, duas grandes desvantagens: 1) obriga a estar always on; 2) não sei o que cada empresa faz com os meus dados.
Nesse aspecto a solução software teria sempre uma vantagemsobre a opção web.
Depois de escolhida a solução, que faz aquilo que quero e fá-lo muito bem, posso-vos dizer deparei-me com um problema “diferente“. E se eu me esqueço ou perco a minha drive USB. Ficarei sem acesso a praticamente todos os sites que frequento. É isto aceitável para mim?
Foi então que me lembrei das opções de backup online.
Depois de há uns dias arranjar um convite para testar o Dropbox, iniciei um teste de 3 soluções de backup online…
O Dropbox foi o primeiro que experimentei e é de uma simplicidade extrema. Começa por criar uma pasta nos “My Documents” e depois, tudo o que quisermos sincronizar só temos que “descarregar” para as mesmas. As principais características são: 2Gb de espaço (não consegui confirmar este valor), cliente para Windows, Mac e Linux (em versão alpha) e sincronização (ilimitada?) de computadores diferentes. Podemos desta forma, facilmente, sincronizar um Windows com um Mac muito rapidamente.
O Mozy foi instalado quase no mesmo instante que o Dropbox. É um grande nome no mercado e oferece 2Gb para contas livres. Estou neste momento a gastar cerca de 955Mb. Ao contrário do Dropbox, o Mozy não sincroniza múltiplos computadores. A sincronização é de 1 para 1, ou seja, uma conta no mozy e um computador com o software cliente instalado.
Por ultimo, conheci o syncplicity. Este coloca os seus pontos fortes onde o Dropbox falha. Essencialmente permite escolher que pastas queremos incluir como backup e não ficamos presos aquela pasta que o software indica. Infelizmente só tem cliente para Windows esquecendo as pessoas que usam Mac e Linux.
Para além destas soluções, há outros como o Box.net ou o Live Mesh da Micro$oft. Há ainda outra que hei-de experimentar um dia, que é o serviço S3 da Amazon. Neste não há limites de dados, nem limites de transferências ou limites de ficheiros. Sendo um serviço pago, apenas se paga o que se usa e o que se transfere. Por exemplo, guardar 50Gb + 1Gb/mês entrada + 100Mb/mês saída + 100000 pedidos de listagem fica por menos de USD10/mês. Para além disso, sendo a Amazon a prestar o serviço, o SLA do mesmo é devidamente apresentado e um nível de serviço inferior a 100% dá direito a desconto de 10% do preço final. Se o nível de serviço for inferior a 99% o desconto sobe até aos 25%. Se quiserem fazer uma contas a cenários hipotéticos de backup podem sempre usar a calculadora que a Amazon fornece.
Voltando à questão da segurança e das passwords e à forma como faço a gestão do ficheiro do KeePass.
A minha solução passou por usar o Dropbox e o syncplicity e apontar ambos para a directoria onde está o ficheiro com a base de dados do KeePass (sim, eu sei que disse que no Dropbox tinha que ser usada aquela directoria, mas existem formas de apontar aquela directoria para outra directoria directoria) . Desta forma, penso ter resolvido a questão que coloquei antes: se perco a minha drive USB ou me esqueço da mesma, como acedo aos meus sites? Basta-me entrar do Dropbox ou no sincplicity, descarregar o ficheiro que tem a base de dados do KeePass e descarregar o KeePass no sistema operativo que estou a usar.
E se alguém apanha o ficheiro?
Essa é a parte boa. A base de dados do KeePass está protegida com password (a única que tenho mesmo que saber) e uma chave privada (um ficheiro especial). Só a combinação correcta deste dois dados permite a abertura da base de dados.
Vou começar agora a migrar as minhas passwords mais simples (e menos perigosas de perder) para o KeePass e permitir que o mesmo gere password’s de 20 caractéres. Depois só tenho que usar o Auto-Type, uma característica do KeePass, e o mesmo faz o login no site por mim. Se tudo correr bem, poderei começar a migrar as passwords dos outros sites. Google, Yahoo, PlanetaSoares.com…
[1] Imagem da drive USB Kingston Mini Fun retirada daqui.
[2] Ainda tenho alguns convites para o Dropbox. Se alguém quiser testar o serviço deixe um comentário nesta entrada ou use o formulário de contacto.
O meu Meo – 4 meses depois
Foi há quase 4 meses que mudei da Netcabo (agora Zon) para o Meo.
Foi ainda antes da massificação da publicidade pelos Gato Fedorento.
Quatro meses passaram e depois da minha primeira análise, chegou o momento de fazer novo balanço.
Tal como há quatro meses, o serviço continua impecavél e sem falhas.
Para além das vantagens e desvantagens que já enumerei na minha análise anterior, vou-me agora focar apenas no que de novo tenho a acrescentar ao que avaliei há quatro meses.
