Ontem, eu, a Filipa, o Hugo e a Helena, fomos à praia.

De tarde, depois do almoço, o sol estava meio escondido, a temperatura bem acima dos 20º passamos um bom bocado - esses detalhes ficarão para outro post.

No regresso, depois de todos (excepto a Helena) termos comido um geladito pusemo-nos a caminho de casa. Já na saída de Fão, fui mandado parar por um GNR. Pediu-me os documentos (meus e do carro) e entretanto o telefone da Filipa tocou. Era a minha irmã mais velha a dizer que estava uma tromba d’água em Braga.

Entretanto, verificados os documentos, feita a revista ao carro (sim, os meninos iam no banco próprio com cinto) fui informado que faltava o documento da inspecção.

- “Documento da inspecção?”, perguntei eu.
- “A única coisa que tenho é mesmo o selo que trago no vidro” e que atestava a validade da inspecção, retorqui.
- “A falta do documento dá direito a multa! É você que faz as inspecções?”, perguntou-me ele.
- “Sim, este carro só foi uma vez à inspecção. Mas confirmo que não tenho mais documento nenhum”.

Afastou-se para junto de outros oficiais da corporação militar e o mais gordito que por lá andava chegou-se ao meu carro e verificou o selo que trazia. Abanou a cabeça em sinal afirmativo para o militar mais novo que “me atendia” e voltou para junto dos outros militares.

O GNR que tinha os meus documentos, devolveu-mos e desejou-me boa viagem, não sem antes lembrar que tinha que colocar o documento da inspecção junto aos demais.

Resultado: lá vou eu que andar à procura da “declaração da inspecção” para juntar aos 342 documentos que temos que apresentar quando nos fazem uma “operação stop”.

Felizmente, em mais de 10 anos de carta, foi a terceira vez que me mandaram parar…