Fuck MEO

Que raio de direito acham que têm para entrar no router e ativar remotamente IPV6?

Mas porque carga d’água é que ainda vos aturo?

Ai que falta tão pouco…

20 anos?

Sim, 20 anos!

E estou preparado para os próximos 20.

Um beijo do tamanho do mundo.

O Segredo do TTIP, o Transatlantic Trade and Investment Partnership

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Para quem não sabe, os Estados Unidos e a União Europeia andam há meses (anos?) a discutir um acordo de cooperação transatlântico para promover o crescimento da economia de ambos os lados do Atlântico.

No entanto, há uma preocupação crescente sobre os termos do acordo que está a ser negociado de forma secreta. Mais preocupados devemos ficar quando se fica a saber agora que a União Europeia só permite aos governantes de cada país a consulta do documento numa sala secreta segura.

Há no entanto uma série de perguntas que devem ser respondidas por todos e quaisquer governantes, nomeadamente:

  • Se as empresas privadas não podem ter reuniões secretas para, por exemplo fixar preços, porque é que diversos países podem acordar num acordo transversal sem auscultação do povo?
  • Quem é que os governantes que consultam o documento estão a representar? Os votantes do seus país ou eles próprios enquanto indivíduos?
  • Porque é que a negociação dos termos do acordo está a ser feita de forma secreta?
  • Quando é que os termos do acordo serão conhecidos pela população? E quantos dias vamos ter para escrutinar o documento?
  • Assim que a negociação estiver finalizada e os termos do acordo estiverem fechados, será colocada em cima da mesa uma posição do tipo “take it or leave it”? Ou cada país terá oportunidade de rever partes do mesmo?
  • Porque é que tem sido noticiado um pouco por todo o lado (os orgãos de comunicação social portuguesa não contam, ok?) que o TTIP e o TPP têm sido escritos pelas grandes organizações com o objectivo primário de baixar os impostos e aumentar as sanções a países?

O que está em cima da mesa são clausulas que estão a ser colocadas neste pseudo-acordo que permitirá às grandes empresas colocar países inteiros em tribunal se estes (os países) decidirem legislar no sentido de proteger os seus cidadãos. De acordo com o Caroline Lucas, parlamentar britânica e membro do parlamento, a Republica Checa, a Eslováquia e a Polónia, que já têm acordos semelhantes assinados, foram processados 127 vezes e perderem um valor monetário que daria para empregar 300.000 enfermeiras/os durante um ano.

É nossa responsabilidade individual zelarmos pelos nossos direitos. Não podemos esperar que outros o façam por nós.

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8 aninhos

A minha princesa faz hoje 8 anos.

Parece que foi ontem – digo isto todos os anos – mas a verdade é que cresce a olhos vistos. Para quem quiser conhecer um pouco mais da história do seu nascimento, tem aqui, um relato preciso desse dia, há 8 anos atrás.

Agora, que me desculpem os outros visitantes deste blog, mas vou falar directamente para a minha princesa:

Parabéns linda! Que o dia de hoje e de domingo sejam tudo aquilo que queres e que desejas.

Um beijo do tamanho do mundo para ti. De mim, da mamá e do Huguinho.

Estaremos sempre cá para te ajudar.

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Legislativas a 4 de Outubro

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O palhaço presidente Cavaco decidiu marcar eleições as eleições legislativas para o próximo dia 4 de Outubro.

A ultima novidade do homem é que, para além daquilo que não faz, ainda se dá ao luxo de dizer que quer que o próximo governo seja maioritário.

Agora pergunto: pode ser o PCP? Ou só pode ser maioritário se for da cor correta?

Será que o homem não percebe que, com estes pedidos ajuda mais o Costa que o Coelho? E ninguém lhe diz nada?

PS: Este post não é uma manifestação de intenções sobre o meu sentido de voto. Apenas uma constatação de um erro de casting que foi dar dois mandatos de presidente a este senhor.

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10 aninhos

O meu filhote faz hoje 10 aninhos.

Parece que foi ontem. Não foi.

Começa a entrar em ritmo acelerado naquele período de crescimento que é impossível parar.

Parabéns meu anjo. Serás sempre o nosso Huguinho.

Quero que saibas que eu e a Mãe estaremos sempre aqui, para ti. Nos bons, mas principalmente, no maus momentos, se os houver.

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Um beijo do tamanho do mundo. Pai, Mãe e mana Helena.

Fotos e Backups: o que fazer?

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Há alguns anos atrás falei aqui de “Segurança e Backups”.

