Archive for the ‘eleições’ Category
Em Janeiro deste ano, fiz uma série de previsões sobre como correria este ano.
Acho que é chegada a altura de contabilizar como me saí enquanto concorrente directo das Maias deste país.
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Três em cada quatro entradas com 100% de acerto, não é nada mau.
Algumas notas, no entanto:
- Acredito que mais cedo ou mais tarde, Mourinho sairá para do Inter de Milão. O confronto com o Chelsea em Fevereiro pode ser decisivo;
- Contabilizei com acertada a saída de Manuela Ferreira Leito do PSD, já que esta já confirmou que não se recandidatará;
- Algumas estimativas são difíceis de contabilizar:
- A crise mundial agravou-se ou melhorou?
- Os Israelitas e Palestinianos pararam de se matar mutuamente?
- O Boavista, não subindo de divisão, desapareceu?
Foi um bom exercício que não sei se repetirei para 2010.
Afinal o meu último post não foi o último sobre as autárquicas…
Pode ser que seja este.
Gostava de deixar no ar uma pergunta ao cada um dos candidatos mais prováveis a vencer a Câmara Municipal de Braga.
A Mesquita Machado pergunto o que pensa fazer em quatro anos que não tenha feito em 34.
A Ricardo Rio pergunto como se propõe libertar a cidade do muro de betão que a circunda.
Vou dar o meu último contributo para ajudar os indecisos no voto do próximo domingo:
Esclarecedor.
Via Avenida Central
Depois de faltar a um debate na Rádio Universitária do Minho para debater as eleições autárquicas o presidente da cidade de Braga eleito e re-eleito há mais de 30 anos, faltou hoje ao debate televisivo na RTP-N.
Quer-me parecer que este senhor, perdeu uma oportunidade de ouro para se despedir da cidade de uma forma digna.
No dia 11 saberemos.
Alguém que pergunte a este senhor se em mais de 30 anos como Presidente da Câmara Municipal de Braga não amealhou o suficiente para contratar um serviço de photoshop melhorzito.
Se não o fez, pode sempre pedir aos filhos, já que estes têm dinheiro para comprar bares ou farmácias no centro da cidade!
Ou mesmo ao genro, a quem emprestaram 100.000€, certamente para levar a cabo uma gestão eficiente na Braval…
O que não se admite, é que se apresente aos bracarenses, nesta triste figura:

Mesquita Machado
PS: Imagem tirada daqui.

Quando em Março de 2008, o presidente do município de Braga dizia, numa entrevista ao Diário do Minho que, ou a Britalar ganhava o concurso para a requalificação do topo norte da avenida ou o concurso seria anulado e se mostrava convicto de que a obra seria aberta ao público 12 meses depois, torci o nariz.
Hoje, 17 ou 18 meses depois de começada a obra (com ou sem atropelos à lei) a Câmara Municipal de Braga e o seu presidente preparam-se para inaugurar a obra do mandato. Na próxima segunda-feira, pelas 07h da manhã a via é aberta ao trânsito e inaugurada um pouco mais tarde nesse mesmo dia…
Sabemos todos que o timming desta inauguração não é inocente. As eleições autárquicas estão à porta e as sondagens em Braga não têm sido favoráveis. Mesmo assim, aí está ele, o tubarão político que mais anos tem à frente de uma câmara no país, a mostrar trabalho e a colocar-se na pole position para mais um mandato.
Como disse aqui, não acredito que Mesquita Machado ganhe as próxima eleições, mas sei que os portugueses, quando chamados a votar, têm uma memória de merda…
Anda meio mundo a dizer que o PSD foi o grande vencedor das eleições europeias no último domingo.
Não concordo.
Na realidade, o PSD apenas teve mais 2.000 votantes que há 4 anos atrás. Percentualmente estamos a falar em menos de 0.3% de crescimento num ano em que o Governo PS tem tudo a perder e pouco a ganhar.
Olhando para os números de forma fria, o PS perdeu 5 dos seus 12 eurodeputados. O PSD, que em 2004 tinha concorrido coligado com o CDS-PP, consegue 8 deputados, a juntar aos 2 do CDS-PP, em comparação com os 9 que ambos tinham em 2004. Sendo verdade que o País elege hoje menos 4 eurodeputados que há 4 anos, parece fácil perceber que foi a bancada socialista a grande sacrificada com esta redução.
