Archive for the ‘casa’ Category
Oito anos
Parabéns!
Onde começa a diversão…
Em Janeiro deste ano atrevi-me a fazer uma série de previsões nos mais variados temas.
Seis meses se passaram e penso ser uma boa altura para rever a lista e fazer um ponto de situação.
Previsões concluidas com acerto:
As restantes previsões, ou ainda não há conclusões ou ainda é cedo para se confirmarem (ou negarem), pelo que, em Dezembro faremos novo ponto de situação.
Acabei de receber um mail que confirma que me enforquei:
Boa tarde Sr. Eng
Somos a informar que o seu crédito habitação foi autorizado no valor de xxxxxxx € com spread 0.85%
Foi bom enquanto durou. A partir de hoje já não posso dizer que não devo nada a ninguém.
Querida família,
Sabem aquele pedido de ajuda para trocar os quartos lá em casa? Passar o meu quarto e da Filipa para o quarto do Hugo e vice-versa?
Esqueçam! A Filipa tratou disso ontem…
Sim, eu sei que hoje é 1 de Abril, mas mais logo coloco uma foto para confirmar a veracidade da notícia.
Quem tem casa certamente sabe que, na factura mensal, bi-mensal ou anual que a EDP nos envia para casa existe uma taxa que carinhosamente chamam de “Contribuição áudio-visual“.
Parece que o Estado, aquele bicho papão de quem todos falamos mal, mas nenhum de nós conhece, sub-contratou a EDP para que esta, em seu nome, cobre esta taxa a (quase) todos os Portugueses.
Sempre me fez alguma confusão, estar a pagar TVCabo ou MEO e a EDT continuar a taxar-me por um serviço que não contratei. Nunca reclamei apesar das infindáveis estórias que circulam na Internet de casos de sucesso em deixar de pagar este imposto camuflado.
No entanto há algo que recentemente me fez questionar toda a legitimidade desta cobrança.
Estando a construir aquilo que espero venha a ser a minha casinha, tive que, obviamente, contratar a EDP para o fornecimento de energia na obra. Não havendo concorrência não temos mais a quem nos dirigir se quisermos luz ou electricidade, certo?
Ora, qual não foi o meu espanto quando, na conta bi-mensal vejo a famosa “Contribuição áudio-visual” no valor de 1.75€/mês + IVA.
Acto continuo, dirigi-me ao site da EDP na Internet e preenchi uma reclamação. A resposta chegou em menos de 10 minutos, via email:
Estimado Cliente,
Gostaríamos de agradecer o seu contacto e de o esclarecer acerca da questão relacionada com a contribuição para o áudio-visual que nos coloca.
A contribuição para o áudio-visual é um tributo que incide sobre o fornecimento de energia eléctrica, encontrando-se a EDP Serviço Universal, assim como os restantes comercializadores de electricidade, legalmente obrigada (1) a facturar e a exigir o seu pagamento, conjuntamente com o preço do fornecimento de energia.
Assim, com excepção dos consumidores cujo consumo anual seja inferior a 400 kWh, que se encontram legalmente isentos (2) , não nos será possível, à face da lei, satisfazer a sua pretensão.
Por último, gostaríamos ainda de referir que perante as obrigações legais relativas à contribuição áudio-visual, a EDP Serviço Universal deve informar a DGCI3 e a Rádio Televisão de Portugal SGPS, SA de todas as situações de falta de pagamento da contribuição áudio-visual.
Com os melhores cumprimentos,
Pela EDP Serviço Universal, SA
<pessoa devidamente identificada>Nota:
(1) – n.º 5 do artigo 5.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto, na redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 169-A/2005 e pelo Decreto-Lei n.º 230/2007, de 14 de Junho.
(2) – artigo 4.º da Lei n.º 30/2003, de 22 de Agosto.
(3) – Direcção-Geral dos Impostos.
Acredito que esta seja uma resposta padrão e a pessoa em causa apenas se limite a fazer copy-paste.
A verdade é que a EDP apenas se limita a fazer cumprir a lei e fá-lo em nome do Estado Português. Uma consulta rápida à legislação em vigor (obrigado Lila), constatamos que o governo do Durão Barroso, em 2003, introduziu este fantástico imposto encapuçado em forma de taxa para financiar a RTP/RDP. Não nos podemos excluir de ver cobrado este valor mesmo que não tenhamos televisão ou rádio. Não obtemos qualquer benefício com esta taxa. Não temos qualquer voto sobre a linha editorial da RTP, podendo mesmo esta mentir aos contribuintes para se isentar de realizar o serviço público a que se obriga.
Como disse no início, não sou totalmente contra esta taxa. Nunca a questionei embora a acha uma dupla tributação para quem, como eu, tem um serviço de televisão pago.
Não posso no entanto ficar calado quando sou taxado por algo que não vou, em absoluto, usufruir durante os próximos 12 a 24 meses. E isso, independentemente de tudo, é um roubo do Estado aos seus contribuintes via EDP.