Olhando para trás percebo que já se passaram quase 7 anos, o que em idade digital é uma eternidade.

A ideia na altura era partilhar com quem me lia – continuam a ser as mesmas duas pessoas de hoje em dia – o que eu fazia para garantir a segurança das minhas passwords em diferentes locais.

Embora continue a usar os princípios fundamentais que partilhei nesse poste, em 7 anos, muita coisa mudou.

Em 2008 eu não tinha mais que 50GB de 10 anos de fotos ou vídeos em formato digital e garantia os meus backups com discos externos.

Entretanto, em 2011, comprei um NAS da Synology. Foram os 350€ mais bem empregues nos últimos anos, embora hoje, obviamente já comece a mostrar a sua idade. Mesmo assim é, de longe, o aparelho que mais uso tem cá em casa, embora nenhum dos habitantes se aperceba do facto.

Para quem não sabe, um Network Attached Storage ou NAS, é, um dispositivo ligado à rede e que providência o acesso a ficheiros de forma centralizada para vários clientes. No meu caso, um cliente pode ser a Smart TV, ou o XBMC/Kodi, o Plex Server, os diversos portáteis ou mesmos os telemóveis.

Significa que posso ver qualquer fotografia ou video previamente guardado em qualquer dispositivo de uma forma transparente e sem me chatear muito.

Aquelas velhas questões de saber onde colocar as fotos? Resolvido.
Onde foram guardadas aquelas fotos daquela festa especial? Estão todas no mesmo local central.

Obviamente que ao longo dos últimos 17 anos fomos acumulando uma quantidade abismal de fotos e vídeos. Neste momento, são quase 500GB, distribuídos anualmente da segunda forma:

Repare-se que, anualmente a quantidade de dados aumenta brutalmente. É uma consequência directa dos telemóveis a gravar em 4K, das GoPro, das máquinas fotográficas com cada vez mais pixeis.

E agora?

Pois, agora chega a questão: quanto estou preparado a gastar para, em caso de problemas, recuperar todos estes anos de fotos e vídeos?

Quanto vale aquela foto do Hugo ou da Helena acabados de nascer? E os vídeos das crianças? As dezenas de Natais, aniversários, festas e festinhas?

Obviamente que tenho backups cá em casa que são realizados automaticamente para um disco externo,

Um azar cá em casa e facilmente fico sem fotos e sem backups.

Qual a solução? Eu não tenho a resposta certa, se é que existe uma resposta certa. Mas posso partilhar o que decidi fazer para ter paz de espírito.

O que fiz foi garantir backups offsite. Ou dito em português, cópias de segurança em locais físicos distintos e distantes do que se quer guardar.

Eu optei pela Amazon Cloud Drive

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Backup ilimitado de fotos por USD$12 por ano. Menos de 1€ por mês!

Em alternativa, a Amazon tem outro plano para backup de tudo por USD$60/ano. Cerca de 55€/ano ou  se quiserem menos de 5€/mês. É barato? É caro? Não sei, perguntem a vós mesmos quanto valorizam os vossos activos digitais.

Eu optei pelo plano Unlimited Everything e estou a fazer upload das fotos e vídeos, mesmo com a minha ligação rasca – não é MEO? – e com um upload inferior a 1mbps. Em 12 dias já fiz upload de mais de 50GB. Faltam mais 400GB.

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A grande vantagem é que agora, é o meu NAS trata do envio das minha fotos, vídeos e documentos de uma forma transparente para arquivo.

As peças todas do Lego

Então agora o que acontece? Num dia normal, a Filipa tira 25 fotografias e faz 5 vídeos com o telemóvel. Quando chega a casa, todas as novas fotos ou vídeos que tenha no telemóvel são automagicamente enviadas para o NAS (usando um pequeno programa chamado Home Sweet Home) e arquivadas na pasta correta. Poucos minutos depois o NAS verifica que as mesmas não estão arquivadas na Amazon Cloud Drive e faz o envio para lá, usando exactamente a mesma estrutura de pastas que tenho no NAS.

Simples e automágico.

Democracia: o fim de um mito

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A democracia na Europa morreu. E, ironia das ironias, morreu no mesmo local onde nasceu.

Democracia, δημοκρατία em grego,  significa, o governo do povo [retirado da wikipedia, claro].