Vantagens:
- A possibilidade de gravar um qualquer programa desde o início desde que a MeoBox tenha estado nesse canal desde esse momento. Querem um exemplo? Hoje, depois do telejornal da RTP, começou um documentário sobre o Rui Costa, ex-jogador da equipa das galinhas. Apanhei-o praticamente no fim… Como não mudei de canal entre o final do telejornal e o documentário, bastou-me carregar numa tecla – REC – e ficar com todo o documentário gravado. Ficará em disco ver quando tiver tempo;
- ver National Geographic HD é uma experiência no mínimo diferente. Anuncia-se para breve (25 de Maio) o início da emissão do Eurosport em HD. Também o Euro 2008 será transmitido em HD na TVI e, diz-se, na SportTV;
- Ver canais premium em todas as MeoBox da casa. Ao contrário da Zon, não precisamos de várias assinaturas ou de andar a passear o material de divisão em divisão, para ver canais premium em mais de uma televisão;
- A assinatura de canais premium é feita automaticamente e no minuto. Depois de 30 dias continuados, o cancelamento dos mesmos canais premium é também realizada no minuto, com a vantagem óbvia de pagar apenas até ao dia que usou o serviço. Na Zon, era obrigatório só desistir do serviço no úlitmo dia do mês e desde que tivesse feito o pré-aviso antes do dia 15;
- Já tinha salientado antes, mas a facilidade com que se prepara a gravação de um série é simplesmente deliciosa. 3 clicks no comando e o aparelho passa a gravar todas as ocorrências daquela série em qualquer horário;
- Fiabilidade técnica, até ao momento a 100%. Na verdade, até hoje, e em 4 meses, nunca fiquei sem serviço de televisão, de Internet ou telefone. Pudesse eu dizer o mesmo da Netcabo;
- Porta VOIP no router 2-wire. Funciona na perfeição. Elimina-se assim a limitação estupida da PT que coloca um telefone em casa com chamadas gratuítas apenas para a própria rede. Update: Parece que fui contemplado com o fim do serviço, com um bloqueio por parte da PT no router 2-wire. Lá vou eu ter que comprar um Router VOIP Linksys SPA3201;
- A velocidade da Internet. Aparentemente estou sincronizado a 12 Mb. Se pensarmos que 2 canais activos ocupam qualquer coisa como 6 a 8 Mb, fico com uma largura de banda disponível para a internet algo limitida. Pura mentira: nunca em mais de 6 anos de serviço de TVCabo tive um serviço tão rápido e estável. E teoricamente, na TVCabo a velocidade contractada para Internet eram 30Mb. “Há coisas fantásticas, não há?”
A verdade é que desde que há quatro meses escrevi sobre o Meo, a PT também introduziu uma série de alterações que tornam o serviço menos atractivo.
Desvantagens:
- A liberdade de escolher 10 canais em toda a oferta foi substituida pelo novo conceito de bucket, ou conjunto de canais. Passamos agora a poder escolher 2 buckets diferentes gratuitamente, independentemente dos canais que contém ou da quantidade do bucket. Em vez da escolha individual é agora imposto um conjunto que pode não interessar;
- O preço dos canais individuais subiu de 0.49€ para 0.75€. 50% de aumento é dose, mesmo para um serviço inovador;
- A existência de DRM nas gravações do MeoBox. Impossibilita o acesso livre às gravações seja através do PC seja através de outro meio qualquer. Não consigo perceber esta limitação negocial e que poderia dar um avanço qualitativo à PT dificil de alcançar pela Zon;
- A impossibilidade de ver gravações se não tiver Internet. A MeoBox, valida as chaves criptográficas mesmo das gravações legítimas. Resultado, se não tiver ligação à PT simplesmente fico sem TV, Internet e telefone;
- A impossibilidade de aceder às gravações a partir da segunda MeoBox. Mais uma vez esta é uma decisão que apenas cabe à PT;
- A impossibilidade de usar as portas USB ou aceder a outros conteúdos fora das MeoBox. Tecnicamente, a Microsoft fez um bom trabalho, mas a PT insiste em usar apenas um sub-conjunto das funcionalidades permitidas pelo sistema. Ver filmes ou fotos do PC são, no Meo, uma miragem;
- O preço do produto ao fim do ano da promoção. Acho que em Janeiro desistirei do contracto e a Filipa assinará um novo;
- A indisponibilidade do canal premium Disney;
- Por fim, não sendo propriamente uma desvantagem, mas sim o culminar de um desejo pessoal, gostaria que fosse possível programar as nossas gravações em qualquer parte do mundo, tal como o Tivo faz no US.
Artigos relacionados:
Análise ao meu Meo
Provado: Microsoft não rouba as ideias da Apple
Aqui está a prova que faltava e que nunca ninguém tinha apresentado até hoje.
A prova de que a Microsoft não rouba ideias das empresas concorrentes, principalmente da Apple Inc., nem que o Windows Vista tem qualquer semelhança com o Mac OS X…




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