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Programa para hoje
O novo profeta

Vou aproveitar o jogo de hoje, na vitória por 5-1 com o Spartak Moscovo, nos 4ºs de final da Liga Europa, para falar um pouco das emoções fortes que todos os portistas têm sentido por estes dias.
Depois de garantir a reconquista do campeonato no galinheiro, depois da festa ainda a 5 jornadas do fim, voltamos hoje a jogo com uma grande vitória que praticamente nos coloca nas meias-finais da competição.
Dizia eu, há quase um ano, que quem viesse teria uma tarefa quase impossível pela frente.
Pois bem, os números, impressionam:
- 47 jogos, 40 vitórias (85%), 4 empates, 3 derrotas, 108 golos marcados (2.3 por jogo) e 28 golos sofridos (0.60 por jogo)
O jovem André,o primeiro treinador do meu clube mais novo do que eu, impressiona pela regularidade, pelo carisma e acima de tudo pela cumplicidade que mantém com os adeptos, jogadores e dirigentes. Um casamento perfeito.
PS: editado para corrigir os números relativos aos jogos já que a primeira versão tinha incluído os jogos da pré-época.
Politiquices III

Eu prometo que é a ultima vez que falo sobre política nos próximos tempos:
“Os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA. Ele vale 20% para quem tem muito como para quem tem pouco“.
Pedro Passos Coelho, no livro “Mudar”, editado em 2010.
“Se ainda vier a ser necessário algum ajustamento, a minha garantia é de que seria canalizado para os impostos sobre o consumo, e não para impostos sobre o rendimento das pessoas“.
Pedro Passos Coelho, ontem, 24 de Março de 2011, em Bruxelas.
Sabemos ao menos para o que vamos já que, ainda não foi eleito, e já não consegue manter a palavra…
visto no massa monetária
Censos 2011

Terminei agora de entregar os meus Censos via Internet.
Cerca de 1h perdida a responder a perguntas que já não se usam e a perguntar-me a mim mesmo porque razão não se aproveitou para fazer outras (perguntas).
Sei lá, se tem Internet, se tem televisão por cabo/satélite…
No fundo, no fundo, a Maria João sumariza bem a coisa – e acrescenta-lhe uns pozinhos sobre o chefe de família que cá em casa, pelos padrões do INE, é a Filipa.
Para memória futura [III]
Quem paga a crise:
Clique na imagem para aumentar.
Imagem surripiada do jornal público e retirada do Ladrões de Bicicletas.
A sede de poder

Está marcado no calendário que hoje será o dia em que o Governo da Républica cairá do pedestal em que está e será marcada uma data para novas eleições.
Parece também que o nosso querido presidente diz que tudo isto aconteceu muito rapidamente e que não teve margem de manobra para actuar preventivamente. Como eu o compreendo. Não é a primeira vez, nem sequer a segunda e não será seguramente a última. A Maguia não o deixa vêgue televisão em casa à hoga do telejognal e pug isso não conseguiu segue pegueventivo.
Quem se ri de contente é o Passos Coelho e os seus pares.
Preparam-se para tomar de assalto um lugar que não é deles – curiosamente não se comprometem com coligações com o CDS antes das eleições, algo que deveria ser obrigatório para que o povo saiba quem pode colocar no poleiro – já avisou que isto está muito mal e que ainda vai piorar – terá sempre a desculpa que isto ainda estava pior do que pensavam e que por isso vão ter que reforçar as medidas de contenção – ding, ding, ding… sai um pacote de privatização para a saúde em Portugal – e quando a retoma finalmente vier – sim, há-de chegar – serão vistos como os salvadores da pátria.
Como não me considero (muito) estúpido, nem costumo ter (grandes) falhas de memória, digo já para não contarem comigo para dançar este baile.
Foto © José Goulão
Tira-me do sério

Estou f*d*d*!
Anda uma pessoa a matar-se para os outros e tem que ouvir o que não gosta de quem deveria estar calado? Arre!
Note to myself: do not answer the phone after work.
Vamos ver se é com esta que aprendo…
© photo herval
Deputados e Deputadas
Anda por aí uma algazarra para que o governo reduza o número de deputados ao valor mínimo inscrito na Constituição Portuguesa – 180 deputados.
Convém lembrar que neste momento, o número de deputados com assento no parlamento está em 230, máximo permitido pelo artigo 148º da Constituição da República Portuguesa.
Como em tudo o que faço na vida, antes de seguir a carneirada, dou-me ao trabalho de tentar perceber o que significa reduzir 50 deputados no Parlamento.
Para além do óbvio – redução do custos em recursos humanos directos e indirectos – o que é que isso significa para a população em geral.
Neste momento, a distribuição de deputados encontra-se distribuída da forma representada no gráfico de cima.
Alterando o número de deputados na AR de 230 para 180 obriga a redistribuir o número de deputados eleitos por cada círculo eleitoral – sabem que o país não vale todo o mesmo, não sabem? – e isso influencia directamente a distribuição de lugares pelos diferentes partidos.
Com excepção dos 4 mandatos para o circulo da imigração, só 2 distritos manteriam os mesmo lugares que hoje elegem – Portalegre manteria os actuais 2 e Bragança manteria os seus 3 deputados. Todos os outros círculos eleitorais perderiam representatividade. Em particular os distritos de Beja e Évora perderiam 33,3% dos deputados já que passariam dos actuais 3 para 2 deputados apenas.
Mas esta não é a principal consequência – acho que com isto vivemos nós bem.
Numa redução de 230 para 180 deputados, o mapa representativo na Assembleia mudava radicalmente.
PS + BE passariam de 113 deputados em 230 (lembro que a maioria precisa de 116 deputados) para 92 em 180 (em que a maioria obtém-se com 91 deputados).
E é precisamente aqui que eu quero chegar. É que o povo português no actual sistema político não tem quem o representa.
Estamos representados por partidos políticos que têm as suas agendas e são comandados pelo seu presidente. Os deputados, mais preocupados em agradar ao partido – pois disso depende a sua posição na próxima lista eleitoral – que ao círculo eleitoral que o elegeu.
Quando não estamos satisfeitos com determinado rumo só nos resta uma opção: mudar de partido político. E quando é que começa a responsabilização dos deputados e dos políticos?
Em vez de nos preocuparmos em reduzir o número de deputados, devemos isso sim é preocupar-mo-nos em eleger alguém que nos represente. Que tenha cara. Que tenha um telefone, um endereço de email e um nome. Para isso, devemos deixar de votar em partidos e passar a votar em pessoas – que podem e devem ser livres de se organizarem em partidos políticos mas que não deixam de poder ser responsabilizados pelos eleitores que os elegeram.
Dito assim, aposto que uma grande percentagem de portugueses estará de acordo comigo.
Se disser a seguir que esta medida é contra-producente com a redução de deputados já me caem todos em cima.
Devemos então passar de círculos eleitorais fechados para um modelo de voto preferencial ou no limite um sistema misto em que as listas nacionais são fechadas e um pequeno conjunto de círculos regionais eleitos através de voto preferencial.
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