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Linux Inside

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Finalmente consegui!
Depois de um upgrade à memória do desktop, e de lhe colocar o disco de 500Gb do MythTV que tinha na sala (antes de me dedicar às pipocas), troquei o Windows XP cheio de malware pelo novíssimo Fedora 10 (ainda testei o Open Suse 11.1, mas embora visualmente apelativo, não me dei com aquilo).
O PC é maioritariamente usado pela Filipa, pelo que tive que ter alguma preocupação com o software que lhe disponibilizei.
Comecei com o óbvio Open Office 3.0 e até agora ela não se queixou. As aplicações mais básicas estão cá todas e depois há a indispensável (para ela, pelo menos): o Picasa.
Facilmente instalei o Dropbox e recuperei os 990Mb de documentos já arquivados em menos de nada. A Filipa passou agora a ter 3 “computadores” em que sincroniza os documentos. Aceder a qualquer documento da escola é tão simples como ir a uma página web.
De resto, instalei a impressora apenas com 1 clique. Foi ligar e já está. Até o scanner ficou a funcionar automagicamente (já vos disse o quanto gosto desta palavra, não já?).
Ainda me falta colocar a funcionar duas coisas:
- A placa de captura de TV, para ver televisão no PC;
- O firewire (tenho um disco externo que se liga por firewire ou USB). Já o tive a funcionar sem problemas, de há uns tempos para cá, deixou de funcionar… Nada que não se resolva em 30 minutos…
Vamos ver como correm as próximas semanas e, se tudo correr conforme esperado ainda vou libertar o espaço ocupado pela partição Windows (que não funciona, devido à mudança de placa gráfica).
Pode ser que entretanto a Filipa se lembre de aparecer por aqui para vos contar como está a correr a experiência dela.
Segurança e Backups
De há uns tempos para cá tenho pensado em segurança e na forma como gerimos as nossas passwords.
É certo uma boa password é meio caminho andado para nos livrarmos de problemas. E nesse aspecto acho que tenho uma boa password (e pequenas variações da mesma).
Porém, acho que estou a chegar a uma fase em que não me contento com uma boa password. E sei que estou a cometer um pecado capital que nunca deve ser realizado: o uso da mesma password (ou pequenas variações) por diferentes sites. É com este comportamento que quero terminar.
Com esta premissa em mente encetei a minha pesquisa na melhor forma de gerir e manter dezenas de password’s indecifávreis (ou muito perto disso). Obviamente é diferente decorar uma password como 123!"# ou decorar a password 9f*Ngu`<I$?,CG@VVV}I (a primeira é inventada e a segunda foi gerada).
Depois de alguma pesquisa e algumas experiências a minha escolha recaiu sobre o KeePass. O KeyPass é um software de gestão de passwords com versão para Windows, MacOS, Linux, Windows ME e mais uns quantos. Era para mim essencial que assim fosse. Para além disso, e melhor de tudo, tem uma versão que “PortableApp”.

O que é uma “PortableApp”?
São versões de programas que correm no computador sem necessidade de instalação. Permite que, por exemplo, colocar numa drive USB os programas que precisamos mais e corrê-los directamente do drive USB.
A flexibilidade e maneabilidade permitida pela versão “Portable” do KeyPass foi um ponto decisivo na hora da escolha. As soluções online que testei, nomeadamente o PassPack.com e o Clipperz.com, embora tenham alguma flexibilidade (não há necessidade de, por exemplo, instalar qualquer software) têm, a meu ver, duas grandes desvantagens: 1) obriga a estar always on; 2) não sei o que cada empresa faz com os meus dados.
Nesse aspecto a solução software teria sempre uma vantagemsobre a opção web.
Depois de escolhida a solução, que faz aquilo que quero e fá-lo muito bem, posso-vos dizer deparei-me com um problema “diferente“. E se eu me esqueço ou perco a minha drive USB. Ficarei sem acesso a praticamente todos os sites que frequento. É isto aceitável para mim?
