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MEO – 4 anos depois
Foi a 31 de janeiro de 2008 que tive MEO em casa pela primeira vez.
No primeiro mês, ainda desconfiado, mantive a assinatura NetCabo – hoje Zon – e MEO em simultâneo, mas nunca mais olhei para trás.
Quatro anos se passaram e muita coisa mudou entretanto:
- Ainda sou do tempo (sempre quis dizer isto) em que se escolhiam 10 canais de toda a oferta de canais. Poucos meses depois alteraram a política para escolher 2 packs temáticos em vez de 10 canais.
- Em outubro de 2009, passei a Meo Fibra. Um serviço fantástico que recomendo vivamente a quem tiver disponível.
- Em novembro de 2010, cancelei o serviço de fibra, porque mudamos de casa e, mal habitados estávamos, que passei de 85Mb/s para 6Mb/s. Passei de um serviço de televisão de excelência para um serviço satélite. Passei a pagar quase 80€/mês quando antes pagava cerca de 60€.
- Em janeiro de 2012, chegou finalmente o serviço ADSL à nova residência. Passei o satélite + telefone (com assinatura) + sapo adsl – tudo junto com um total de cerca de 80€/mês – para o serviço Total 15, não pagando mais de 50€/mês, já com o aluguer da box.
O serviço entretanto evoluiu muito desde novembro de 2010.
Para já, continuo satisfeito com o serviço.
Podia ser mais barato quando comparado com outras ofertas equivalentes em outros mercados mas é o que se arranja.
Lei da Cópia Privada
Disclaimer: não deve ser lido por olhos sensíveis e menores de 18 anos. O uso do calão é frequente. Não digam que não avisei…
Anda meio mundo escandalizado porque está hoje em discussão, na assembleia da républica (sem maíusculas), o Projecto de Lei 118/XII.
Como o outro meio mundo não faz a puta da ideia do que é o Projecto de Lei 118/XII, vou tentar explicá-la de forma simples.
Há um artigo qualquer de uma lei antiga como o caralho (vá lá, é de 98) que estabelece que, em alguns produtos, o preço deve ser agravado em x% para pagar a actores, artigas, interpretes, etc, mas que apenas quer dizer que é dinheiro reservado para a SPA.
Ora, agora, com a tentativa de aprovação do Projecto de Lei 118/XII, para além da revisão deste valor, incluem-se um conjunto de produtos que até agora não eram objecto da lei antiga como o caralho.
Vamos a exemplos.
- Taxa de 0,02€/GB para cada disco rígido com mais de 150Gb acrescido de 0,005€/GB para discos com capacidade a 2TB;
- Taxa de 0,06€/GB em discos multimédia;
- CD’s não regraváveis? 0,03€/GB;
- CD/RW? 0,05€/GB
- Memórias USB e outros suportes como cartões de memória integrados noutros dispositivos (exemplo, telemóveis): 0,06€/GB
- Impressoras:
- Até 9 p.p.m – 10€
- Mais de 70 p.p.m – 227€
Mas pior que isto tudo, é o Artigo 5º do Projecto de Lei.
Diz assim:
ARTIGO 5.°
(Inalienabilidade e irrenunciabilidade)
A compensação equitativa de autores, e de artistas, intérpretes ou executantes, é inalienável e irrenunciável, sendo nula qualquer cláusula contratual em contrário.
Tradução? Claro.
Eu, como autor que sou – afinal tenho um blog – posso (faço-o, ver em baixo) licenciar as minhas obras em Creative Commons e incentivar a reprodução das mesmas, não posso impedir a SPA de taxar sobre o meu material. Pior que isso, não tenho acesso, a não ser que seja sócio da SPA, a qualquer dividendo taxado sobre a minha publicação!!!
Isto, meus amigos, é roubo escancarado.
Dizer que uns engravatados quaisquer, em Lisboa ou noutra cidade qualquer, podem receber uns trocos à minha pála.
Dizer que, com a aprovação deste Projecto de Lei, sou tomado como um criminoso porque, estou a ser taxado por algo que posso nem sequer usufruir.
Outro exemplo: a lei diz que é ilegal qualquer cidadão circunscrever qualquer limitação que impeça a cópia de obras protegitas pelo direito de autor – vulgo DRM. Mas, se este projecto de lei for aprovado, estou a ser taxado pelo direito de fazer cópias privadas de algo que me é impossível realizar – um CD protegido com DRM!
Mandei ontem um mail aos grupos parlamentares com acento na assembleia da república (sem maiúsculas). Apenas o Bloco de Esquerda se dignou responder.
Hoje, Carlos Zorrilho, líder parlamentar da bancada do Partido Socialista, foi twittando sobre o assunto, e o Projecto de Lei 118/XII desceu à especialidade sem votação, o que não sendo uma vitória é melhor do que aquilo que era esperado para hoje, em que se chegou a equacionar – ironia da ironia – aprovar o Projecto de Lei na generalidade e corrigir “distorções ou injustiças” na especialidade. Assim tipo, à imagem de, fazemos agora a merda e depois de levarem com o cheiro, nós colocamos um perfume janota para se calarem.
Muito sinceramente, este país que amo não merece os políticos que (se) governam (dele). A mim, a medida pouco efeito terá. Já compro 99% do meu material informático online em lojas longe de PT. Para além do preço, consigo ter uma assistência técnica infinitamente superior.
Mas não é isso que me move. É o princípio. O princípio destes políticos da treta pensarem que são mais chico esperto neste país de chicos espertos. Os políticos da treta – para não chamar da merda – de acharem que podem sempre pedir um pouco mais a um povo que apenas lhes pedem que os deixem trabalhar em paz e sossego. De acharem que podem agradar a uns – SPA – esquecendo aqueles – muitos – que os elegem para onde estão… sim… os burros do eleitores…
Troca
Para memória futura [IV]
No dia em que Steve Jobs deixa a Apple e a empresa continua com uma das maiores capitalizações bolsistas, fica aqui o registo da sua cotação para memória futura.

