Onde começa a diversão…
O Blog faz hoje 2 anos. Parabéns a mim…
De há uns tempos para cá tenho pensado em segurança e na forma como gerimos as nossas passwords.
É certo uma boa password é meio caminho andado para nos livrarmos de problemas. E nesse aspecto acho que tenho uma boa password (e pequenas variações da mesma).
Porém, acho que estou a chegar a uma fase em que não me contento com uma boa password. E sei que estou a cometer um pecado capital que nunca deve ser realizado: o uso da mesma password (ou pequenas variações) por diferentes sites. É com este comportamento que quero terminar.
Com esta premissa em mente encetei a minha pesquisa na melhor forma de gerir e manter dezenas de password’s indecifávreis (ou muito perto disso). Obviamente é diferente decorar uma password como 123!"# ou decorar a password 9f*Ngu`<I$?,CG@VVV}I (a primeira é inventada e a segunda foi gerada).
Depois de alguma pesquisa e algumas experiências a minha escolha recaiu sobre o KeePass. O KeyPass é um software de gestão de passwords com versão para Windows, MacOS, Linux, Windows ME e mais uns quantos. Era para mim essencial que assim fosse. Para além disso, e melhor de tudo, tem uma versão que “PortableApp”.

O que é uma “PortableApp”?
São versões de programas que correm no computador sem necessidade de instalação. Permite que, por exemplo, colocar numa drive USB os programas que precisamos mais e corrê-los directamente do drive USB.
A flexibilidade e maneabilidade permitida pela versão “Portable” do KeyPass foi um ponto decisivo na hora da escolha. As soluções online que testei, nomeadamente o PassPack.com e o Clipperz.com, embora tenham alguma flexibilidade (não há necessidade de, por exemplo, instalar qualquer software) têm, a meu ver, duas grandes desvantagens: 1) obriga a estar always on; 2) não sei o que cada empresa faz com os meus dados.
Nesse aspecto a solução software teria sempre uma vantagemsobre a opção web.
Depois de escolhida a solução, que faz aquilo que quero e fá-lo muito bem, posso-vos dizer deparei-me com um problema “diferente“. E se eu me esqueço ou perco a minha drive USB. Ficarei sem acesso a praticamente todos os sites que frequento. É isto aceitável para mim?
Foi então que me lembrei das opções de backup online.
Depois de há uns dias arranjar um convite para testar o Dropbox, iniciei um teste de 3 soluções de backup online…
O Dropbox foi o primeiro que experimentei e é de uma simplicidade extrema. Começa por criar uma pasta nos “My Documents” e depois, tudo o que quisermos sincronizar só temos que “descarregar” para as mesmas. As principais características são: 2Gb de espaço (não consegui confirmar este valor), cliente para Windows, Mac e Linux (em versão alpha) e sincronização (ilimitada?) de computadores diferentes. Podemos desta forma, facilmente, sincronizar um Windows com um Mac muito rapidamente.
O Mozy foi instalado quase no mesmo instante que o Dropbox. É um grande nome no mercado e oferece 2Gb para contas livres. Estou neste momento a gastar cerca de 955Mb. Ao contrário do Dropbox, o Mozy não sincroniza múltiplos computadores. A sincronização é de 1 para 1, ou seja, uma conta no mozy e um computador com o software cliente instalado.
Por ultimo, conheci o syncplicity. Este coloca os seus pontos fortes onde o Dropbox falha. Essencialmente permite escolher que pastas queremos incluir como backup e não ficamos presos aquela pasta que o software indica. Infelizmente só tem cliente para Windows esquecendo as pessoas que usam Mac e Linux.
Para além destas soluções, há outros como o Box.net ou o Live Mesh da Micro$oft. Há ainda outra que hei-de experimentar um dia, que é o serviço S3 da Amazon. Neste não há limites de dados, nem limites de transferências ou limites de ficheiros. Sendo um serviço pago, apenas se paga o que se usa e o que se transfere. Por exemplo, guardar 50Gb + 1Gb/mês entrada + 100Mb/mês saída + 100000 pedidos de listagem fica por menos de USD10/mês. Para além disso, sendo a Amazon a prestar o serviço, o SLA do mesmo é devidamente apresentado e um nível de serviço inferior a 100% dá direito a desconto de 10% do preço final. Se o nível de serviço for inferior a 99% o desconto sobe até aos 25%. Se quiserem fazer uma contas a cenários hipotéticos de backup podem sempre usar a calculadora que a Amazon fornece.
