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Onde começa a diversão…

Archive for the ‘casa’ Category

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Querida família,

Sabem aquele pedido de ajuda para trocar os quartos lá em casa? Passar o meu quarto e da Filipa para o quarto do Hugo e vice-versa?

Esqueçam! A Filipa tratou disso ontem…

Sim, eu sei que hoje é 1 de Abril, mas mais logo coloco uma foto para confirmar a veracidade da notícia.

Written by António Soares

Abril 1st, 2009 at 1:10 pm

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A Contribuição áudio-visual

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Quem tem casa certamente sabe que, na factura mensal, bi-mensal ou anual que a EDP nos envia para casa existe uma taxa que carinhosamente chamam de “Contribuição áudio-visual“.

Parece que o Estado, aquele bicho papão de quem todos falamos mal, mas nenhum de nós conhece, sub-contratou a EDP para que esta, em seu nome, cobre esta taxa a (quase) todos os Portugueses.

Sempre me fez alguma confusão, estar a pagar TVCabo ou MEO e a EDT continuar a taxar-me por um serviço que não contratei. Nunca reclamei apesar das infindáveis estórias que circulam na Internet de casos de sucesso em deixar de pagar este imposto camuflado.

No entanto há algo que recentemente me fez questionar toda a legitimidade desta cobrança.

Estando a construir aquilo que espero venha a ser a minha casinha, tive que, obviamente, contratar a EDP para o fornecimento de energia na obra. Não havendo concorrência não temos mais a quem nos dirigir se quisermos luz ou electricidade, certo?

Ora, qual não foi o meu espanto quando, na conta bi-mensal vejo a famosa “Contribuição áudio-visual” no valor de 1.75€/mês + IVA.

Acto continuo, dirigi-me ao site da EDP na Internet e preenchi uma reclamação. A resposta chegou em menos de 10 minutos, via email:

Estimado Cliente,

Gostaríamos de agradecer o seu contacto e de o esclarecer acerca da questão relacionada com a contribuição para o áudio-visual que nos coloca.

A contribuição para o áudio-visual é um tributo que incide sobre o fornecimento de energia eléctrica, encontrando-se a EDP Serviço Universal, assim como os restantes comercializadores de electricidade, legalmente obrigada (1) a facturar e a exigir o seu pagamento, conjuntamente com o preço do fornecimento de energia.

Assim, com excepção dos consumidores cujo consumo anual seja inferior a 400 kWh, que se encontram legalmente isentos (2) , não nos será possível, à face da lei, satisfazer a sua pretensão.

Por último, gostaríamos ainda de referir que perante as obrigações legais relativas à contribuição áudio-visual, a EDP Serviço Universal deve informar a DGCI3 e a Rádio Televisão de Portugal SGPS, SA de todas as situações de falta de pagamento da contribuição áudio-visual.

Com os melhores cumprimentos,

Pela EDP Serviço Universal, SA
<pessoa devidamente identificada>

Nota:
(1) – n.º 5 do artigo 5.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 169-A/2005 e pelo Decreto-Lei n.º 230/2007, de 14 de Junho.
(2) – artigo 4.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto.
(3) – Direcção-Geral dos Impostos.

Acredito que esta seja uma resposta padrão e a pessoa em causa apenas se limite a fazer copy-paste.

A verdade é que a EDP apenas se limita a fazer cumprir a lei e fá-lo em nome do Estado Português. Uma consulta rápida à legislação em vigor (obrigado Lila), constatamos que o governo do Durão Barroso, em 2003, introduziu este fantástico imposto encapuçado em forma de taxa para financiar a RTP/RDP. Não nos podemos excluir de ver cobrado este valor mesmo que não tenhamos televisão ou rádio. Não obtemos qualquer benefício com esta taxa. Não temos qualquer voto sobre a linha editorial da RTP, podendo mesmo esta mentir aos contribuintes para se isentar de realizar o serviço público a que se obriga.

Como disse no início, não sou totalmente contra esta taxa. Nunca a questionei embora a acha uma dupla tributação para quem, como eu, tem um serviço de televisão pago.

