Obrigação cívica: votar

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Sim, hoje é o dia em que, oficialmente, nos livramos do que considerei em 2010 o pior Presidente da Republica que alguma vez poderia ter sido eleito pelo portugueses.

Podem consultar todo o meu afecto ao longo dos anos, aqui.

Quem vier, hoje escolhido ou não, não tem que se esforçar muito para fazer melhor. Fazer pior será uma tragédia.

FCPorto: clube procura-se

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Sr Presidente Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa,

Foi já no longínquo dia 27 de Dezembro 2015, véspera do seu 78º aniversário, que apareceu pela ultima vez a falar em público, uns dias depois da equipa do FCPorto ascender ao primeiro lugar na Liga Portuguesa, dois anos depois da ultima vez que tal tinha acontecido. Foi também por esses dias que  deu um voto de confiança ao espanhol Julen Lopetegui, o nosso treinador de então.

Desde aí, uma derrota a 2 de Janeiro em Alvalade, um empate uns dias depois em casa com o Rio Ave e treinador borda fora, despedido sem apelo nem agravo no dia 07 de Janeiro.

Não que a opção tomada fosse uma má opção, que não era. Lopetegui era claramente parte do problema e há muito excluído como parte da solução.

Mas foi o sr Presidente que assinou o contrato de 3 anos que ofereceram ao espanhol. Pelos vistos mudou de ideias depois do ano novo e está no seu direito.

Não creio porém que fosse apenas por ele que a equipa não ganha. Aliás, os últimos resultados – a vitória milagrosa no Bessa, contra uma equipa de distrital e a derrota em Guimarães – são disso exemplo.

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Que fique bem claro, não sou uma pessoa ingrata. Não sei o que era o clube antes de o senhor chegar para o governar. Não sei o que era lutar contra o poder de Lisboa, mas dá para ter uma ideia com as amostras que temos sido acariciados ao longo destes anos.

Só conheço este clube a lutar ganhar. Sei o que é lutar, comer a relva e dar tudo em campo para ganhar. Como disse uma vez, sou adepto de um clube que perde algumas vezes e não de um clube que ganha algumas vezes. E faz-me confusão, mesmo ganhando, ver este clube não lutar para ganhar. Não é o nosso ADN. Não é a nossa identidade.

Depois de mais de 11 dias sem treinador principal – algo inédito num clube de top nesta altura do ano – ver a equipa em auto-destruição acelerada é desesperante. Ainda mais desesperante é ver que isso acontece por inércia da administração. Não é admissível ter partido para uma rescisão unilateral de contrato com o treinador sem um plano B definido. Não é admissível, um clube com mais de 100 Milhões de €uros de orçamento, não consiga aliciar um treinador de top em mais de 10 dias.

O Rui Barros que nos deu tanto – aquele sprint em Novembro de 1987 contra o Ajax ainda está na memória de muitos de nós – não merece aquilo que a administração da nossa SAD lhe está a pedir. E o sr. é o principal responsável.

Já uma vez lhe escrevi uma carta aberta, já lá vão quase 8 anos. Não obtive resposta nem esperava obter.

Agora escrevo-lhe com um único propósito. Peço-lhe que reflicta bem se acha que tem condições, saúde e principalmente vontade de concorrer a novas eleições, que são já em Março.

Lembro-lhe apenas duas coisas: nunca vitórias passadas foram garantia de eleições futuras e este é um clube habituado a perder algumas vezes, não a ganhar de vez em quando.

Como disse antes, não sou uma pessoa ingrata, mas sou independente o suficiente para pensar pela minha cabeça e pedir-lhe para, se encontrar o nosso clube por aí, faça o favor de o colocar novamente em campo.

Beautifully Done

A passagem de ano na Madeira filmada por um drone.

Out 2015, In 2016

Todos os anos é assim e este, felizmente não é diferente.

Chegamos a uma altura em que olhar para trás e verificar que estamos cá todos é… satisfatório.

Happy new year

Que 2016 seja tudo aquilo que cada um de vocês deseja.

Por mim e para mim, é tempo de recarregar baterias e entrar em 2016 com a mesma determinação com que saí de 2015.

imagem retirada, sem permissão, daqui

Bom Natal

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Universo

Cartão Universo

Depois de meses a trabalhar no menino, eis que vê a luz do dia!

Netflix em Portugal

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Só quem tem andado muito distraído é que não deu conta que a Netflix iniciou a operação em Portugal na passada quinta-feira, dia 21.

Para quem não sabe o que é o Netflix, a melhor definição que posso dar, é que é video clube gigante em que pode ver os filmes e séries que quiser, as vezes que quiser, por 7.99€, 9.99€ ou 11.99€/mês mediante o plano que lhe for mais conveniente. De referir que o primeiro mês é grátis pelo que qualquer pode/deve experimentar o serviço.

