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Coisas da Vida

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O carro da Filipa não ficou propriamente assim, mas o resultado prático foi o mesmo: carro para a sucata e começar procura de carro novo.

Foto © Hussain Isa

Written by António Soares

Fevereiro 10th, 2011 at 12:41 am

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Atrasado

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Tu sabes que é para ti.

Um beijo do tamanho do mundo!

Parabéns públicos atrasados.

[audio:http://planetasoares.com/wp-content/uploads/2011/02/Queen-Love-Of-My-Life.mp3|titles=Queen - Love Of My Life]

Written by António Soares

Fevereiro 9th, 2011 at 11:51 pm

Ajuste Directo [III]

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© michele aquila

Lembra-me do Ajuste Directo? Aqui e aqui? Não? Eu também não me lembrava até este post.

Fui-me entreter a fazer mais umas pesquisas.

Para perceberem como é gasto o nosso dinheiro:

  • 09/12/2010 – Governo Civil de Lisboa compra 6 viaturas blindadas – 1.007.700,00 €
  • 28/10/2010 – Município de Torres Vedras compra combustíveis para frota do município durante um ano – 624.032,61 €
  • 11/03/2010 – CTT renovam licenças Microsoft – 4.996.480,00 €
  • 28/12/2010 – CTT contrata “serviços de suporte técnico às licenças Oracle” – 1.174.031,41 €
  • 20/12/2010 – Direcção Geral de Autarquias faz upgrade, via Deloitte, ao software RJUE745.000 €

É preciso continuar? Tive o cuidado de ir buscar ajustes recentes (não pude deixar passar em claro a renovação de licenças Micro$oft em Março).

É caso para perguntar: estão os nossos governantes a governar-nos ou a governarem-se à nossa custa?

Written by António Soares

Janeiro 8th, 2011 at 8:00 pm

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O Papão do FMI

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Tenho andado particularmente irritado por estes dias…

Não é novidade para quem me conhece, já tenho essa fama há muito e já que a tenho, venha de lá o proveito também.

Vem isto a propósito devido ao facto de ontem a agência de ratings Fitch cortar mais uma vez os ditos a Portugal – eu sei que não tem nada a ver, mas apeteceu-me começar assim esta crónica…

Parece que descemos mais um degrau no dito cujo – já devíamos estar habituados – e abrimos a porta ao bicho papão chamado Fundo Monetário Internacional.

O que me deixa perplexo é a continuada política do medo que se tem vindo a instalar neste país. Ai, é o medo da agência de ratings, ai é o medo do FMI, ai é o medo de perder o emprego, ai é o medo de não sei que mais…

Vai daí e o que faz o nosso governo? Aproveita-se desse medo e toca de cortar nas liberdades e garantias que temos como verdadeiras.

O último exemplo chama-se liberalização do despedimento – sob o nome de facilidade – e baixa dos custos para despedir, como forma de reduzir as assimetrias com os contractos a prazo ou a recibos verdes. Ninguém quer saber se não se deveria fazer o contário – i.é, terminar com o trabalho precário a recibos verdes ou o trabalho a prazo sucessivo. ‘Bora lá a flexibilizar mais um bocado o mercado de trabalho em Portugal que o povo anda é com medo e deixa fazer tudo desde que não perca o trabalho que tem.

Numa nota lateral, ainda no princípio do mês Fernando Ulrich, presidente do BPI, defendia a liberalização do despedimento individual mas com o devido reforço da compensação financeira ao trabalhador. O que mudou desde essa entrevista?

Voltando ao tema, o período que vivemos neste momento é negro. Não há outra forma de o colocar. O FMI prepara-se para entrar no país em 2011 – provavelmente logo no primeiro trimestre – serão tomadas novas e mais drásticas medidas de austeridade – que linda palavra para dizer que vão foder outra vez os mesmos – o governo PS minoritário entretanto cai, lá para o verão serão marcadas eleições e Pedro Passos Coelho será eleito o salvador deste país sem rei nem roque.