Depois de no dia dos meus anos terem voado 12.000€, hoje foi dia de voarem mais 12.000€…
Consequências de estar a construir casa…
Já há quase 2 meses que tenho um brinquedo novo. Chama-se Popcorn Hour mas, em vez de tirar pipocas, liga-se à TV da sala.
Sendo um pouco mais detalhado, é uma pequena caixa com saída HDMI e que reproduz todo o tipo de vídeos que se lhe dá para ler.

Popcorn Hour A110
Quando o comprei, decidi colocar-lhe um disco SATA interno de 1TB. Ok, dito assim não parece impressionante. E se disser que pode levar cerca de 300.000 fotos, 250.000 músicas em formato MP3 ou 25.000 músicas em qualidade CD, 120 horas de vídeo em qualidade HD ou 440 horas de vídeo em qualidade DVD… Impressiona? Pois, eu sei que sim.
Mas não é tudo…
O aparelho está ligado à rede interna. Sorte ou não, tenho cabo ethernet espalhado pela casa – Meo a quanto obrigas. Assim, consigo aceder a qualquer conteúdo vídeo ou áudio devidamente partilhado. Consigo acesso fácil à Internet para ver vídeos no Youtube ou para seguir alguns dos videocast que vejo regularmente. E, sorte a minha, agora vejo em HD – por exemplo, cada episódio do Diggnation é quase 1Gb.
Mas não é tudo…
Esta coisinha tem meia dúzia de utilitários que são um must.
Para começar, um cliente de BitTorrent. Para complementar, tem um Torrent Watcher. Configuramos que séries de TV estamos a acompanhar, a qualidade que queremos fazer download et voilá assim que estiver disponível para download este é iniciado automágicamente (o quanto eu adoro esta palavra…
).
Para aceder ao aparelho estão disponíveis um servidor Samba, um servidor FTP e mais uns quantos.
Mas não é tudo…
O aparelho vem equipado com portas USB. Ligar-lhe um disco externo demora alguns segundos e o conteúdo fica logo ali disponível para visualizar.
E não é tudo. Mais havia para contar. Posso apenas terminar dizendo que estou, até agora, muito satisfeito com o aparelho e estou viciado em conteúdo em HD (séries e filmes).
Termino, dizendo mais duas coisas:
Este título não foi escolhido ao acaso. Neste momento, os principais dirigentes sindicais que “defendem” os professores, estão numa autêntica guerra com o Ministério.
O problema é que, tal como defende Robert Fisk, “a Guerra representa o falhanço total do espírito Humano“. Neste caso em particular, estamos, todos, a assistir a uma guerra que ninguém pode ganhar.
É minha convicção que, numa guerra, não há vencedores ou vencidos. O que a história nos ensina é que há quem perde mais e quem perde menos. E normalmente quem perde menos tem o poder de exigir algo a quem perde mais.
Continuando com a analogia não inocente no caso dos professores vs. Ministério, ainda nenhum dos “intervenientes” se deram conta de algo primordial. Nesta guerra, tal como nas reais, há inocentes que não estão interessados em tomar partido por nenhuma das partes, mas que se vêm privados dos seus direitos fundamentais.
Como pai e encarregado de educação que sou, sinto que os alunos das escolas públicas se vêm no meio de um campo de batalha que está minado de ambos os lados. Sabem que não se podem mover. Para nenhum dos lados. É deles esperado que assistam, de um local privilegiado, à resolução do caos.
Não vou aqui tomar partido. Conheço satisfatoriamente bem a realidade das escolas portuguesas (ver disclaimer no fim do post) mas também percebo bem que um governo de maioria absoluta se dedique a usar e abusar do poder que tal posição lhe dá.
Compreendo a resistência à mudança. É natural e humano que assim seja. Mas penso que são os professores os maiores prejudicados pela não implementação de um sistema de avaliação.
Não concordo com o Pedro Morgado quando diz, que “O Ministério convoca os sindicatos para negociações mortas à partida“. Ao não abdicar deste modelo de avaliação – por não haver proposta de modelo alternativo – o Ministério apenas confirma que quer os professores avaliados. A proposta apresentada pela Plataforma Sindical assenta, imagine-se, na auto-avaliação. A auto-avaliação não deve ser descurada mas não pode nunca ser o item em avaliação.
Parece-me ainda importante dizer três coisas:
Por fim, acho engraçado a plataforma sindical vir agora dizer que fazer greve nas próximas duas semanas não terá qualquer impacto. Óbvio. Os únicos impactos que a plataforma sindical está interessada em provocar são o aproveitamento de pontes e feriados e greves às segundas/sextas-feiras e, porque não dizê-lo em alta voz, descartar a responsabilidade de ensinar a quem realmente interessa: os alunos.
Olha, afinal tomei partido… Fugiu-me…
Disclaimer: Tinha prometido a mim mesmo que não escrevia sobre este assunto.
Por uma razão muito simples: a Filipa, sendo professora, é parte interessada e este assunto é, potencialmente, um foco de discórdia cá em casa.
No entanto, não me consigo conter. A Filipa tem exactamente a mesma arma para expressar o seu ponto de vista, se precisar e quiser. E prometo que as suas entradas no blog não serão censuradas.