Não posso no entanto ficar calado quando sou taxado por algo que não vou, em absoluto, usufruir durante os próximos 12 a 24 meses. E isso, independentemente de tudo, é um roubo do Estado aos seus contribuintes via EDP.

Written by António Soares

Março 10th, 2009 at 11:34 pm

Voa, voa dinheirinho…

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Depois de no dia dos meus anos terem voado 12.000€, hoje foi dia de voarem mais 12.000€…

Consequências de estar a construir casa…

Written by António Soares

Março 5th, 2009 at 1:36 pm

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As minhas Pipocas

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Já há quase 2 meses que tenho um brinquedo novo. Chama-se Popcorn Hour mas, em vez de tirar pipocas, liga-se à TV da sala.

Sendo um pouco mais detalhado, é uma pequena caixa com saída HDMI e que reproduz todo o tipo de vídeos que se lhe dá para ler.

Popcorn Hour A110

Popcorn Hour A110

Quando o comprei, decidi colocar-lhe um disco SATA interno de 1TB. Ok, dito assim não parece impressionante. E se disser que pode levar cerca de 300.000 fotos, 250.000 músicas em formato MP3 ou 25.000 músicas em qualidade CD, 120 horas de vídeo em qualidade HD ou 440 horas de vídeo em qualidade DVD… Impressiona? Pois, eu sei que sim. :P

Mas não é tudo…

O aparelho está ligado à rede interna. Sorte ou não, tenho cabo ethernet espalhado pela casa – Meo a quanto obrigas. Assim, consigo aceder a qualquer conteúdo vídeo ou áudio devidamente partilhado. Consigo acesso fácil à Internet para ver vídeos no Youtube ou para seguir alguns dos videocast que vejo regularmente. E, sorte a minha, agora vejo em HD – por exemplo, cada episódio do Diggnation é quase 1Gb.

Mas não é tudo…

Esta coisinha tem meia dúzia de utilitários que são um must.

Para começar, um cliente de BitTorrent. Para complementar, tem um Torrent Watcher. Configuramos que séries de TV estamos a acompanhar, a qualidade que queremos fazer download et voilá assim que estiver disponível para download este é iniciado automágicamente (o quanto eu adoro esta palavra… :) ).

Para aceder ao aparelho estão disponíveis um servidor Samba, um servidor FTP e mais uns quantos.

Mas não é tudo…

O aparelho vem equipado com portas USB. Ligar-lhe um disco externo demora alguns segundos e o conteúdo fica logo ali disponível para visualizar.

E não é tudo. Mais havia para contar. Posso apenas terminar dizendo que estou, até agora, muito satisfeito com o aparelho e estou viciado em conteúdo em HD (séries e filmes).

Termino, dizendo mais duas coisas:

  • Tudo ficou por cerca de 350€
  • Por causa desta brincadeira, o meu consumo de internet subiu para valores nunca antes alcançados. Este mês já vou com 34Gb.

Written by António Soares

Dezembro 31st, 2008 at 12:10 am

A Guerra dos Professores

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Este título não foi escolhido ao acaso. Neste momento, os principais dirigentes sindicais que “defendem” os professores, estão numa autêntica guerra com o Ministério.

O problema é que, tal como defende Robert Fisk, “a Guerra representa o falhanço total do espírito Humano“. Neste caso em particular, estamos, todos, a assistir a uma guerra que ninguém pode ganhar.

É minha convicção que, numa guerra, não há vencedores ou vencidos. O que a história nos ensina é que há quem perde mais e quem perde menos. E normalmente quem perde menos tem o poder de exigir algo a quem perde mais.

Continuando com a analogia não inocente no caso dos professores vs. Ministério, ainda nenhum dos “intervenientes” se deram conta de algo primordial. Nesta guerra, tal como nas reais, há inocentes que não estão interessados em tomar partido por nenhuma das partes, mas que se vêm privados dos seus direitos fundamentais.

Como pai e encarregado de educação que sou, sinto que os alunos das escolas públicas se vêm no meio de um campo de batalha que está minado de ambos os lados. Sabem que não se podem mover. Para nenhum dos lados. É deles esperado que assistam, de um local privilegiado, à resolução do caos.