Foi então que me lembrei das opções de backup online.
Depois de há uns dias arranjar um convite para testar o Dropbox, iniciei um teste de 3 soluções de backup online…
O Dropbox foi o primeiro que experimentei e é de uma simplicidade extrema. Começa por criar uma pasta nos “My Documents” e depois, tudo o que quisermos sincronizar só temos que “descarregar” para as mesmas. As principais características são: 2Gb de espaço (não consegui confirmar este valor), cliente para Windows, Mac e Linux (em versão alpha) e sincronização (ilimitada?) de computadores diferentes. Podemos desta forma, facilmente, sincronizar um Windows com um Mac muito rapidamente.
O Mozy foi instalado quase no mesmo instante que o Dropbox. É um grande nome no mercado e oferece 2Gb para contas livres. Estou neste momento a gastar cerca de 955Mb. Ao contrário do Dropbox, o Mozy não sincroniza múltiplos computadores. A sincronização é de 1 para 1, ou seja, uma conta no mozy e um computador com o software cliente instalado.
Por ultimo, conheci o syncplicity. Este coloca os seus pontos fortes onde o Dropbox falha. Essencialmente permite escolher que pastas queremos incluir como backup e não ficamos presos aquela pasta que o software indica. Infelizmente só tem cliente para Windows esquecendo as pessoas que usam Mac e Linux.
Para além destas soluções, há outros como o Box.net ou o Live Mesh da Micro$oft. Há ainda outra que hei-de experimentar um dia, que é o serviço S3 da Amazon. Neste não há limites de dados, nem limites de transferências ou limites de ficheiros. Sendo um serviço pago, apenas se paga o que se usa e o que se transfere. Por exemplo, guardar 50Gb + 1Gb/mês entrada + 100Mb/mês saída + 100000 pedidos de listagem fica por menos de USD10/mês. Para além disso, sendo a Amazon a prestar o serviço, o SLA do mesmo é devidamente apresentado e um nível de serviço inferior a 100% dá direito a desconto de 10% do preço final. Se o nível de serviço for inferior a 99% o desconto sobe até aos 25%. Se quiserem fazer uma contas a cenários hipotéticos de backup podem sempre usar a calculadora que a Amazon fornece.
Voltando à questão da segurança e das passwords e à forma como faço a gestão do ficheiro do KeePass.
A minha solução passou por usar o Dropbox e o syncplicity e apontar ambos para a directoria onde está o ficheiro com a base de dados do KeePass (sim, eu sei que disse que no Dropbox tinha que ser usada aquela directoria, mas existem formas de apontar aquela directoria para outra directoria directoria) . Desta forma, penso ter resolvido a questão que coloquei antes: se perco a minha drive USB ou me esqueço da mesma, como acedo aos meus sites? Basta-me entrar do Dropbox ou no sincplicity, descarregar o ficheiro que tem a base de dados do KeePass e descarregar o KeePass no sistema operativo que estou a usar.
E se alguém apanha o ficheiro?
Essa é a parte boa. A base de dados do KeePass está protegida com password (a única que tenho mesmo que saber) e uma chave privada (um ficheiro especial). Só a combinação correcta deste dois dados permite a abertura da base de dados.
Vou começar agora a migrar as minhas passwords mais simples (e menos perigosas de perder) para o KeePass e permitir que o mesmo gere password’s de 20 caractéres. Depois só tenho que usar o Auto-Type, uma característica do KeePass, e o mesmo faz o login no site por mim. Se tudo correr bem, poderei começar a migrar as passwords dos outros sites. Google, Yahoo, PlanetaSoares.com…
[1] Imagem da drive USB Kingston Mini Fun retirada daqui.
[2] Ainda tenho alguns convites para o Dropbox. Se alguém quiser testar o serviço deixe um comentário nesta entrada ou use o formulário de contacto.
Help – Ajuda Precisa-se
Bem, então é assim…
Já há algum tempo que montei na sala um computador que por cá estava parado.
