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O meu primeiro dia de aulas
Este é o relato, contado na primeira pessoa, do primeiro dia de aulas do Hugo.
Ao acordar não fiz asneiras e não chateei a mãe quando fui para o carro. Acordei à primeira vez que a mãe disse. Eu tomei o leitinho e esqueci-me de lavar os dentes (ndr: neste momento diz-me que ia dizer que tinha lavado os dentes mas que se tinha esquecido).
Vesti-me sozinho, coloquei a mochila às costas e desci para a garagem.
Cheguei à escola de carro, com a mamã. Eu saí do carro e a mamã foi levar as minhas coisas à porta da escola (ndr: ao edifício propriamente dito).
Fui brincar com a prima Inês, que anda no terceiro ano.
A professora chegou e os meninos entraram todos menos eu porque a auxiliar não me disse que era para entrar e eu fiquei na dúvida. Depois a Bárbara, que é a minha namorada, disse-me para eu entrar e eu entrei.
Na minha sala estão o primeiro e o quarto ano e eu sou do primeiro ano.
Quando cheguei à sala, já estavam todos sentados e a professora disse-me que este menino era novo e perguntou-me se eu estava bom ou não. Respondi que sim, estava bom!
Depois foi o baptizado. Eu era com o Xico. Ele, o Xico, atirou-me pinguinhas no cabelo quentinhas e o Xico limpou-me o cabelo com um pano (ndr: o baptizado é uma nova moda – não sabia sequer que existia – em que um aluno do quarto ano é o padrinho de um aluno do primeiro ano e o ajuda a ambientar. Aparentemente o Xico, é o padrinho do Hugo).
Fomos lanchar lá fora – estava sol – e lanchei um iogurte e um pão com manteiga.
Fui brincar às corridas com os meninos e às famílias com a Inês e outras meninas que não sei o nome.
Depois fui almoçar. O almoço foi sopa com massa e carne redonda que parece uma bola de futebol (nota: almôndegas) e comi 2. Bebi água. A sobremesa era ameixa mas eu comi maçã, foram as senhoras de lá da escola que me deram.
Depois do almoço fui brincar e depois voltamos para a sala e pintei um desenho igual ao que tinha feito em casa.
Depois da pintura eram horas de lanchar – um pão com manteiga – e fui brincar outra vez.
Depois eu fui embora. Com a mãe. Fomos buscar a Helena à pré. A Inês também foi comigo.
Viemos para casa.
Tentei não alterar muito o que me era relatado… Deixei algumas notas para melhor compreender o contexto e/ou conteúdo.
6 aninhos

Mais um ano se passou e, felizmente, vais poder festejar novamente o teu aniversário.
Este ano cresceste ainda mais depressa que o ano passado. E eu não te vou perdoar por estares a crescer tão depressa. E por seres um amor. E um anjo. E para o ano de certeza que já vais andar por aqui a ler tudo aquilo que te escrevo.
Este ano mudaste de escola – ou de pré, como se diz agora – e não estranhaste. Ainda antes de nos mudarmos para o nosso palácio, matriculámos-te na escola da tua nova freguesia e ambientaste-te muito bem. Tu e a tua irmã, mas a história dela fica para outro post não muito distante.
Neste ano que passou, continuaste a surpreender os pais, avós, tios e as desnaturadas tuas tias com a tua perícia a matemática – fazes, de cabeça, qualquer conta básica de somar ou subtrair mesmo tendo mais que um ou dois algarismos e, usando papel e caneta fazes qualquer adição por mais complexa que seja.
Aguentaste, com algumas diabruras e birras próprias o teres que crescer com uma irmã mais nova, que chora à primeira contrariedade. Eu e a mãe já sabemos como é e já damos o devido desconto. Mas também já percebemos que te aproveitas da situação para fazeres das tuas, de quando em vez.

A partir de Setembro vais para a escola primária. Aprenderás a ler – as letras já as conheces – e iniciarás o teu percurso académico.
Que possas ter, neste teu dia, tudo aquilo que desejas.
Nós, eu e a tua mãe, aqueles que te amamos mais que tudo, estaremos sempre cá para te ajudar a encontrares o teu caminho. Acredito que a tua irmã também quer, neste dia, deixar-te um beijo grande.
O dia em que o pilau se riu
Hugo – Mãe, vais passar por aquele túnel?
Mãe – Vou.
Hugo – Por aquele ali que vem aí?
Mãe – Sim, claro. Como é que achas que vamos para a escola?
Hugo – Ai, ai.. Ai, ai…
Mãe – O que foi filho?
Hugo – Ai que o meu pilau vai-se rir!
Foi (mais ou menos) assim a primeira vez que ouvimos falar do pilau a rir-se.
Quando lhe perguntamos porque é que o pilau se ria, a resposta não podia ser mais simples:
- Olha, porque sim, o que achas?
Agora, sempre que passamos num túnel ou numa ponte com um declive acima do normal lá vem a frase do costume:
Hugo – Ai que o meu pilau vai-se rir!
Helena – Ai que o meu pipi vai-se rir!
Eu e a Filipa, rimo-nos sempre!
5 aninhos

Esta é uma das primeiras fotos do Hugo. Ainda não tinha 24 horas.

Esta ultima foto dista quase 5 anos da primeira.
Muito se passou, muito cresceu, muito aprendeu e muito nos faz crescer a nós, pai e mãe babados.
Parabéns filho. 5 anos lindos!
Nós, o pai e a mãe, estamos muito orgulhosos de ti e adoramos-te.
Parabéns!
Ilusão de Óptica [2]
Em Bom Português
Conhecem o verbo pimpar?
Confesso, também não conhecia.
Foi o Hugo, o meu filho de 4 anos que um destes dias se saiu com essa:
- Pai, vou pimpar, dizia-me ele!
- Pimpar?
- Sim! Pim, pão, pum, cada bola mata um, prá galinha e pró perú…
E prontos. Já ficaram a saber do novo verbo do língua Portuguesa. Só me falta avisar a Porto Editora.
Férias
Sim, é verdade! Estou de férias já há uma semana…
O problema é que, por Braga o tempo tem estado uma valente porcaria (e isto para não dizer um palavrão).
Depois do ano passado ter ido para Palma, este ano vou ficar por cá.
Na próxima semana, apanham-me por aqui:
Ver mapa maior
Desta vez, ao contrário do que aconteceu o ano passado, tenho acesso à internet, mas não contem com actualizações aqui.
Acredito que, no meu twitter, apareçam algumas entradas.
Vemo-nos em Agosto.





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