Não vou aqui tomar partido. Conheço satisfatoriamente bem a realidade das escolas portuguesas (ver disclaimer no fim do post) mas também percebo bem que um governo de maioria absoluta se dedique a usar e abusar do poder que tal posição lhe dá.

Compreendo a resistência à mudança. É natural e humano que assim seja. Mas penso que são os professores os maiores prejudicados pela não implementação de um sistema de avaliação.

Não concordo com o Pedro Morgado quando diz, que “O Ministério convoca os sindicatos para negociações mortas à partida“. Ao não abdicar deste modelo de avaliação – por não haver proposta de modelo alternativo – o Ministério apenas confirma que quer os professores avaliados. A proposta apresentada pela Plataforma Sindical assenta, imagine-se, na auto-avaliação. A auto-avaliação não deve ser descurada mas não pode nunca ser o item em avaliação.

Parece-me ainda importante dizer três coisas:

  • Os alunos que têm pais com possibilidades estão no ensino privado. Lá, não vemos professores a queixarem-se de trabalharem 8 horas/dia (em vez das usuais 4 ou 5 no público). Não vemos professores a queixarem-se de serem constantemente avaliados, pelos seus alunos, pelos pais destes e pelos seus pares. Não vemos professores a queixarem-se de apenas terem direito a 25 dias úteis de férias durante o ano. A única coisa que vemos é estes professores a tentarem a colocação da praxe no ensino público;
  • Sou da mesma opinião que algumas pessoas com quem já falei: penso que os professores não estão a ser devidamente representados. A sua mensagem não passa e o público não sabe (ou não quer saber) de que se queixam e esta é uma responsabilidade da plataforma sindical;
  • É minha opinião, que vale o que vale, mas aqui posso dizer o que quer, que, por cada voto de um professor que o governo perde, ganha dois ou três da população “geral”.

Por fim, acho engraçado a plataforma sindical vir agora dizer que fazer greve nas próximas duas semanas não terá qualquer impacto. Óbvio. Os únicos impactos que a plataforma sindical está interessada em provocar são o aproveitamento de pontes e feriados e greves às segundas/sextas-feiras e, porque não dizê-lo em alta voz, descartar a responsabilidade de ensinar a quem realmente interessa: os alunos.

Olha, afinal tomei partido… Fugiu-me…

Disclaimer: Tinha prometido a mim mesmo que não escrevia sobre este assunto.
Por uma razão muito simples: a Filipa, sendo professora, é parte interessada e este assunto é, potencialmente, um foco de discórdia cá em casa.
No entanto, não me consigo conter. A Filipa tem exactamente a mesma arma para expressar o seu ponto de vista, se precisar e quiser. E prometo que as suas entradas no blog não serão censuradas.

Written by António Soares

Dezembro 18th, 2008 at 12:24 am

O Blog

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Muita gente tem-se questionado sobre a falta de entradas neste blog.

Tenho-me refugiado na falta de vontade – e é realmente a vontade que me falta – mas há outras razões para o blog ser a menor das minhas preocupações.

Como já várias vezes disse, privilegio hoje a qualidade em detrimento da quantidade. A verdade é as estatísticas dão-me razão. Mesmo com apenas 4 posts em Outubro, posso dizer que foi o 2º mês que recebi mais visitas e apenas menos 24 que o maior mês – Setembro/2008.

Mas alcançar qualidade não é fácil. Ou pelo menos alcançar a qualidade que eu quero.

Um exemplo… O artigo sobre Barack Obama demorou-me mais de 5 horas a escrever. Há a necessidade de procurar fontes, imagens, vídeos, sinónimos do que queremos expressar e estruturar o nosso texto.

Onde arranjo eu as 5 horas? Roubo-as ao único slot que tenho para dar: ao meu merecido descanso.