Market cap: 341,94 Mil Milhões de USD
Google+

Nos últimos dias tenho andado a brincar com o Google+.
O Google+ é a última tentativa da Google de entrar no mercado das redes sociais e atacar o Facebook.
Na verdade, penso que a ideia da Google foi tentar trazer para a sua plataforma o melhor do Twitter e Facebook, evitando – ou tentando fazê-lo – cair nos mesmos erros que os seus concorrentes.
À primeira vista, e numa opinião meramente pessoal, o Google conseguiu dominar o conceito, desta vez.
Dei por mim a passar mais tempo no Google+ esta semana, que no Facebook no mês de Junho inteiro – em abono da verdade diga-se que não gosto (nunca gostei) do Facebook, em que o uso meramente como canal de divulgação dos posts que coloco no blog.
Graficamente, o Google+ está bem conseguido.
O tempo de resposta do produto é bom – incomparavelmente mais rápido que o Facebook – e, para mim, evita todas aquelas tretas de jogos e perguntas e merdinhas que poluem o Facebook e que me fazem evitá-lo e fugir dele como o diabo foge da cruz.
Vamos ver como evoluem os próximos dias e como vão os não geeks adoptar o Google+.
Quanto a mim, estou a gostar e vou continuar a usar.
Não sei se é a minha faceta de Google addicted a falar, mas cativa-me (e assusta) a ideia de ter tudo num só local…
PS: Obrigado Alexandre pelo convite, embora a Google só me tenha deixado activar o mesmo uns dias depois…
PPS: Quem quiser um convite, apite que não me custa enviar… Tanto quanto consigo perceber não há limites de invites a enviar…
A Ensitel
Tomei conhecimento do caso há quase 2 anos – o blog da Jonas é um dos que sigo regularmente (via Google Reader) e sempre que interessa passo por lá para comentar ou ler os comentários.
O caso?
É muito simples, a Maria João, ou Jonas como gosta de ser tratada, viu ser-lhe oferecido pela sua cara metade um Nokia comprado na Ensitel. Passado cerca de uma semana, o telemóvel teve problemas e a Jonas tentou a troca por um completamente novo e a Ensitel recusou.
To cut a long story short, a Jonas, ao contrário de muitos, não se conformou e preferiu ficar sem o seu amado gadget e levou o caso até às últimas consequências. Aceitou a mediação do Tribunal Arbitral. E perdeu. Relatou o assunto em vários posts (para além do já linkado também aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e deu o caso por encerrado.
Ontem, tudo se precipitou.
Um caso encerrado é desenterrado porque uma empresa tradicional não entende o que é a liberdade de expressão. Vai daí e intimou a Jonas para que retirasse do seu blog todo e qualquer conteúdo relativo ao caso.
O que se gerou a seguir é aquilo que vulgarmente se chama o Streisand effect. A comunidade revoltou-se e viu na tentativa da Ensitel muito mais que um conflito entre um cliente particular e uma empresa. Viu um ataque à liberdade de expressão. E uniu-se. O caso chegou rapidamente ao Twitter, Facebook e blogs. Hoje os media tradicionais começam a pegar no assunto.
A Ensitel viu-se obrigada a emitir um comunicado – e volta a não compreender o que está em causa e repete o mesmo erro.
Só há uma saída para o caso. A Ensitel reconhecer o pedido como absurdo e, no limite, como sugere a Jonas no seu blog, usar o mesmo espaço como direito de resposta.