Cá em casa, este é o primeiro fim-de-semana com o serviço activo e o mínimo que posso dizer é que provavelmente, veio para ficar.

É verdade que em Portugal a Netflix não tem tantos conteúdos quando comparado com o Netflix noutras partes do mundo. Cá em casa é um problema que não se põe, porque rapidamente ligo a VPN para aceder ao catálogo americano do serviço.

Mas este é um ponto fraco que a empresa tem que resolver rapidamente.

E o que podemos ver no Netflix em Portugal?

Bem, para além de uma mão cheia de séries, está também disponível o primeiro filme da empresa, estreado mundialmente a 16 de Outubro, tanto nos cinemas como na plataforma online.

Beasts of no Nation é um filme brutal de uma criança que tenta sobreviver no seu próprio país mergulhado numa guerra civil.

Terá que ser este o futuro de entretenimento mundial. A estreia de filmes ou séries em múltiplos canais e em simultâneo para todo o mundo. Não obrigar os utilizadores a esperar seis (ou mais) meses para ver em casa ultimo filme do Tom Cruise, só porque sim.

Não vou entrar em discussões de que é possível ver os conteúdos que estão disponíveis no Netflix sem gastar um cêntimo. Sim, é possível e é tudo o que vou dizer sobre o assunto. Entretanto, e por coincidência, o popcornetime.io foi-se… 

TTIP ou o fim da Europa como a conhecemos?

O que os bestas dos americanos fazem em casa deles deixo para os mesmos. Pode ser a terra das oportunidades mas é também aquela onde mais desigualdade existe num mundo  que se quer desenvolvido. E caminha a passos largos para um estado polícia que é uma consequência directa da privatização do sistema prisional. Mas isso é um problema deles.

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Mas as grandes multinacionais americanas, juntamente com o governo americano e com a comissão europeia, estão há anos a negociar, em segredo, um acordo de cooperação económica que, dizem eles, vai criar milhões de empregos nos dois lados do Atlântico.

Se o acordo é assim tão favorável, porque não pode ser conhecido por todos?

E o que é que nos querem impingir?

O acordo, Transatlantic Trade and Investment Partnership (ou TTIP)que lembro, está a ser negociado em segredo absoluto durante os últimos anos, ainda não é conhecido do grande público. Barak Obama, nobel da paz, diz que partilhará com os americanos (e o mundo) os termos do acordo depois do mesmo ter sido aprovado. Os políticos europeus calam-se e aceitam a imposição da comissão europeia de apenas rever os termos do acordo numa sala de acesso restrito.

Por isso, tudo o que temos neste momento é uma especulação  baseada nos termos do TPP, o Trans Pacifit Partnership, o acordo equivalente que os americanos estão a fechar com 11 países do pacífico e que a wikileaks revelou ao mundo esta semana.

O que podemos esperar?

O acordo toca essencialmente em 6 áreas chave.

  • Liberdade e Privacidade: Começam por ressuscitar o ACTA e os princípios do SOPA, violando aquilo que são hoje os princípios de liberdade de expressão. Transformam todos os fornecedores de Internet em polícias de facto, ao serviço do sector empresarial. Além disso é esperado um fortalecimento dos direitos de propriedade intelectual.
  • Saúde: Aumento da duração das patentes de medicamentos e impossibilidade de venda de genéricos a preços mais baixos. Privatização e liberalização de serviços públicos como o serviço nacional de saúde e serviços de emergência
  • Emprego: Aumento da precariedade e revisão do direito laboral. Harmonização da legislação laboral baixando as barreiras de protecção do emprego na Europa ao equivalente americano.
  • Alimentação: Introdução de alimentos geneticamente modificados. Utilização de hormonas de crescimento. Abertura do mercado europeu às agressivas empresas agro-industriais dos Estados Unidos.
  • Ambiente: Harmonização dos níveis actuais de protecção ambiental, baixando os padrões europeus para os níveis americanos. Autorização para exploração utilizando fracking. Venda de produtos químicos não testados.
  • Finanças: Deixei as finanças para o fim, por uma razão simples. A assinatura do TTIP introduz o  mecanismo de resolução de disputas entre Estados e investidores (ou ISDS) que permite qualquer empresa estrangeira processar o estado  pela introdução de legislação que, de alguma forma, limite futuros lucros da mesma. Além disso, o acordo prevê a eliminação dos mecanismos financeiros de controlo que foram introduzidos em 2008 e que levaram ao estado calamitoso de onde tentamos sair. E não preciso de dizer mais nada.

Não consigo encontrar, naquilo que se sabe do acordo, boas notícias.

Por tudo isto, temos obrigação moral de combater o TTIP!

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