Voltando à questão da segurança e das passwords e à forma como faço a gestão do ficheiro do KeePass.
A minha solução passou por usar o Dropbox e o syncplicity e apontar ambos para a directoria onde está o ficheiro com a base de dados do KeePass (sim, eu sei que disse que no Dropbox tinha que ser usada aquela directoria, mas existem formas de apontar aquela directoria para outra directoria directoria) . Desta forma, penso ter resolvido a questão que coloquei antes: se perco a minha drive USB ou me esqueço da mesma, como acedo aos meus sites? Basta-me entrar do Dropbox ou no sincplicity, descarregar o ficheiro que tem a base de dados do KeePass e descarregar o KeePass no sistema operativo que estou a usar.
E se alguém apanha o ficheiro?
Essa é a parte boa. A base de dados do KeePass está protegida com password (a unica que tenho mesmo que saber) e uma chave privada (um ficheiro especial). Só a combinação correcta deste dois dados permite a abertura da base de dados.
Vou começar agora a migrar as minhas passwords mais simples (e menos perigosas de perder) para o KeePass e permitir que o mesmo gere password’s de 20 caractéres. Depois só tenho que usar o Auto-Type, uma característica do KeePass, e o mesmo faz o login no site por mim. Se tudo correr bem, poderei começar a migrar as passwords dos outros sites. Google, Yahoo, PlanetaSoares.com…
[1] Imagem da drive USB Kingston Mini Fun retirada daqui.
[2] Ainda tenho alguns convites para o Dropbox. Se alguém quiser testar o serviço deixe um comentário nesta entrada ou use o formulário de contacto.
Para além de muito descanso, de muita praia e piscina e de dormir e comer (nem sempre bem), uma das coisas que fiz em Palma de Maiorca foi tirar uma série de fotos consecutivas com a ideia de fazer uma imagem só com a panorâmica geral da nossa vista a partir do pátio da piscina do Hotel. A esta técnica chama-se, evidentemente de fotografia panorâmica e, no meu caso, foi conseguido usando o software muito simples que a Canon distribui com as suas máquinas.
A qualidade do resultado final podia ser um pouco melhor (há pelo menos uma das fotos que está, claramente, com uma intensidade de luz diferente das restantes), mas mesmo assim saiu bastante bom, para primeira experiência:
Se quiserem ver o tamanho final real (qualquer coisas como 10691×1979) sigam o link para o Flickr que se encontra na foto…
Fez a 11 de Junho (há mais de 2 meses portanto) um ano que mudei de armas e bagagens do blogspot para um domínio próprio e alojamento próprio.
Mais de um ano se passou e é chegada a altura de fazer um pequeno enquadramento histórico e um pequeno balanço.
Primeiro, preciso de clarificar a motivação que me levou a ter um blog. Não foi porque acordei de manhã e decidi que ia abrir um blog. Podia ser, mas não foi…
Olhando para trás, a primeira entrada não podia ser mais pirosa. Um logo que já não funciona porque não me dei ao trabalho de copiar a imagem gerada por uma “empresa web 2.0″ que já não existe.
Uma entrada sem graça.
Nada de explicar o que era este blog, para que servia e o que queria fazer com ele.
Enfim, uma entrada de amador.
As entradas seguintes não foram muito melhores. Serviram essencialmente para escrever umas piadas que se encontram aos pontapés na Internet, ou para mandar recados à família. Por falar nisso: pessoal, o Flickr já tem 6848 fotos - falta ainda passar as restantes 20 mil.
Falei também bastante de desporto, de futebol e do F. C. Porto em particular.
Depois, não sei bem como, nem porquê, (acho que) comecei a ter um pouco mais de cuidado. Cuidado com as palavras, cuidado com a estrutura gramatical das entradas e, essencialmente, cuidado com o lixo que estava interessado em cá colocar. Hoje, prefiro não ter entradas durante dias a fio a ter lixo a chamar tráfego indesejado.
No final, constato que já são quase 2 anos a escrever no blog. Uns meses muito (incrível o mês de Fevereiro de 2007 com 28 entradas) outras vezes pouco (meses com 5 e 6 entradas são bastantes comuns). Mas sempre que me apetece e que me dá vontade, apareço por cá.