MythTV em cima, ligação directa da saída VGA ao Plasma e ligar os dois disco externos (USB) ao mesmo. Carregar o software com as músicas, filmes e outras coisas mais e tudo andava perfeito…
Há duas semanas resolvi trocar de placa gráfica. A velhinha ASUS V3400 TNT de 1998 já não aguentava com tudo. Por menos de 40€ comprei uma GeForce 6200 com 256 Mb de memória e saída DVI (requisito meu).
Mas como um gajo nunca está satisfeito, resolvi que o barulho do disco externo era demais para ter na sala. Vai daí, pesquisa no mercado discos baratos. Solução: por menos de 120 € um disco interno de 500 Gb.
Foi quando começaram os problemas.
- O disco é SATA. Eu não tenho um computador tão recente que tenha um controlado SATA. Resultado: comprar controlador SATA RAID 1.
- O Ubuntu 6.10 que estava instalado não reconheceu o novo controlador. Resultado: instalar 7.04.
- Durante a instalação, a partição máxima que o gparted conseguia criar no disco novo era de 70 Gb. No problemo, pensei trato do assunto assim que terminar a instalação.
- Criação da nova partição de 392 Gb (sim, 500 Gb = 392 Gb + 68 Gb). Não consigo copiar nada para lá. Quer dizer, conseguir consigo, mas ao fim de algum tempo (umas horas depois ou uns 10 Gb depois) um fsck ao disco demora mais de 1 hora…
Já tentei colocar o disco com xfs, mas nem a partição consigo inicializar.
Com ReiserFS, consigo criar o disco mas não consigo copiar mais de 10 Mb…
Já não sei o que fazer mais. Sinto-me tentado a ir devolver o disco (e a controladora SATA) e pedir um disco ATA.
Alguma alma caridosa por aí tem alguma sugestão?
3D Linux Desktop Touchscreen and XGL on Linux
Guerra aberta no reino Open Source?
Ontem, dia 21, Eric S. Raymond, iniciou uma discussão que se prevê longa… Num e-mail enviado à mailling list do Fedora Devel diz:
After thirteen years as a loyal Red Hat and Fedora user, I reached my
limit today [...]
e pouco depois:
I have watched Ubuntu rise to these challenges as Fedora fell away
from them. Canonical’s recent deal with Linspire, which will give
Linux users legal access to WMF and other key proprietary codecs, is
precisely the sort of thing Red-Hat/Fedora could and should have taken
the lead in.
e termina com:
Not having done so bespeaks a failure of vision which I
now believe will condemn Fedora to a shrinking niche in the future.
É alguns destes pontos que discordo dele… Acho que a distribuição de codecs proprietários só levarão a que a Micro$oft e outros tubarões da industria usem as suas bem conhecidas técnicas de FUD para atacar ainda mais Linux.
Entretanto, e ainda ontem, Alan Cox, respondeu a ESR, num e-mail que vou transcrever na íntegra:
On Wed, Feb 21, 2007 at 03:03:50AM -0500, Eric S. Raymond wrote:
> * Failure to address the problem of proprietary multimedia formats with
> any attitude other than blank denial.That would be because we believe in Free Software and doing the right thing
(a practice you appear to have given up on). Maybe it is time the term
“open source” also did the decent thing and died out with you.> I’m not expecting Ubuntu to be perfect, but I am now certain it will
> be enough better to compensate me for the fact that I need to learn
> a new set of administration tools.I’m sure they will be delighted to have you
Alan
–
“That was said by Eric Raymond who belongs to another movement”
– Richard Stallman
É uma resposta mordaz e sucinta. Provavelmente haverá lugar a contra-resposta!
Sistema Operativo
Enquanto uns sistemas operativos são lançados com honras de primeira página na comunicação social portuguesa, outros há que nos oferecem hoje aquilo que os outros não conseguem vender amanhã:
Preço: 0 €


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