Onde começa a diversão…

Quando em Março de 2008, o presidente do município de Braga dizia, numa entrevista ao Diário do Minho que, ou a Britalar ganhava o concurso para a requalificação do topo norte da avenida ou o concurso seria anulado e se mostrava convicto de que a obra seria aberta ao público 12 meses depois, torci o nariz.
Hoje, 17 ou 18 meses depois de começada a obra (com ou sem atropelos à lei) a Câmara Municipal de Braga e o seu presidente preparam-se para inaugurar a obra do mandato. Na próxima segunda-feira, pelas 07h da manhã a via é aberta ao trânsito e inaugurada um pouco mais tarde nesse mesmo dia…
Sabemos todos que o timming desta inauguração não é inocente. As eleições autárquicas estão à porta e as sondagens em Braga não têm sido favoráveis. Mesmo assim, aí está ele, o tubarão político que mais anos tem à frente de uma câmara no país, a mostrar trabalho e a colocar-se na pole position para mais um mandato.
Como disse aqui, não acredito que Mesquita Machado ganhe as próxima eleições, mas sei que os portugueses, quando chamados a votar, têm uma memória de merda…
Fiz um upgrade ao software do blog.
Se detectarem algo estranho, avisem.
Um abraço.
Anda meio mundo a dizer que o PSD foi o grande vencedor das eleições europeias no último domingo.
Não concordo.
Na realidade, o PSD apenas teve mais 2.000 votantes que há 4 anos atrás. Percentualmente estamos a falar em menos de 0.3% de crescimento num ano em que o Governo PS tem tudo a perder e pouco a ganhar.
Olhando para os números de forma fria, o PS perdeu 5 dos seus 12 eurodeputados. O PSD, que em 2004 tinha concorrido coligado com o CDS-PP, consegue 8 deputados, a juntar aos 2 do CDS-PP, em comparação com os 9 que ambos tinham em 2004. Sendo verdade que o País elege hoje menos 4 eurodeputados que há 4 anos, parece fácil perceber que foi a bancada socialista a grande sacrificada com esta redução.
Quem foi então o grande vencedor?
Na minha opinião, houve dois grandes vencedores e um grande derrotado.
O primeiro, e mais óbvio, o Bloco de Esquerda. Contra todas as probabilidades, consegue eleger 3 eurodeputados, mais que duplicando os números de 2004.
Esta transferência de votos entre partidos da esquerda deve-se sobretudo à fraca capacidade que o PSD em geral e Manuela Ferreira Leite em particular têm em capitalizar e chamar a si o descontentamento generalizado que o País e os Portugueses sentem em relação ao PS, ao Governo e à sua (des) governação. O eleitor sente-se mais protegido transferindo votos entre partidos da esquerda, mostrando um cartão amarelo de tamanho gigante ao Eng. Sócrates e aos seus ministros, minimizando os impactos que a transferência do seu voto para a direita poderia trazer.
O Bloco, e as suas bases, conseguiram conquistar os votantes PS insatisfeitos com o Governo e principalmente os professores. Basta olhar para os números crus da votação em Timor e conseguimos perceber um padrão…
O segundo grande vencedor, a abstenção. 63% de abstenção, somando ainda quase 5% de brancos e 2% de nulos, dá um grand-total de 70% de Portugueses que decidiram deixar para outros a decisão (se bem que os brancos e nulos são uma tomada de posição válida). Os políticos profissionais continuam sem conseguir enamorar os portugueses para a política e consciencializar os portugueses que estas decisões são importantes para o seu futuro. E enquanto tivermos taxas de abstenção desta ordem de grandeza, que tal pensar em mecanismos de incentivo ao voto? Pequenas multas pecuniárias ou a proibição de voto nas eleições seguintes são exemplos.
O grande derrotado: Eng.º José Socrates. Apostou no cavalo errado (leia-se, um independente com algumas ideias esquisitas), montou uma máquina que parecia imparável e mobilizou todo o partido e todo o governo para estas eleições. Fica a sensação que, se assim não fosse, o resultado seria histórico. Ver o PS a escassos 6% à frente dos partidos à sua esquerda deve ser muito mais preocupante para o primeiro-ministro que vê-lo a 5% atrás do PSD.
E agora?
Agora, o Eng.º Sócrates tem duas alternativas:
A chave das próximas legislativas está em saber como o PS conseguirá reconquistar os votos que agora se foram para o BE. O futuro governativo do país decidir-se-á neste ponto-chave. E o próximo governo, sendo PS e não tendo maioria absoluta, fica refém de acordos pontuais com o BE ou com o PCP-PEV já que não vejo possibilidade de uma coligação se formar após as eleições… A confirmar lá mais para o fim do ano…
Em Janeiro deste ano atrevi-me a fazer uma série de previsões nos mais variados temas.
Seis meses se passaram e penso ser uma boa altura para rever a lista e fazer um ponto de situação.
Previsões concluidas com acerto:
As restantes previsões, ou ainda não há conclusões ou ainda é cedo para se confirmarem (ou negarem), pelo que, em Dezembro faremos novo ponto de situação.
Eu fui votar.
Mesmo com compromissos a 50 km’s de distância, mesmo com uma conjuntivite que não me larga e mesmo com o mau tempo a fazer-se notar, eu fui votar!
Eu posso exigir e reclamar!
E você, pode dizer o mesmo?
PS: Cada vez mais sou da opinião que, tal como noutros países, como a Bégica ou o Brazil, o voto deveria ser obrigatório. Uma multinha ou a suspensão de alguns direitos cívicos faria com que muita gente pensasse duas vezes antes de faltar injustificadamente a uma eleição…
Uma excelente apresentação do que a Sonae Sierra está a preparar para a península de Tróia no seu troiaresort.
Pode ser vista aqui.
(via a lupa de alguém – um blog de uma colega do grupo que sigo há bastante tempo e recomendo)
Para não dizerem que apenas os Ingleses sabem fazer coisas surpreendentes, cá fica partilhado convosco um trailer de uma iniciativa da Sonae Distribuição, aquando da abertura do novo centro comercial Dolce Vita Tejo:
Imaginem que na equipa, de futebol, onde jogam, são um entre mais de 200 jogadores…
Há a equipa titular, há os suplentes, há os que treinam todos os dias e há aqueles que, mesmo trabalhando afincadamente, nunca lhes é dada a oportunidade de serem convocados.
Imaginem agora que, sempre que um dos titulares é vendido ou um dos suplentes se lesiona gravemente, o treinador da equipa, em vez de promover a mais que justa promoção de alguém que já está na equipa e que conhece os cantos ao campo, contrata sempre mais alguém com entrada directa para a equipa titular…
Escusado será dizer que vos era exigido que marcassem 200 golos por ano e fizessem pelos menos 100 assistências, mesmo sem fazer qualquer jogo…
O que faziam?
Acho que está a chegar a altura de procurar equipa nova, agora que o campeonato está a terminar…Talvez entre directo para a equipa titular…
PS: Esta é, obviamente, uma história ficcional pelo que qualquer semelhança com a realidade é a mais pura das coincidências…
Este é um espaço pessoal. Aqui escrevo sobre a família, o trabalho, a sociedade, política, humor ou mesmo de coisas sem interesse nenhum.