O que ninguém percebe, ou faz por não perceber é que novas medidas de austeridade levam duas coisas essenciais:

  1. mais desemprego – o que faz aumentar a necessidade do estado de contribuir com prestações sociais – leia-se subsidio de desemprego;
  2. menos dinheiro no bolso – o que leva a diminuir o consumo com um perda de receitas em impostos directos e indirectos

Os dois factores juntos levam depois a que o risco de incumprimento de pagamento de empréstimos bancários – nomeadamente o crédito à habitação – seja maior o que leva a que as agências de ratings subam o mesmo alerta de incumprimento ou dificuldade de financiamento dos nossos bancos o que pode fazer subir o rating da dívida pública soberana por poder haver necessidade de apoio ao sistema bancário pelo estado, o que leva a que o estado se financie a custos mais altos, o que origina que novas medidas de austeridade sejam colocadas em cima da mesa…
Estão a ver onde quero chegar?

O que fazer então?

Como não sou perito nem economista – e não necessariamente nesta ordem – não tenho soluções milagrosas – nem ninguém mas pede.
Mas tenho opinião sobre o assunto e, apesar de ninguém ma pedir deixo aqui algumas ideias – sei que ninguém me lê, mas hoje, véspera de Natal apetece-me escrever um pouco…

Para começar devemos perceber o que significa entrar em incumprimento. Porque é tão importante para o país cumprir o défice? A resposta é simples: o país e o seu sistema financeiro – que têm responsabilidade de colocar dinheiro na mão das pessoas e das empresas – são obrigados a financiar-se a custos cada vez mais altos. Significa o fim de empréstimos bancários para compra de habitação a preços razoáveis e investimentos das empresas a preços proibidos.

Significa também que os bancos – que também têm dívida – podem entrar em risco de incumprimento – se as pessoas e as empresas não pagam o que devem os bancos não podem cumprir as suas obrigações. E com os nossos bancos a entrar em incumprimento a solução passa por o estado deixar falir os mesmos – ou salva-los mais uma vez e entrar o próprio estado em incumprimento. E se os deixar falir o que acontece? Os bancos a quem os nossos bancos devem dinheiro entram em incumprimento.
Estão a ver onde quero chegar?

De repente, tudo faz mais sentido.

De repente dá para perceber porque razão os mercados andam tão nervosos. É que o problema não é Portugal ou a Grécia. É a bola de neve que se pode gerar.

Na minha opinião a solução para o nosso problema é simples embora radical: saír do Euro. Ganhamos autonomia na gestão das taxas de juro e no peso da nossa moeda – que podemos desvalorizar.

O exemplo da Islândia é paradigmático. Enquanto na Irlanda o FMI insiste em salvar os bancos da falência, cortar o salário mínimo e reduzir ou eliminar benefícios aos desempregados – hello, hello, anyone… -  os islandeses optaram por manter o bem estar social optando por reduzir o valor da sua moeda e deixar entrar em falência o seu sistema bancário. Hoje a Islândia tem uma taxa de desemprego pouco superior a 7% – mesmo com a fuga de mão de obra qualificada e os efeitos negativos de erupção do vulcão – e a Irlanda já vai com quase 14% – and counting…

O que países como Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e porque não a Itália têm que fazer é sair do Euro. Deixar os alemães – que se financiam a 3% para revender a 7% a Portugal ou à Grécia – com a batata quente na mão e a tomar decisões rápidas para definitivamente tomar decisões de politica económica comum.

Prontos, para um não económico e não perito – Deus me livre – são umas ideias engraçadas – e parece que não sou o único.
Vamos lá ver o que nos reserva 2011 mas acredito que os próximos tempos não serão fáceis. Nada fáceis…

Written by António Soares

Dezembro 24th, 2010 at 2:37 pm

Diga lá outra vez

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O nosso caro presidente (mesmo assim, propositadamente com minúsculas) disse um destes dias que previu tudo aquilo que hoje está a acontecer em Portugal.

Como não acredito que seja masoquista ou que goste de ver o povo sofrer só posso concluir que foi conivente com aqueles que nos governam e, pior que isso, nada fez para melhorar a situação…

“Ah, e tal e coiso, ele não tinha grande poder para impor a sua vontade…”

Desculpem o termo mas respondo: bullshit!