Mas então, porque tenho eu um blog?
Essencialmente porque quero e porque gosto de escrever e de partilhar. Não sou especialmente dotado na arte de bem escrever - alguns dos autores dos meus blogs diários são exímios manipuladores da boa escrita como são os exemplos do Marco Santos e o seu Bitaites ou o Pedro Morgado na nossa Avenida Central[1] - nem é essa a minha formação pelo que, por aí, estou completamente à vontade.
O blog, acima de tudo, obriga-me a disciplinar o meu português.
Obriga-me a ter cuidado com o que escrevo.
Obriga-me a ter cuidado com uma casa que controlo e na qual sou Deus.
Mas acima de tudo, tenho um blog, porque é uma forma de estar com a minha família e com os meus amigos. De partilhar com eles os meus interesses, mesmo que não sejam os interesses deles.
O blog é também a forma que encontrei para não perder o contacto com a tecnologia, com as novidades e com as experiências.
É um escape. É o meu escape.
O que significa este o blog para o mundo?
Não sei, nem estou interessado.
Nos primeiros tempos preocupei-me muito com as visitas:
Total de visitas diárias… Horário das visitas… De onde vinham… Como vinham cá parar[2]…
Agora, e já há muitos meses, deixei de me preocupar com isso.
O resultado, aparentemente, favorece-me:
Tirando o excepcional mês de Janeiro de 2008 que, devido a um boom de visitas devido à entrada do Valete e o Rap do Sporting, o crescimento das visitas do blog tem sido regular e constante. Isto é conseguido sem grandes invenções da minha parte e sem usar truques mais ou menos conhecidos para ganhar tráfego. A minha preocupação tem sido mais a qualidade que a quantidade.
Resumindo, este blog é o meu cantinho particular. É o local onde faço o que quero sem preocupações com o que o mundo pensa sobre o assunto.
[1] - um destes dias tenho que publicar a minha lista de RSS e leituras diárias.
[2] - não sei nem me interessa o que se passa na residencial Cairense ou como se arranjam prostitutas em Braga, por isso deixem de cá cair pesquisando pelo assunto.
Finalmente, depois de uns longos meses (ou mesmo anos) em que não tive oportunidade de dar algo ao mundo - tecnologicamente falando - sinto-me novamente activo e vivo.
Não é muito, são pequenas coisas, mas é o suficiente para sentir que estou novamente a entrar numa fase que quero que seja ascendente. Ter aquela dúzia de projectos em andamento mesmo que depois 99% deles não dê em nada, é algo que me satisfaz.
Desta vez fiz uma pequena alteração a um programinha que faz upload automático de todas as fotos para uma conta no Flickr. Depois de testar o programa original, depois de testar uma variação do original - que cria sets baseado nas directorias onde estão as nossas fotos - não me satisfiz e fiz 2 melhorias e um update:
Foram três alterações bastante simples e que me enchem as medidas das minhas necessidades, mas que agora sinto necessidade de partilhar com o mundo.
Podem saber mais detalhes aqui.
É verdade, estou de volta ao trabalho depois de 3 semaninhas de férias…
On a side note: a minha conta do Flickr já tem quase 6000 fotos. Finalmente estou numa fase em que já faço upload automático de todas as fotos… É de aproveitar para ver…
É verdade.
Faz hoje um ano que estás entre nós. Depois da tormenta que foi aquele dia, seguiram-se muitos mais, uns mais interessantes que outros, como é natural, mas todos eles importantes.
Hoje,cresces a olhos vistos. Todos os dias tens novidades para nos mostrar e coisas para nos ensinar. Sim, somos nós que aprendemos contigo e não o contrário…
Ambos sabemos que não estamos por cá para te fazer a festa que mereces (e que vais ter). Mas não podia partir de férias sem deixar o blog preparado para te desejar bom aniversário. Acredita que, quando regressarmos a casa, vais ter a festa que mereces.
Depois de duas semanas em casa a preparar-me para as férias, amanhã é o dia em que começam mesmo…
Regressamos no dia 09…
Entretanto se precisarem de algo, estaremos algures por aqui (mas não tenho acesso à Internet e nem levo telemóvel):
Este é um espaço pessoal. Aqui escrevo sobre a família, o trabalho, a sociedade, política, humor ou mesmo de coisas sem interesse nenhum.