Quem foi então o grande vencedor?
Na minha opinião, houve dois grandes vencedores e um grande derrotado.
O primeiro, e mais óbvio, o Bloco de Esquerda. Contra todas as probabilidades, consegue eleger 3 eurodeputados, mais que duplicando os números de 2004.
Esta transferência de votos entre partidos da esquerda deve-se sobretudo à fraca capacidade que o PSD em geral e Manuela Ferreira Leite em particular têm em capitalizar e chamar a si o descontentamento generalizado que o País e os Portugueses sentem em relação ao PS, ao Governo e à sua (des) governação. O eleitor sente-se mais protegido transferindo votos entre partidos da esquerda, mostrando um cartão amarelo de tamanho gigante ao Eng. Sócrates e aos seus ministros, minimizando os impactos que a transferência do seu voto para a direita poderia trazer.
O Bloco, e as suas bases, conseguiram conquistar os votantes PS insatisfeitos com o Governo e principalmente os professores. Basta olhar para os números crus da votação em Timor e conseguimos perceber um padrão…
O segundo grande vencedor, a abstenção. 63% de abstenção, somando ainda quase 5% de brancos e 2% de nulos, dá um grand-total de 70% de Portugueses que decidiram deixar para outros a decisão (se bem que os brancos e nulos são uma tomada de posição válida). Os políticos profissionais continuam sem conseguir enamorar os portugueses para a política e consciencializar os portugueses que estas decisões são importantes para o seu futuro. E enquanto tivermos taxas de abstenção desta ordem de grandeza, que tal pensar em mecanismos de incentivo ao voto? Pequenas multas pecuniárias ou a proibição de voto nas eleições seguintes são exemplos.
O grande derrotado: Eng.º José Socrates. Apostou no cavalo errado (leia-se, um independente com algumas ideias esquisitas), montou uma máquina que parecia imparável e mobilizou todo o partido e todo o governo para estas eleições. Fica a sensação que, se assim não fosse, o resultado seria histórico. Ver o PS a escassos 6% à frente dos partidos à sua esquerda deve ser muito mais preocupante para o primeiro-ministro que vê-lo a 5% atrás do PSD.
E agora?
Agora, o Eng.º Sócrates tem duas alternativas:
- Faz uma mini revolução governamental substituindo os ministros que mais votos custam ao PS. Maria de Lurdes Rodrigues, Mario Lino e Alberto Costa são nomes que me vêm logo à cabeça. Reconquistar os professores, serenar a Justiça e adiar, mas não sacrificar, obras megalómanas, parece-me óbvio, mesmo para mim. A 3 ou 4 meses de ir a votos, não há muito mais que possa fazer.
- Continua a fazer ouvidos moucos das queixas do povo e arrisca-se a perder o Governo para a pior oposição que eu tenho memória. Como disse em Janeiro, e confirmei nestas eleições, Manuela Ferreira Leite, pode vir a ser uma boa estadista, não tendo no entanto o mínimo perfil para andar atrás do voto e conquistar o país. Isso paga-se caro e dificilmente será eleita.
A chave das próximas legislativas está em saber como o PS conseguirá reconquistar os votos que agora se foram para o BE. O futuro governativo do país decidir-se-á neste ponto-chave. E o próximo governo, sendo PS e não tendo maioria absoluta, fica refém de acordos pontuais com o BE ou com o PCP-PEV já que não vejo possibilidade de uma coligação se formar após as eleições… A confirmar lá mais para o fim do ano…
Em Janeiro deste ano atrevi-me a fazer uma série de previsões nos mais variados temas.
Seis meses se passaram e penso ser uma boa altura para rever a lista e fazer um ponto de situação.
Previsões concluidas com acerto:
- O F. C. Porto conquistou a dobradinha;
- O Barça ganhou o ser terceiro título europeu;
- O PSD foi o partido mais votado nas eleições europeias;
- O BCE continua a baixar a taxa de juro (chegou a 1%) mas os spread’s continuam a subir;
- Não tive, como esperado, o aumento de ordenado que desejava;
- A construção da casa entrou em velocidade de cruzeiro;
As restantes previsões, ou ainda não há conclusões ou ainda é cedo para se confirmarem (ou negarem), pelo que, em Dezembro faremos novo ponto de situação.