Cavaco não só foi conivente com o actual estado de coisas como pactuou e, mesmo que apenas por omissão, foi interveniente directo no agravar da nossa situação económica.

Não pode vir dizer, enquanto presidente (mesmo assim, em minúsculas) que já sabia o que ía acontecer a este país e não ter feito nada para o alterar.

Cavaco não é (ou não foi) um presidente (mesmo assim, em minúsculas) activo e interventivo.

Quem não se lembra de diversos episódios durante o seu mandato que mais não foram do que baixar de calças (e colocar-se de cócoras) do, agora candidato, Sr. presidente (mesmo assim, em minúsculas)?

Exemplos? Não faltam:

  • Quem interrompeu as férias natalícias de 2008, convocou os jornalistas de urgência para se queixar do novo estatuto dos Açores? Pior que isso, quem o promulgou o mesmo discordando do seu conteúdo? Falta de tomates Sr. Aníbal?
  • Quem aceitou promulgar a lei de interrupção voluntária de gravidez mesmo sem ter havido um referendo vinculativo e tendo uma posição pessoal contrária à vontade do governo? Falta de tomates Sr. Aníbal?
  • Quem aceitou empossar um governo minoritário sem ter garantido a devida estabilidade política com concessões à direita ou à esquerda? Falta de tomates para dizer não, Sr. Aníbal?

Cavaco terá sido provavelmento o pior presidente (assim mesmo, com minúsculas) que terei tido a infelicidade de ver neste país.

Por muito menos vi, nestes últimos 5 anos Manuel Alegre a fazer frente a Sócrates e sus muchachos.

Sr Aníbal, tenho-lhe a dizer que, em Janeiro perde dois votos em relação a 2005. O meu, que votou em si e o meu que vai votar noutro candidato (ou nulo enquanto não houver um quadrado para votar em branco).

Written by António Soares

Dezembro 23rd, 2010 at 2:49 pm

Para memória Futura [II]

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imagem mundodeportivo.es

Que o “melhor treinador” do mundo não se fique a rir.

Para quem dizia que 8-0 era impossível, não faltou muito. Ou melhor, apenas faltou que o Barça não levantasse o pé após o 4º golo…

Written by António Soares

Novembro 29th, 2010 at 11:57 pm

Para Memória Futura

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Adenda suplementar:

Written by António Soares

Novembro 8th, 2010 at 12:50 am

Abandonado

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Este sítio tem estado completamente ao abandono.

É verdade e reconheço-o sem problemas.

Há no entanto uma explicação simples para isso… Durante o mês de Outubro eu e a Filipa (e toda a nossa família, verdade seja dita) começamos e concretizamos a mudança para o nosso palácio.

Com isso, as mordomias de morar na cidade, ou no centro da cidade para ser exacto, foram-se:

  • Foi-se a televisão – seja cabo, fibra ou simples sinal analógico – estivemos quase 2 semanas sem qualquer contacto com televisões;
  • Foi-se a internet – seja fibra, cabo, adsl ou simples rdis – o único acesso era de um kanguru que só apanha rede a 2g;
  • Foi-se a vontade de vir aqui – seja de dia, de tarde ou à noite.

A verdade é que hoje, quase um mês depois de nos termos mudado, já tenho televisão – via satélite – já tenho internet – via adsl e que pago uma fortuna entre mensalidade telefone e acesso adsl e acima de tudo continuo sem vontade de cá vir. :)

No entanto, como sei que passam por aqui todos os dias em busca de novidades cá vos deixo uma imagem ilustrativa do que perdi com a mudança…

Velocidade do meu acesso internet a 29 de Outubro de 2009:

Velocidade do mesmo acesso a 03 de Novembro de 2010:

E sabem o que vos digo: bem bom! Pensei que ia ser bem pior.

PS: Mudamo-nos no dia de anos da minha irmã mais nova e volto a escrever aqui na véspera do aniversário da matriarca da família – Parabéns Maria! :P

Written by António Soares

Novembro 3rd, 2010 at 11:02 pm