E o que é que o governo do povo grego fez nas ultimas duas semanas? Recusou-se a pagar uma dívida (impagável?), convocou o seu povo para se pronunciar sobre o que deveria fazer, foi mandatado, pelo seu povo, para mandar passear a Europa e o FMI – com tudo aquilo que isso significava para o povo grego – e no fim, mandou foder a decisão do povo e assinou um acordo para um novo memorando, com condições ainda piores do que os que os gregos tinham recusado em referendo. É possível que o governo grego tenha conseguido um acordo que coloca os gregos em melhores condições do que o que aconteceria se cumprisse com o que foi referendado? Claro que sim! Mas a voz do povo grego ouviu-se alto e claro: não a um acordo a qualquer custo.

Então, o que diz o acordo assinado no domingo? Tive o cuidado de o ir ler. Deixo aqui, no final deste artigo uma cópia integral do mesmo. Mas tem coisas espantosas, que referirei para que percebam como e por quem somos governados:

Given the need to rebuild trust with Greece, the Euro Summit welcomes the commitments of the Greek authorities to legislate without delay a first set of measures.

Autonomia do governo Grego ou do seu povo? Esqueçam…

carry out ambitious pension reforms and specify policies to fully compensate for the fiscal impact of the Constitutional Court ruling on the 2012 pension reform and to implement the zero deficit clause or mutually agreeable alternative measures by October 2015;

Autonomia do Tribunal Constitucional? Esquece. Tal como cá, eles (o TC) dizem que não, nós (os credores) arranjamos forma de contornar essas decisões inconstitucionais.

on energy markets, proceed with the privatisation of the electricity transmission network operator (ADMIE), unless replacement measures can be found that have equivalent effect on competition, as agreed by the Institutions;

Lá como cá, a receita é a mesma: privatizar.

On top of that, the Greek authorities shall take the following actions:

  • to develop a significantly scaled up privatisation programme with improved governance; valuable Greek assets will be transferred to an independent fund that will monetize the assets through privatisations and other means.

Privatiza! Privatiza tudo o que mexe. A seguir vai a ilha de Creta. Ah, e já agora, não deixes que sejam os políticos a privatizar as cenas. Cria aí uma comissão para privatizar cenas. A bem da verdade, na frase seguinte é indicado que este “fundo independente” deve ser gerido pelo governo grego sobre supervisão do Banco Central Europeu e do FMI.

E agora vem a cereja no topo do bolo (destaques meus):

The government needs to consult and agree with the Institutions on all draft legislation in relevant areas with adequate time before submitting it for public consultation or to Parliament

Como é que é? Eu vou traduzir para quem não está a ler direito:

O governo precisa de consultar e acordar com a Instituição em todos os projetos de legislação nos domínios mais relevantes com o tempo adequado antes de a submeter para consulta pública ou ao Parlamento.

A sério?

Ou seja, se o Governo quiser legislar em algo que a Comissão Europeia considere relevante – pode ser tudo, certo? –  tem que pedir aprovação prévia, mesmo antes de ser apresentada no seu parlamento ou colocada à disposição do seu povo para consulta.

Se a comissão não concordar com a alteração? Fuck democracy, temos pena! É isto, não é? 

Para finalizar e porque não somos todos anjinhos:

Não é segredo para ninguém, pelo menos hoje em dia, que a Grécia, alterou os seus documentos oficiais para forçar (comprar, seria a palavra mais adequada) a sua entrada no euro. De uma forma geral, não cumpria os critérios de adesão, principalmente a necessidade de um défice público inferior a 3%.
Foi um crime que deveria levar à cadeia os seus políticos da altura e que está a ter graves consequência, para a Grécia e para a Europa, como se vê.

O problema é que a Grécia não conseguiu esconder os seus números, sozinha. O governo grego de então, usou a Goldman Sachs para esconder os mais de 5 mil milhões de euros de défice. E quem trabalhava para a Goldman Sachs e tinha à sua responsabilidade todo o sector público europeu? Mario Draghi, o, hoje, todo poderoso presidente do Banco Central Europeu.

Claro que isto tudo é apenas coincidência.

Assim como é coincidência que Giacomo Draghi, o filho de Mário, trabalhe em Londres, para a Morgan Stanley como trader de taxas de juro.

Assim, como é coincidência o facto do governo grego ter cagado de alto para a escolha do seu povo, ter assinado um acordo pior que o proposto há umas semanas, contra a vontade expressa em urna e hoje estar a terminar uma reformulação completa afastando todos os ministros rebeldes que apareçam à frente do fantoche primeiro-ministro grego.

Cópia do documento final do acordo imposto à Grécia: pdf[1]