Archive for the ‘braga’ Category
Campeão de Inverno
Apesar de tudo:
Onde começa a diversão…
A RTP, televisão de Lisboa e do Porto que às vezes se lembra de dar notícias sobre o resto do país para ilustrar a província, recebe mais dinheiro dos nossos impostos do que a CP que gere os comboios de todo o país.
Os Metros de Lisboa e do Porto recebem 40,5 milhões de euros. Enquanto isto, as populações de Mirandela, Amarante e Vila Real foram privadas da ferrovia.
A Carris e a STCP recebem 74 milhões de euros enquanto as transportadoras públicas do resto do país não recebem nada.
As assimetrias são escandalosas e inexplicáveis. Olhando para isto só me apetece perguntar porque é que não vendem a RTP, privatizam a CP, Metros, Carris e STCP. Depois salve-se quem puder. Agora obrigarem-me a pagar os meus transportes em bilhetes e os dos outros em impostos é que não.
Escandalosamente roubado daqui.
Actualização: Este plágio foi realizado antes desta entrada e programado para aparecer apenas Às 09h00 do dia 17/12.
Fiquei siderado! O blog Avenida Central fechou!

O Avenida Central, é dos melhores blogues que alguma vez tive o prazer de ler e de seguir.
Do Minho para o Mundo, foi fonte de inspiração e de informação local, regional e nacional.
Pedro Morgado, o seu autor, apresentava-me a Avenida com um seu comentário neste post, em Julho de 2007.
Rapidamente deixou de ser a sua Avenida (e na altura já era uma Avenida muito frequentada), para passar a ser a nossa.
Imediatamente se tornou leitura obrigatória e presença no meu conjunto de feeds.
Independentemente das razões que levaram a este desfecho quero deixar a toda a equipa do Avenida, e ao Pedro em particular, o meu agradecimento pelas boas horas de leitura que me proporcionaram, pelas centenas de fotos que partilharam e pela frontalidade com que sempre defenderam as suas ideias e posições.
Que este interregno seja curto.
Um bem haja para todos.
Afinal o meu último post não foi o último sobre as autárquicas…
Pode ser que seja este.
Gostava de deixar no ar uma pergunta ao cada um dos candidatos mais prováveis a vencer a Câmara Municipal de Braga.
A Mesquita Machado pergunto o que pensa fazer em quatro anos que não tenha feito em 34.
A Ricardo Rio pergunto como se propõe libertar a cidade do muro de betão que a circunda.
Vou dar o meu último contributo para ajudar os indecisos no voto do próximo domingo:
Esclarecedor.
Via Avenida Central

foto © fueg0
Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar.
Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga.
Toda a gente tem medo – e com razão – do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.
O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.
A primeira impressão foi a modernidade de Braga – pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.
Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.
Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra – que é outra cidade feliz de Portugal – também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra “Augusta“. Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é “augusta” como a Avenida da Liberdade é da “liberdade” e a Avenida dos Aliados é dos “aliados”, mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.
Em Braga, a questão de se “comer bem” ou “comer mal” não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.
No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.
É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.
Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser.
(destaques meus)
Este texto foi publicado no último domingo na revista J, suplemento de domingo do jornal O Jogo. O seu autor? Miguel Esteves Cardoso.
Eu, que não sou de cá, mas que vivo cá desde os meus 3 anos, não passo sem a minha cidade. Todos os dias saio dela. Anseio todo o dia pelo regresso.
Do texto de Miguel Esteves Cardoso, não estou de acordo com tudo o que diz.
Não concordo que Braga tenha tudo.
Não tem.
Falta cultura.
Faltam espaços verdes.
Falta ordenamento.
Vai faltando segurança.
Falta obviamente um grande rumo para a 3ª cidade do país.
No entanto, nem tudo é mau nesta cidade. E o texto de Miguel Esteves Cardoso deve encher de orgulho os Bracarenses.
Braga, a cidade e o clube, merecem…
Depois de faltar a um debate na Rádio Universitária do Minho para debater as eleições autárquicas o presidente da cidade de Braga eleito e re-eleito há mais de 30 anos, faltou hoje ao debate televisivo na RTP-N.
Quer-me parecer que este senhor, perdeu uma oportunidade de ouro para se despedir da cidade de uma forma digna.
No dia 11 saberemos.
Alguém que pergunte a este senhor se em mais de 30 anos como Presidente da Câmara Municipal de Braga não amealhou o suficiente para contratar um serviço de photoshop melhorzito.
Se não o fez, pode sempre pedir aos filhos, já que estes têm dinheiro para comprar bares ou farmácias no centro da cidade!
Ou mesmo ao genro, a quem emprestaram 100.000€, certamente para levar a cabo uma gestão eficiente na Braval…
O que não se admite, é que se apresente aos bracarenses, nesta triste figura:
PS: Imagem tirada daqui.