As restantes coisas não podem ficar por fazer. Há as crianças para tratar, a ajuda que a Filipa sempre quer (e merece, embora tenha poucas vezes) em casa, o trabalho – sim continuam a pedir para dar os 120% para além dos que já estamos a dar há meses – e o lazer – sim, continuo a ver (quase) religiosamente o FCP, apesar das poucas alegrias dos últimos tempos…

Por isso não se admirem com a falta de artigos… Por exemplo, aquele artigo que eu disse que tinha quase pronto? Continua quase pronto, mas vai ser necessário reescreve-lo de raiz, porque ficou grande demais e acabei por misturar coisas que não preciso de misturar.

Mas há mais. Quero voltar a escrever sobre segurança e backups.

Quero contar sobre a minha ultima aquisição e quem sabe fazer uma review.

Contar as últimas do João – ouvi dizer que vai fazer um trabalho para a concorrência[1] – e do ultimo trabalho dele no Oriente[1].

Contar os progressos do Hugo no Inglês – Hello, Goodbye, inside, outside, yellow, blue e green… Não sei porquê mas o rapaz recusa-se a aprender o vermelho em inglês… :P

Contar as ultimas da Helena e da forma como se recusa a andar apesar de já o fazer muito bem, das primeiras palavras a sério dela e da forma como adora o Irmão, a Mãe e o Pai.

Enfim, motivos para preencher este cantinho não faltam, prometo-vos. O que falta é mesmo vontade de substituir algumas horas de sono por estar aqui em frente ao computador. E quanto a isso não há nada que possam fazer.

[1]: Não sei se posso falar do assunto. Assim que tiver luz verde, contarei…

Written by António Soares

Novembro 10th, 2008 at 8:30 am

Passivo/Agressivo

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Demorei umas valentes horas a escolher o título deste post.

Porquê? Porque já não aqui escrevia há bastante tempo. Porque tinha que recomeçar de alguma forma. E porque algumas coisas aconteceram desde a última vez que aqui debitei uns bytes.

Para começar, fiquei doente. Foram uns dias valentes com temperaturas de 39º. Quem me conhece sabe que não consigo pensar com 37º. Imaginem como andei com 39º.

Depois, quando começava a ficar melhor, o disco duro do portátil da empresa foi-se. Felizmente eu tenho backups e a única coisa que poderia ter perdido era uma PST (o ficheiro de email que o Outlook usa) de 2.3Gb com todo o email de trabalho de 2008. Nada que 72 horas a correr um programa milagroso não resolveu e consegui recuperar tudo, sem uma única perda. Depois de relatar o problema à equipa de Helpdesk e menos de 24horas depois a IBM enviou-me, em correio urgente por estafeta, um disco de substituição completamente novo. Serviço 5 estrelas. Mesmo assim perdi um total de 4 dias de trabalho, mais um fim-de-semana, com esta brincadeira.

Não contente com isto tudo, o router wireless que tinha cá em casa, um excelente ASUS WL-500g, foi-se. Ao fim de quase 3 anos lembrou-se de enterrar o machado e deixar de funcionar. Ainda não encontrei o substituto mas consigo viver com a situação.

Para terminar em beleza, o trabalho tem sido mais que muito. Tem sido prática corrente jornadas de 12 horas seguidas e 30 coisas para fazer ao mesmo tempo.
Pior que isso é ver o ressurgimento de velhos vícios não muito saudáveis. Mas é assim que se aprendem lições e se tiram ensinamentos. E se há coisa que, felizmente, sei fazer bem é recordar estas alturas… E Fevereiro aqui tão perto…

O que interessa agora é seguir em frente. E a verdade é que o ritmo de actualizações do blog será retomado e as visitas diárias podem cá vir sem reclamar – sim, esta é para ti… :)

Written by António Soares

Outubro 9th, 2008 at 9:55 pm

Boas novas

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Quem diria que, menos de uma semana depois de o Hugo largar as fraldas, os precalços diários seriam quase nulos?

Sim, é verdade. Durante o dia praticamente já não acontecem acidentes…

Mas a melhor notícia nem é esta. É saber que, menos de uma semana depois de largar as fraldas, ele já acorda de noite (mesmo com a fralda vestida) para pedir para ir fazer chichi.

A partir desta noite já não dormirá com fralda. Esperemos que, os acidentes nocturnos sejam também reduzidos.

Written by António Soares

Julho 9th, 2008 at 9:25 am

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