Tudo o que saia deste patamar, como vimos nas últimas 24h (e como podemos constatar com o caso da Wikileaks) só servirá para dar muita mais visibilidade ao caso e empolar um assunto que estava, lembro, encerrado.
Tudo isto porque uma empresa – da qual não sei o volume de negócios mas tem uma dimensão considerável – não sabe o que são as redes sociais nem o poder da comunidade. Seguramente um caso de estudo no futuro.
PS: Há um estudo que diz que confiamos mais na opinião dos nossos pares no momento de fazer uma compra do que em publicidade ou no media tradicionais. Desde que tomei conhecimento deste caso nunca ponderei comprar o que quer que fosse na Ensitel. Talvez o estudo tenha alguma lógica.
Abandonado
Este sítio tem estado completamente ao abandono.
É verdade e reconheço-o sem problemas.
Há no entanto uma explicação simples para isso… Durante o mês de Outubro eu e a Filipa (e toda a nossa família, verdade seja dita) começamos e concretizamos a mudança para o nosso palácio.
Com isso, as mordomias de morar na cidade, ou no centro da cidade para ser exacto, foram-se:
- Foi-se a televisão – seja cabo, fibra ou simples sinal analógico – estivemos quase 2 semanas sem qualquer contacto com televisões;
- Foi-se a internet – seja fibra, cabo, adsl ou simples rdis – o único acesso era de um kanguru que só apanha rede a 2g;
- Foi-se a vontade de vir aqui – seja de dia, de tarde ou à noite.
A verdade é que hoje, quase um mês depois de nos termos mudado, já tenho televisão – via satélite – já tenho internet – via adsl e que pago uma fortuna entre mensalidade telefone e acesso adsl e acima de tudo continuo sem vontade de cá vir.
No entanto, como sei que passam por aqui todos os dias em busca de novidades cá vos deixo uma imagem ilustrativa do que perdi com a mudança…
Velocidade do meu acesso internet a 29 de Outubro de 2009:

Velocidade do mesmo acesso a 03 de Novembro de 2010:

E sabem o que vos digo: bem bom! Pensei que ia ser bem pior.
PS: Mudamo-nos no dia de anos da minha irmã mais nova e volto a escrever aqui na véspera do aniversário da matriarca da família – Parabéns Maria!
Ainda o Offline
Na sequência do post anterior, em que vos contei que fiquei sem serviço de alojamento por mais de um dia, vou-vos contar como fiquei a saber que não tinha o blog activo.
Há uns anos, enquanto navegava por aí, num dos muitos sites que visito regularmente, consegui uma conta premium do serviço Pingdom pelo período de um ano – uma promoção daquelas fantásticas de que os primeiros x clientes têm acesso. Apanhei um post num local de referência a acabar de ser publicado.
Configurei o serviço e, durante um ano fui usando sem problemas de maior.
O ano passou e tive que cancelar a minha conta – o serviço na altura não tinha conta não paga e eu, para um blog pessoal não estava (como não estou) na disposição de pagar por este serviço.
O tempo passou e há cerca de 6 meses, verifiquei que o serviço passou a permitir ter uma conta free.

Fantástico. Rapidamente reactivei a minha conta e configurei a minha monitorização.
Eis senão quando ontem, durante a madrugada de ontem recebo um SMS. Quem me conhece sabe que, de tempos em tempos estou de prevenção, mas a recepção de SMS durante a madrugada não é usual.
To cut a long story short: 
Tempo total sem blog activo: 32h e 55m.
Não se perdeu muito.




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